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= COMO
MELHORAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL = |

Antes de tratarmos
do tema "Como Melhorar a Escola Dominical",
faremos algumas reflexões sobre a importância da
ED no contexto da Educação Cristã.
A - A Escola
Dominical não é uma atividade opcional, é uma
atividade essencial.
Ela se confunde
com a própria essência da Igreja.
"E
perseveravam na doutrina dos apóstolos" (At
2.42).
"A Escola
Dominical não é uma parte da igreja; é a própria
igreja ministrando ensino bíblico metódico."
OBS: Enquanto as
igrejas tradicionais estão repensando a ED,
grande parte das igrejas pentecostais somente
começaram a pensar na relevância do ensino
bíblico sistemático de algumas décadas para cá.
Há algumas décadas
atrás, na maioria das igrejas tradicionais, era
comum o número de matriculados na ED ser
superior ao número de membros da igreja. O que
podemos dizer das nossas Escolas Dominicais?
B - Onde fica a ED
no programa geral de nossas igrejas? Qual a sua
importância?
Conceito:
"A Escola Dominical conjuga os dois lados da
Grande Comissão dada à Igreja (Mt
28.20;
Mc 16.15).
Ela evangeliza enquanto ensina."
O cumprimento da
Grande Comissão através da ED, pode ser visto em
quatro etapas:
Alcançar -
a ED é o instrumento que cada igreja possui para
alcançar todas as faixas etárias.
Conquistar
- através do testemunho e da exposição da
Palavra: "...serão todos ensinados por
Deus...todo aquele que do pai ouviu e aprendeu
vem a mim" (Jo
6.45). A
conversão é eterna quando acontece através do
ensino.
Ensinar
- até que ponto
estamos realmente ensinando aqueles que temos
conquistado?
"O ensino das
doutrinas e verdades eternas da Bíblia, na
Escola Dominical deve ser pedagógico e metódico
como numa escola, sem contudo deixar de ser
profundamente espiritual."
Treinar
- devemos treiná-los
para que instruam a outros.
I. ATRAVÉS DE UMA EFICIENTE
ADMINISTRAÇÃO
1. A administração
só será eficiente se houver organização.
Organização lembra
ordem, método de trabalho, estrutura,
conformação, planejamento, preparo, definição de
objetivos.
O crescimento sem
ordem é aparente e infrutífero.
"Uma vez que a
ordem penetra o universo de Deus, temos base
para crer que o céu é lugar de perfeita ordem.
Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam
toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os
maiores corpos celestes."
Deus é um
ser organizado:
planejou a criação; a nossa redenção; a ordem
das tribos; o tabernáculo; a multiplicação dos
pães, etc.
A organização na
Escola Dominical é extremamente necessária.
Deverá estar presente em cada fase do trabalho:
no planejamento, na execução do plano, e na
avaliação dos resultados.
A organização da
ED deve ser simples e funcional; de acordo com a
realidade de cada igreja.
Razões para a
organização:
· Dividir
e fixar responsabilidades;
· Esclarecer
os limites do trabalho a ser realizado;
· Atender
as necessidades das pessoas envolvidas;
· Garantir
resultados satisfatórios.
II. ATRAVÉS DE UM PLANO DE
CRESCIMENTO
A Escola Dominical
deve crescer tanto em quantidade quanto em
qualidade.
As escolas
que estão sempre crescendo numericamente,
geralmente são as que mais se preocupam com a
melhoria da qualidade de ensino. Quais os passos
necessários para que a Escola Dominical cresça?
1. Localizar o povo.
Os líderes da ED
precisam saber onde se encontra a sua população
alvo.
É necessário saber
quem são e onde estão os alunos em potencial a
serem matriculadas na Escola Dominical. Onde
está a fonte de novos alunos?
a) Lista de
novos convertidos.
Muitos se
convertem e não voltam mais à igreja. Precisamos
buscá-los!
Os novos
convertidos são como crianças recém-nascidas em
Cristo; precisam ser recepcionados e
identificados imediatamente após a conversão.
(Ficha de identificação e triagem).
b) Relação de
visitantes na escola e nos cultos da igreja.
c) O rol de
membros da igreja.
O rol de membros é
uma fonte quase inesgotável. Faça uma campanha
com o lema "Cada crente um aluno".
O número de
matriculados na ED deverá ser maior que o número
de crentes no rol de membros da igreja.
d) A
comunidade ao redor da igreja.
Faça um
recenseamento. Já que o departamento crescerá,
os administradores deverão pensar em que direção
ele irá crescer.
Faça uma visita ás
famílias e convide-as para visitar a Escola
Dominical. (Organize uma classe para não
crentes.)
2. Promova uma
campanha contínua de matrículas.
Existe uma ligação
direta entre a matrícula e a presença na ED. Á
medida que cresce a matrícula, cresce também a
presença.
Para dobrar
a freqüência na ED é necessário dobrar a
matrícula. (Geralmente, o número de alunos que
freqüentam a ED assiduamente, corresponde a
metade do número de alunos matriculados.)
a) Que plano de
matrícula a sua igreja usa?
®
Plano de matrícula
contrário ao crescimento
· Exigência
de um novo aluno assistir à classe durante certo
número de domingos seguidos, antes de ser
matriculado.
· Desligar
qualquer pessoa matriculada que não assista com
regularidade à classe.
®
Motivos justos para desligamentos:
morte; transferência para outra igreja; mudança
de residência que impossibilite a assistência à
escola; um pedido insistente da parte do próprio
aluno.
b) Quando se
deve matricular um novo aluno?
Imediatamente, se
for esse o desejo dele. Não se deve pôr
obstáculos para a efetivação da matrícula.
3. Elabore um
programa de visitação.
A visitação
visa encorajar os alunos ausentes, e
reintegrá-los à vida cristã.
(Todo Domingo,
cada classe deve preparar uma lista de alunos
ausentes e determinar quem da classe os visitará
durante a semana.)
4. Ampliar as
estruturas.
Criar novos
departamentos, novas classes.
5. Providenciar
espaço adequado.
Não adianta pensar
em matricular novos alunos, em formar novas
classes, se não existe espaço para a nova classe
funcionar. Este é um dos principais problemas
que explicam o pouco crescimento na maioria das
Escolas Dominicais.
"A Escola
Dominical crescerá enquanto houver espaço para
as classes"
a)
Redimensionar o espaço que já possui na igreja.
Um estudo
criterioso apontará o espaço não usado ou mal
usado.
b)
Aproveitar o espaço existente nas casas próximas
à igreja ou em escolas públicas ou particulares
(Se for extremamente necessário).
c) Realizar
a Escola Dominical em dois turnos.
Algumas igrejas
realizam duas Escolas Dominicais: uma pela manhã
e outra à tarde. Os colégios fazem isto; porque
não a igreja?
d) Ampliar a
construção.
A igreja que
constrói espaço suficiente para a sua ED tem
espaço para todas as suas necessidades.
III. ATRAVÉS DO
ALISTAMENTO, FORMAÇÃO, E TREINAMENTO DE NOVOS
PROFESSORES
Se a ED vai
crescer em organização e providenciar espaço
para novas classes, naturalmente precisará de
novos professores.
Þ
Como alistar novos professores? Quais os
critérios de escolha? Como identificar um
autêntico candidato ao magistério cristão?
VOCAÇÃO
É ideal que o professor
tenha vocação para o magistério.
Vocação é a
inclinação predominante para um determinado tipo
de vida e de atividade, no qual o indivíduo
encontra plena satisfação e melhores
possibilidades de auto-realização.
É a tendência
natural para realizar determinada atividade de
modo excelente; aptidão, talento, inclinação.
A vocação floresce
no próprio interior da personalidade.
De que modo se
manifesta?
A vocação
revela-se como um conjunto de predisposições;
preferências afetivas, atitudes e ideais de
cultura e de sociabilidade.
Temperamento.
Temperamentos egocêntricos, fechados, incapazes
de abrir e manter contatos sociais comuns com
certo calor e entusiasmo, não estão preparados
para a função do magistério.
Sociabilidade.
A educação e o ensino são fenômenos de interação
psicológica e social; este exige
comunicabilidade e dedicação à pessoa dos
educandos e aos seus problemas.
Amor “paedagogicus”.
Simpatia e interesse natural pelos alunos e
desejo de auxiliá-los nos seus problemas e
anseios.
Geralmente a
escolha de um professor favorito se baseia num
relacionamento pessoal e não na capacidade para
ensinar. Os alunos se lembram dos professores
que mostraram interesse especial e cuidaram
deles antes de se lembrarem daqueles que tinham
bons dotes de oratória.
Apreço e
interesse pelos valores da inteligência e da
cultura. O professor
que realmente tem vocação para o magistério é
naturalmente um estudioso, um leitor assíduo,
com sede de novos conhecimentos, capaz de se
entusiasmar pelo progresso da ciência e da
cultura.
APTIDÕES NATURAIS
É ideal que o
professor seja pré-qualificado para o exercício
de suas funções.
· Saúde
e equilíbrio mental;
· Boa
apresentação;
· Órgãos
de fonação, visão e audição em boas condições;
· Boa
voz: firme, agradável, convincente;
· Linguagem
fluente, clara e simples;
· Confiança
em si mesmo, com perfeito controle emocional;
· Naturalidade
e desembaraço;
· Firmeza
e perseverança;
· Imaginação,
iniciativa e liderança;
· Habilidade
de criar e manter boas relações humanas com seus
alunos.
QUALIFICAÇÃO
ESPIRITUAL (CHAMADA)
Em linhas gerais,
o professor precisa ser um crente fiel,
espiritual e seguro conhecedor das doutrinas
bíblicas, além de ter comprovada capacidade para
ensinar.
Ser chamado por Deus para o
ministério do ensino (Ef
4.11,12).
Como identificar
os professores genuinamente chamados?
Os chamados
têm esmero (dedicação): "...se é ensinar, haja
dedicação ao ensino" (Rm
12.7b).
Esmero significa
integralidade de tempo no ministério - estar com
a mente, o coração e a vida nesse ministério.
Ter um
relacionamento vital e real com Jesus Cristo.
Cristo é seu
salvador pessoal; salvo-o de todo o pecado e é
também Senhor e dono da sua vida.
Esforçar-se em
seguir o exemplo de Jesus.
Jesus é o maior
pedagogo de todos os tempos; usou todos os
métodos didáticos disponíveis para ensinar.
Reconhecer a
importância da sua tarefa.
Encarar o
magistério cristão com seriedade. Chegará o dia
em que cada professor dará contas de si mesmo a
Deus (Rm
14.12;).
"Muitos de
vós não sejam mestres, sabendo que receberemos
mais duro juízo" (Tg
3.1).
Disposição de
aprender (humildade).
O homem é um
ser educável e nunca acaba de aprender.
Aprendemos com os livros; com nossos alunos;
aprendemos enquanto ensinamos. Não há melhor
maneira de aprender do que tentar ensinar outra
pessoa. Quando o professor não sabe uma
resposta, é melhor ser honesto e dizer que não
sabe.
Liderança positiva.
·
Lealdade à igreja e ao pastor: na assistência
aos cultos; na participação no sustento
financeiro (dízimos).
·
Ser
crente integrado à sua igreja: presença nos
cultos e atividades da igreja; manter-se
distante dos ventos de doutrinas; eticamente
correto.
·
Viver o que ensina. O professor não pode ensinar
aquilo que não está disposto a obedecer. O
professor deve personificar a lição.
·
O
professor deve ter um lar cristão modelar.
·
Apoiar a missão e a visão da igreja local. O
professor não deve usar a sala de aula para
promover uma revolta contra a direção da igreja.
·
Ter
como alvo o nascimento de uma nova classe a cada
ano.
·
Ter
como alvo a geração de novos professores a cada
ano.
IV. ATRAVÉS DA
UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS CRIATIVOS
1. Exposição oral.
Aula expositiva ou
preleção. Método tradicional usado
freqüentemente em escolas de todos os níveis. O
professor colocado diante do grupo expõe
oralmente a matéria, falando ele só o tempo
todo. É o método mais criticado, mas também o
mais utilizado. O êxito ou fracasso no seu
emprego dependerá da habilidade do professor.
2. Perguntas e
respostas.
É largamente
utilizado por ensinadores experientes, desde os
dias da antigüidade. A eficácia deste método
reside no fato de que as perguntas sempre são
desafiadoras. A mente, neste caso, não apenas
recebe informação, mas a analisa e pondera.
Existe todo um processo de reflexão, analise e
avaliação que ocorre no cérebro do aluno,
enquanto ele recebe a pergunta, medita nas suas
implicações e verbaliza a resposta.
3. Discussão ou
debate.
O método de
discussão ou debate é aquele em que um assunto
ou tópico da lição é colocado para ser discutido
entre os membros do grupo.
4. Técnicas de
trabalho em grupo (Dinâmica de grupo)
Por maior que seja
o entusiasmo do professor em incentivar a
participação ativa dos alunos, seu sucesso vai
depender em última instância de saber organizar
atividades que facilitem esta participação. Aí é
que entram as técnicas de trabalho em grupo. Eis
algumas: grupos simples com tarefa única;
pergunta circular; grupos de verbalização e de
observação; estudos de casos etc.
V. MELHORANDO A
COMUNICAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS
Ensinar não é
somente transmitir, não é somente transferir
conhecimentos de uma cabeça a outra, não é
somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é
ajudar o aluno a criar novos hábitos de
pensamento e de ação.
Ensinar não é só
comunicar, mas é necessário primeiro comunicar.
1. A importância
da comunicação no processo ensino-aprendizagem.
Para que haja
comunicação é necessário que se estabeleça
pontes de ligação entre o comunicador e o
receptor.
Toda comunicação
possui três componentes básicos: intelecto,
emoção vontade; em outras palavras, pensamento,
sentimento e ação.
A maioria dos
professores se limita a transmitir a mensagem
apenas intelectualmente. Damos pouco peso aos
aspectos emocional e vontades da comunicação.
Então, todas as
vezes que formos dar aula, devemos responder às
seguintes perguntas: o que é que sei e desejo
que esses alunos saibam também? O que sinto, e
desejo que eles sintam também? O que estou
fazendo e quero que eles façam?
2. Qual é o padrão
ideal de comunicação e interação entre
professores e alunos?
·
Comunicação unilateral;
·
Comunicação bilateral;
·
Comunicação multilateral.
3. O processo da
comunicação humana.
O processo da
comunicação possui 4 elementos: Emissor,
receptor, mensagem, e meio ou canal.
O emissor codifica
a mensagem e emite a mensagem. O receptor recebe
a mensagem, decodifica (interpreta) e responde
ao seu interlocutor (retroalimentação, feed back).
4. Principais
problemas de comunicação entre professores e
alunos.
·
Professor está mais preocupado em expor a
matéria (transmitir conhecimento);
·
Professor utiliza conceitos ou termos que ainda
não existem na experiência dos alunos novos
convertidos;
·
Professor não se preocupa em aumentar o
vocabulário de seus alunos;
·
Professor coloca tantas idéias em cada exposição
que somente algumas delas são compreendidas e
retidas;
·
Alguns professores falam rápido demais ou
articulam mal as palavras. Outros, em voz baixa
e tom monótono;
·
Professor não utiliza meios visuais para
comunicar conceitos ou relações que exigem
apresentação gráfica.
VI. ATRAVÉS DO
APOIO IRRESTRITO DO PASTOR
1. Comparecendo e
participando.
2. Estimulando (A
importância do estudo da Bíblia).
3. Incentivando
seus auxiliares do ministério e líderes de
Departamento.
4. Investindo na
Escola Dominical.
a) Recursos
financeiros.
Deve a igreja
destinar uma verba regular a fim de que a Escola
Dominical possa funcionar sem atropelos e
improvisações.
b) Recursos
humanos.
Compreende a
reciclagem periódica do superintendente e
professores.
c) Recursos
Técnicos.
Aquisição de
material didático, mobílias adequadas e salas
pedagogicamente planejadas.
Obs.:
Comportamento negativo
- Permitir
atividades paralelas à Escola Dominical
(Atividades administrativas, tesouraria, serviço
de som, afinação de instrumentos musicais,
aconselhamento pastoral)
- Não investir, ou
investir insuficientemente na área de educação.
A principal
parcela do orçamento da igreja sempre é dirigida
a outras áreas em detrimento da educacional.
CONCLUSÃO
Todo o trabalho da ED deve passar por uma
avaliação periódica. Deve-se objetivar o padrão
de Excelência:
1. Como buscar o
padrão de excelência?
Comparando o
presente progresso (os resultados) com os alvos
e objetivos previstos. A partir daí, você vai
descobrir a possibilidade de melhorar e
aperfeiçoar.
2. Quais as causas
do insucesso da sua Escola Dominical?
3. Quais as causas
da constante evasão de alunos?
4. A quantidade de
alunos em cada classe está dentro dos padrões
ideais?
5. A mobília e as
instalações são apropriadas?
6. O programa de
abertura e encerramento da ED são extensos
demais a ponto de suprimir o tempo das aulas?
|
O ENSINO
RELEVANTE PARA PRIMÁRIOS |
(PARTE I)
INTRODUÇÃO
Através de todas
as épocas Deus tem se preocupado com o ensino
para o seu povo.
Nos primórdios
eram os próprios pais, os responsáveis pela
tarefa de transmitir conhecimentos e educar os
filhos.
Com o crescimento
da população e as necessidades surgidas, se fez
necessário que outras instituições, além do lar,
oferecessem ensino ao indivíduo.
Assim sendo, a
Igreja também passou a ter sua agência de
Educação Cristã que é a Escola Bíblia Dominical.
I. O BINÔMIO
ENSINO-APRENDIZAGEM
1. Conceitos de
Ensino
a) Etimológico;
b) Antigo;
c) Moderno.
2. Conceitos de
aprendizagem
a) Tradicional;
b) Atual.
3. Relações
entre ensino e aprendizagem
a) Características
do ensino interesse nos reagentes humanos;
b) Características
da aprendizagem como um processo.
II. O PROFESSOR E
O ALUNO
1. O perfil do
bom professor
a) Qualificações:
·
Espirituais;
·
Físicas;
·
Intelectuais.
2. Condições
para conhecer o aluno
O professor é
comparado ao agricultor que para conseguir bons
resultados em seu trabalho precisa conhecer a
semente que vai semear, bem como o terreno onde
vai plantar.
Para o professor é
coisa indispensável não só conhecer a matéria
mas também seu campo de aplicação, que é o
aluno.
Como conhecê-los:
·
Observando-os;
·
Visitando-os;
·
Conhecendo seus pais e responsáveis;
·
Dando atenção aos seus problemas;
·
Identificando-se com ele.
3. Conhecendo
sua características
·
Físicas;
·
Mentais;
·
Sociais;
·
Espirituais.
III. O PROFESSOR E
O ENSINO
1) Requisitos
necessários ao professor
a) Vocação;
b) Preparo.
2)
Características do ensino
a) Ter objetivos
definidos
b) Atender as
necessidades do aluno, sendo:
·
Direcional;
·
Flexível;
·
Ajustável.
c) Fator
importante na aprendizagem;
d) Claro, simples,
objetivo;
e) Preparar o
aluno para a etapa seguinte do desenvolvimento.
3) O
conhecimento do professor
O bom professor
deve possuir um conhecimento geral e em especial
ter um conhecimento bíblico que lhe dê condições
de ministrar na Escola Dominical.
Outrossim,
deve estar sempre pronto a aprender (Pv
9.9).
1. Aspectos
essenciais do professor para um ensino dinâmico:
a. Saber
determinar os objetivos;
b. Direcionar o
conteúdo da lição para as necessidades de sua
turma;
c. Conhecer os
métodos e os meios necessários ao seu ensino;
d. Conhecer
matérias afins para enriquecimento do seu
trabalho.
4.
Responsabilidades do professor
a. Para com Deus;
b. Para com a
Igreja;
c. Para com a
Escola Dominical;
d. Para com o
aluno;
e. Para consigo
mesmo.
(PARTE II)
I. O PROFESSOR E
AS POSSIBILIDADES OFERECIDAS
1.
As relações
humanas
a)
Professor – aluno;
b)
Professor –
responsáveis;
c)
Professor –
professor;
d)
Professor –
líderes.
2. O espaço
físico para o bom funcionamento da escola
dominical
É claro que o
professor não deve esperar para iniciar um
trabalho educacional quando contar com todos os
suprimentos necessários.
Existem lugares em
que as igrejas estão iniciando em condições
precárias.
Mas sempre existe
um "cantinho" onde se possa reunir as crianças
para ministrar-lhes ensino.
No entanto,
é importante que não se acomode, mas cada qual
procure melhorar cada vez mais as condições até
que a Escola Bíblica Dominical alcance o padrão
de um modelo.
a) Salas de aula;
b) Equipamentos:
·
Mobiliário;
·
Acessórios.
3. Material
didático
·
Material indispensável;
·
Material de apoio;
·
Uso
de sucata.
II. OFICINA - AULA
PRÁTICA
a) A divisão dos
grupos de trabalho:
De acordo com o
número de presentes à aula.
b) Orientação
acerca da tarefa:
Cada grupo fará um
modelo de trabalho.
c) Distribuição do
material;
d) Execução da
tarefa.
|
O ENSINO
RELEVANTE PARA O JARDIM DE INFÂNCIA |
INTRODUÇÃO
A Bíblia nos
diz "Ensina a criança no caminho em que deve
andar, e quando crescer não se desviará dele",
Pv 22.6.
Antigamente, a educação não tinha como único
objetivo ensinar a ganhar a vida, mas
preocupava-se principalmente com a formação do
caráter. A entrada da criança no Jardim de
Infância, no sistema escolar, às vezes, traz
reações na vida infantil que podem causar
transtornos para toda a existência, pois
geralmente a criança sai de um ambiente seguro,
familiar e protegido, para penetrar num ambiente
novo e desconhecido. Mundo de disputa,
concorrência, lutas e dificuldades.
É absolutamente necessário que pais e
professores trabalhem na mesma direção, o que
significa comunicação freqüente entre as duas
partes. A educação cristã na vida da criança é
um dos fatores mais positivos para a formação da
sua personalidade e propicia a aprendizagem dos
princípios básicos da Bíblia Sagrada.
I. A ESCOLA
DOMINICAL
·
Porque da Escola Dominical;
·
O
propósito da Escola Dominical;
·
Classe Jardim de Infância (4 e 5 anos):
Nos primeiros anos
de vida os indivíduos formam sua personalidade,
incorporando hábitos, valores, atitudes e
estruturam padrões de raciocínio.
Ainda tem somente
um limitado fundo de conhecimentos.
São interessados
muito em si mesmos; seu mundo gira em torno do
seu próprio ser (egocentrismo). Eles exigem uma
atenção toda especial, gostam de repetição de
histórias, sentem segurança nas coisas bem
conhecidas. Começa a idade de perguntas, a fase
dos "porquês". O brinquedo e os amigos são de
grande importância. Brincar é investigar o
desconhecido, é enfrentar desafios, é buscar as
dificuldades para poder crescer, é, em suma,
aprender.
A criança sempre
busca desafios, quer tentar o que nunca tentou,
brincar sempre com algo novo, algo que ela nunca
tenha experimentado, quer aprender, quer
crescer.
Qual o papel da
Classe Jardim de Infância?
É apresentar
constantemente estímulos que aumentam sua
curiosidade, é dar oportunidade para que a
criança tente seus limites físicos, é apresentar
desafios que eles estejam desejosos por
enfrentar.
II. IMPORTÂNCIA DO
EVANGELISMO INFANTIL
III. BASES
BÍBLICAS PARA A EVANGELIZAÇÃO
IV. QUALIFICAÇÕES
DO PROFESSOR DE JARDIM DE INFÂNCIA
·
Quem
deve evangelizar e ensinar crianças de Jardim de
Infância?
4.1
Convicção da própria salvação (1Jo
5.13;
Rm 8.16);
4.2 Quem ama
e conhece a Palavra de Deus (Lc
24.27,44);
4.3 Comunhão
constante com Cristo (Gl
2.20;
Jo 15.4-5);
4.4 Amor e
compaixão pela alma de crianças (Mt
9.36;
Mc 1.41);
4.5
Submissão do Espírito Santo (1Co
6.19-20);
4.6 Quem se
sente vocacionado (Rm
12.7);
4.7 Possuir
temperamento paciente, pacífico e alegre;
4.8 Desejo de
constantemente se reciclar.
V. CARACTERÍSTICAS
As crianças de 4 a 5 anos são
diferentes uma das outras. O estudo de milhares
delas no entanto, mostra que existem certas
características, habilidades e interesses
comuns. É bom que os responsáveis saibam o que
deve ser esperado neste período.
VI.
DESENVOLVIMENTO
6.1 Físico;
6.2 Mental;
6.3 Social;
6.4 Emocional;
6.5 Espiritual.
VII. O PREPARO DA
LIÇÃO
7.1 Ore - pelas
crianças, por você como professor, pela
preparação e apresentação da lição;
7.2 Estude a
lição;
7.3 Apresentação
da lição;
7.3.1 Aparência do
professor;
7.3.2 Expressões
faciais;
7.3.3 Expressões
corporais;
7.3.4 Linguagem;
7.3.5 Cuidado em
manter a atenção.
VIII. SALA DE AULA
8.1 MATERIAL
APROPRIADO PARA JARDIM DE INFÂNCIA
·
Mobiliário;
·
Recursos audiovisuais;
·
Material didático.
8.2 ATIVIDADES
QUE NECESSITAM SER DESENVOLVIDAS
·
Atividades em diferentes níveis de
desenvolvimento;
·
Atividades diversificadas;
·
Métodos Adequados;
·
Uso
de material apropriado;
·
Discriminação auditiva:
Entende-se por
discriminação auditiva a distinção clara entre
várias impressões auditivas percebidas pelo
cérebro através da audição.
·
Discriminação visual:
Entende por
discriminação visual a distinção clara entre
várias impressões visuais percebidas pelo
cérebro através da visão.
·
Histórias:
É uma forma mais
fascinante de transmissão da verdade, a mais
adaptável e a mais fácil de ensinar as crianças.
Na arte de contar
histórias, nem tudo depende da aptidão natural
do indivíduo. Existe uma técnica especial, isto
é, um conjunto de regras e condições cujo
exercício é indispensável para que o contador
possa desenvolver em sua plenitude as
virtualidades natas que possui.
Há uma variedade
de como apresentar uma história.
·
Atividades integradas corporais e musicais:
Os cânticos
facilitam a aprendizagem, desenvolvem a
coordenação motora, marcam o ritmo e ensinam as
crianças a louvarem e adorarem a Deus. Podem ser
acompanhados de gestos, com movimentos com as
mãos e os pés ou visualizados.
·
Atividades recreativas, dramatização, desenho
livre;
·
Enriquecimento do vocabulário;
·
Correção da prolação (Prolongação do Som);
·
Ajustamento sócio-emocional;
·
Desenvolvimento da habilidade de formular
frases;
·
Oficina de artes plásticas.
8.3 AR LIVRE
As igrejas
precisam pensar num espaço livre onde as
crianças possam explorar:
·
O
desenvolvimento da capacidade exploratória inata
e de investigação do meio ambiente;
·
O
desenvolvimento e domínio das habilidades
psicomotoras, que reforcem o processo de
crescimento e segurança emocional.
CONCLUSÃO
Este trabalho visa
ajudar aos professores de crianças de Jardim de
Infância, a fim de que o ENSINO possa informar e
formar o pequenino no conhecimento bíblico e de
sua realidade para decidir e viver por Jesus
Cristo, como pessoa e como membro de sua
comunidade.
Cremos que a
Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo será bem
mais fortalecida se tivermos crianças não apenas
esclarecidas, mas convictas e seguidoras da
verdade.
"Educai
as crianças e não será preciso punir os adultos"
.
|
ESTUDO
BÍBLICO PARA A CRIANÇA – ASSUNTO RELEVANTE
PARA DEUS |
INTRODUÇÃO
Desde os mais
antigos Deus, se preocupou com o ensino bíblico
para a criança. A primeira prova disso é que Ele
teve o cuidado de organizar uma instituição
educacional que se responsabilizasse pelo
ensino, desde a mais tenra (nova) idade
do indivíduo " o lar ou a família.
Compreende-se que
o plano fundamental de Deus concernente à
educação do seu povo deveria iniciar no lar. O
temor do Senhor, a guarda dos estatutos e
mandamentos, deveriam ser passados de pais para
filhos, de geração em geração, a fim de que o
conhecimento de Deus fosse uma preocupação
constante entre o povo.
A criança
ocupava lugar importante no seio da família
israelense (Sl
127.3 e
128.1-3).
Sua educação nos preceitos bíblicos era
prioridade. Cabia aos pais o zelo pela instrução
dos filhos que, por ordem divina, deveria ser
constante e diligente (Dt
4.9-10;
6.1-7
e
11.18-19).
Está claro
nas Escrituras que, de acordo com a vontade
divina, os mandamentos do Senhor seriam
ensinados em todos os momentos (andando, falando
assentados em casa, à mesa, pelos caminhos, de
dia e à noite, quando a família se reunia). À
criança era concedida a oportunidade de fazer
perguntas (Ex
12.26-27;
Gn 22.7-8),
o que tornava o ensino eficaz e mais
interessante.
Mais tarde,
além do lar, as crianças também aprendiam com os
sacerdotes e profetas. Algumas delas eram
dedicadas a Deus e entregues ao sacerdotes para
educá-las. Um desses casos é o de Samuel, que
foi entregue ao sacerdote Eli ainda bem novinho
(1Sm
1.20-28). O
profeta também era uma figura importante na
educação nacional. Muitos jovens eram enviados
às escolas de profetas a fim de estudarem as
Escrituras e se prepararem para substituir seus
antecessores (1Sm
10.10;
19.19;
2Rs 2.5
e
4.38).
Propósito
Deus preparou um plano de reconciliação para a
humanidade perdida e distanciada do seu Criador.
Havia, portanto, necessidade de transmitir à
humanidade a mensagem de perdão, de fé e
esperança, bem como as regras e normas para uma
vida de comunhão com o Senhor.
Para isso, Deus
separou Israel, um povo especial, para que o
mesmo transmitisse aos outros povos o propósito
divino. Era fundamental que as gerações tomassem
conhecimento dos fatos acontecidos no passado,
para serem enriquecidos no presente e não serem
esquecidos no futuro.
A transmissão da herança histórica era assunto
que deveria ser ensinado à criança até que ela
alcançasse maturidade e, conseqüentemente,
condições de transmitir à geração seguinte. Além
da história do povo, a idéia do conhecimento de
Deus, a adoração e obediência ao Criador, o
reconhecimento pelos seus feitos, todos esses
aspectos eram pontos fundamentais na educação da
criança israelita. Graças a tais cuidados por
parte de Deus é que o conhecimento do
Todo-Poderoso chegou até os nossos dias.
Crianças
educadas, homens usados por Deus:
Podemos citar
alguns exemplos relacionados ao assunto:
Adão
Entendemos pelas Escrituras que Adão ensinou aos
seus filhos quando eles se propuseram a oferecer
suas ofertas a Deus (Gn
4.3-4).
Abraão
É certo que Abraão transmitiu os ensinamentos
bíblicos a seu filho Isaque ainda pequeno. A
prova disso é que o jovem conhecia todo o ritual
do sacrifício, e quando seguia para o monte
Moriá com seu pai, sentiu falta do cordeiro para
o holocausto (Gn
22.7).
A educação de
Moisés
Ele era o
legislador de Israel, foi educado em toda a
ciência do Egito como filho de Faraó (Ex
2.10 e
At 7.22).
No entanto, sua meninice teve a influência dos
ensinamentos de sua própria mãe hebréia (Ex
2.8-9), que não
descuidou de ensinar-lhe os princípios divinos.
Isso lhe serviu de base para não se contaminar
com a idolatria e guardar, no coração, o temor
do Senhor e a fé em um único Deus, criador de
todas as coisas.
O cuidado de
Loide e Eunice
Mesmo tendo
um pai grego que certamente lhe ensinava acerca
da mitologia e da filosofia da época, Timóteo
recebeu também de sua avó e de sua mãe
ensinamentos das Escrituras (2Tm
1.5 e
3.14-15),
desde a sua meninice. Tais fundamentos foram a
base de sua fé e conduta, o que o tornou grande
evangelista ainda bem jovem.
Através dos
tempos
Os ensinos do
Antigo Testamento tiveram ressonância através
dos tempos e a preocupação em transmitir as
verdades bíblicas às crianças foi um dos pontos
observados nas sinagogas até mesmo no tempo do
cativeiro.
Jesus nunca
excluiu as crianças das multidões que vinham a
ele ouvir os seus ensinamentos (Mt
14.21). Ele
repreendeu seus discípulos quando pretendiam
excluir as crianças do seu convívio (Mc
10.13-14).
A continuidade
do ensino
Lendo as
cartas do apóstolo Paulo, entendemos que o
ensino sempre foi assunto de relevância na
Igreja (Rm
12.7;
Cl 1.28;
2Tm 2.2
e
3.14-15)
e no lar. Através dos tempos, a Igreja passou
por muitas provações, perseguições e até mesmo
profundas mudanças. Todavia, Deus sempre
continuou preocupado com a questão da
transmissão das suas regras e mandamentos.
Na Reforma
Através da
História, constatamos que Deus sempre levantou
homens preocupados e interessados na educação.
Martinho Lutero, o ilustre reformador
protestante, por exemplo, empenhou-se em
promover a educação concentrada no lar, como
registra o Antigo Testamento. Reconhecia, no
entanto, que as autoridades do Estado também
deveriam desenvolver programas educacionais para
as crianças tomando para si a responsabilidade
de ajudar os pais na educação dos filhos. Ele
sugeria um currículo que desse ênfase aos
estudos bíblicos e à música (para isso, a Bíblia
deveria ser traduzida para o vernáculo (Idioma
de cada país), proporcionando a facilidade da
leitura da mesma), ao lado de outras
disciplinas.
Outro nome é João
Calvino, fundador da Academia de Genebra, onde
se ensinava a crianças e adultos. Ele teve a
grande preocupação de convocar a igreja para
retornar à tarefa de ensinar às crianças nos
moldes do Antigo Testamento.
Os
colonizadores
Da mesma forma
como os hebreus nos tempos antigos, os
colonizadores nos séculos passados, quando
vieram da Europa para habitar na América, não
faziam distinção entre educação religiosa e
educação secular.
Quase todas as
famílias, senão todas, eram protestantes. Vieram
para o “Novo Mundo” fugindo das perseguições
religiosas, em busca de liberdade para exercitar
a fé em Jesus. A principal razão para ensinar a
seus filhos a ler era para que pudessem ler a
Bíblia. Assim, procuravam transmitir de modo
simples, mas convincente, um patrimônio moral e
espiritual e um viver de acordo com os
mandamentos bíblicos.
Cada família tinha
o cuidado de realizar o culto doméstico. Os pais
chegaram até a ser obrigados por lei a ensinarem
os preceitos divinos aos seus filhos.
Surgimento das
escolas
Caso os pais não
cumprissem seu dever de ensinar, a comunidade se
responsabilizava por transmitir um ensino mais
adequado e eficaz. Assim foram surgindo as
primeiras escolas para complementação do ensino
no lar. Aos mais ricos era concedido o
privilégio de contratarem pessoas para irem à
casa ensinar as crianças.
Atualidade
É fato incontestável que os judeus sempre
primavam pela educação de seus filhos. Eles
consideravam a educação tão importante quanto a
oração. Esse zelo pelo saber originou-se do
preceito bíblico registrado em
Deuteronômio 11.19.
Ainda hoje se pode observar o cuidado e
preocupação em transmitirem aos seus filhos a
Lei do Senhor e os preceitos de Jeová.
Consideram a educação da criança prioritária.
Somos também
o povo escolhido de Deus (Hb
8.10 e
Tt 2.14).
Assim, a educação cristã está também embasada
nos mesmos princípios e mandamentos expostos nas
Escrituras.
A Igreja de Cristo
tem como objetivo primordial a salvação do homem
e o seu preparo para viver com Jesus
eternamente. A educação é o agente
(motivo) de mudança.
Para isso, a Igreja se propõe a
ensinar a Palavra de Deus de modo sistemático,
prático e progressivo, alcançando pessoas de
todas as idades, principalmente as crianças. A
instituição educacional da igreja é a Escola
Dominical. O ensino bíblico, ou melhor, a
educação cristã deve ser compreendida como uma
tarefa que não se limita apenas a algumas horas
de estudo aos domingos na ED. Mas, como um
processo, um contínuo aprendizado de crenças e
valores, de hábitos, atitudes, maneiras de
sentir e de agir de acordo com o querer de Deus.
Cada cristão deve
tornar-se uma pessoa zelosa, praticando boas
obras com o objetivo de melhor servir a Jesus e
ser capaz de influenciar na vida da comunidade,
da sociedade em que está inserido. Nessa tarefa
cabe aos pais a responsabilidade maior.
Dificuldades
atuais
A sociedade
atravessa um período de profundas mudanças. Em
conseqüência, os lares são abalados de forma
preocupante, o que traz sérios problemas no que
se refere à educação do indivíduo.
De um lado está a
necessidade da busca de meios de sobrevivência
colaborando para que as mães também deixem o lar
e se dediquem a algum trabalho para ajudar a
sustentar a economia da família. De outro, as
mulheres que "vestindo a roupagem" do desejo da
realização pessoal e da procura de um "espaço"
na sociedade, fogem das suas responsabilidades
de esposa e mãe. E ainda levando-se em
consideração os desmandos dos pais, as brigas,
as ocupações extras, a separação dos cônjuges,
que no final chegam ao divórcio na maioria das
vezes.
Todos esses
acontecimentos na vida familiar levam a criança
ao abandono, à falta de orientação, a
necessidade de alguém para identificar-se, de
ajuda para resolver seus problemas.
Falta a
presença dos pais para incentivá-la a crescer, a
desenvolver-se, quer elogiando-a ou
repreendendo-a, conforme a situação.
Determinando e cobrando tarefas. Ensinando-a a
respeitar limites, a ser útil, a participar do
grupo familiar. Dando-lhe oportunidade de
partilhar das alegrias e das dificuldades do
dia-a-dia. Ensinando-a a fazer escolhas e a
tomar decisões. Caminhando junto a ela,
apontando-lhe o caminho (Pv
22.6).
Orientando-a a lidar com seus próprios
sentimentos.
São os pais e,
principalmente a mãe, as pessoas responsáveis
para "descortinar" (Revelar)
conhecimentos. É a qualidade do mesmo que
determinará seus resultados. Sem dúvida, os
ensinamentos bíblicos oferecidos ao indivíduo
desde a sua infância é que nortearão sua vida de
modo eficaz tornando-o um cidadão honrado.
Capacitando-o a colaborar para o bem estar da
sociedade e da nação. E, acima de tudo,
fazendo-o um futuro cidadão dos céus.
|
O ENSINO
RELEVANTE PARA JUNIORES |
INTRODUÇÃO
O objetivo da
Escola Dominical é alcançar as crianças com o
alvo tríplice do ensino: salvação, crescimento e
serviço, isto é, ganhar a criança para Cristo,
fazendo-a entender que é pecadora, doutriná-la
nas verdades da Bíblia para que cresça
espiritualmente, e venha a servir a Cristo.
Nossa intenção é levar os professores e pais a
valorizar a experiência singular de observar e
conhecer melhor os juniores no seu processo de
desenvolvimento. Há, às vezes, mudanças bruscas,
inevitáveis, radicais. Na verdade, é um mundo
novo, muito mais vasto, que é preciso conhecer e
explorar. Compete aos líderes saber quando
criticar, encorajar ou ajudar. Nestas palestras
queremos provocar a reflexão de todos que atuam
direta ou indiretamente com os juniores, para
que possam ajudar a compreendê-los que estão se
ajustando a um novo padrão de vida que pode
afetar seu comportamento na escola, no lar e
talvez seu relacionamento com a família.
I. QUEM SÃO OS
JUNIORES:
De modo geral, por
volta dos onze anos, a infância começa a chegar
ao fim. Essa idade marca o início da pubescência
e às vezes da puberdade (Conjunto das
transformações ligadas à maturação sexual, na
passagem progressiva da infância à
adolescência).
Nesta idade, os
juniores começam a examinar nossos valores e
comportamento, questionar nossos padrões - de
autenticidade e de consideração pelos outros. Os
pais deixam de ser elementos formadores por
excelência e passam eles a ser apenas
orientadores.
1.1
Características:
a) Física:
Ganhando força,
apesar de haver um estacionamento no
desenvolvimento físico; gostam de lutar e fazer
"bagunça" gostam de competição.
b) Mental:
Investigadores;
vivos e cheios de perguntas; têm boa memória;
consciência de tempo e distância;
colecionadores; gostam de leitura e ouvir de
heróis; interesse na vida real.
c) Social:
Gostam de grupos
(do seu sexo); rebelam-se contra autoridade;
meninas começam a se interessar pelo sexo
oposto; gostam de ter responsabilidade.
d) Emocional:
Instável; não
gostam de manifestações externas de afeto;
gostam de humorismo.
e) Espiritual:
Reconhecem o pecado como pecado;
têm fome de Deus; Fé simples; têm perguntas
sobre o Cristianismo; estão começando a
compreender simbolismo; querem Cristo como
Salvador e Senhor.
1.2 Desenvolvimento do
Comportamento:
a) Motor
Atividade física é bem maior do
que nas idades anteriores e tem muito maior
expansividade.
b) De adaptação
É caracterizado por uma
programação prévia de tudo o que a criança fará.
Este detalhe é importantíssimo e não deve nunca
ser menosprezado pelo adulto. Percepção do mundo
exterior é muito mais real e mais vivida.
c) Lingüístico
Muito "faladeira". Nesta época,
sofre uma certa dificuldade em termos de
expressão literal (Exata) pura e
simples, pois neste período ela é usada muito
mais para exprimir sentimentos.
d) Social
Comportamento mais estável e
melhor integrado. Desejo de independência, por
isso a autoridade familiar volta a bloquear esta
impulsividade da criança.
1.3 Como ajudá-los:
A atitude dos líderes pode ajudar
muito aos juniores. É uma questão de encontrar o
equilíbrio adequado. É um momento em que a
criança começa a "sentir-se gente". Respeito a
individualidade.
II. DIDÁTICA APLICADA AOS
JUNIORES
2.1 Ensinar é estimar e
desenvolver os alunos promovendo a aprendizagem
por parte do aluno.
>
ESCOLA TRADICIONAL (PEDAGOCENTRISMO)
>
ESCOLA MODERNA (PAIDOCENTRISMO)
Aprendizagem
Didática - responsável pela técnica educativa
2.2 Elementos Fundamentais da
Educação
Aluno/Mestre/Matéria/Método/Objetivo
III. MÉTODOS DE
ENSINO
Um método é apenas
o caminho para se chegar a um alvo enquanto que
a técnica de ensino é a maneira, o modo de
executar, de explanar o assunto. Além da matéria
e dos objetivos, o professor precisa ter método
e técnica adequados para produzir aprendizagem.
a. Tradicionais
b. Modernos
3.1 Escolha dos métodos
Ao escolher os métodos que vai
utilizar, o professor deve levar em conta vários
fatores:
a)
Os objetivos da lição;
b)
A maturidade dos juniores;
c)
O interesse dos juniores pelo
assunto;
d)
A experiência anterior do aluno;
e)
O assunto a ser ensinado;
f)
Os recursos educacionais
disponíveis;
g)
O tempo de duração da aula e,
h)
A habilidade do professor
IV. COMO ALCANÇAR
OS JUNIORES
Todos os métodos têm vantagens e
desvantagens, porém para tornar o ensino
dinâmico, um professor competente:
·
Varia os métodos;
·
Cria
método de acordo com o assunto;
·
Adapta métodos de acordo com as necessidades dos
alunos;
·
Usa
metodologia ativa, adequada e diversificada e,
·
Usa
os recursos pedagógicos (É a teoria e
ciência da educação e do ensino).
V. MÉTODOS E
TÉCNICAS DE ENSINO
a) Perguntas e
Respostas;
b) Discussão ou
Debate Orientado;
c) Tarefas;
d) Dramatização.
VI. RECURSOS
AUDIOVISUAIS
São meios
adicionais de comunicar a mensagem através de:
a) Quadro e giz;
b) Quadro e pilot;
c) Mapas;
d) Mural fixo ou
móvel.
Para os juniores,
os acessórios de ensino projetáveis como:
slides, retroprojetor, filmadora e vídeo são
muito apreciados, prendem a atenção facilitando
a compreensão da mensagem.
VII. COMO DEVE SER
O PROFESSOR DOS JUNIORES
7.1
Responsabilidades do professor
a) Manter longa e
freqüente comunhão com o Mestre;
b) Estudar bem a
lição bíblica;
c) Conhecer seus
alunos;
d) Estabelecer
propósitos definidos no seu ensino;
e) Contactar com
os alunos, fora de classe;
f) Aplicar métodos
e técnicas educacionais;
g) Acreditar no
seu ensino;
h) Ter experiência
dentro do que ensina e prega;
i) Viver o que
ensina.
7.2 Qualificações
do professor
a) Preparo
espiritual;
b) Preparo
pedagógico;
c) Aparência;
d) Capacidade de
expressão;
e) Cortesia/senso
de humor;
f) Otimismo;
g) Simpatia;
h) Auto-direção;
i) Criatividade.
7.3
Características do professor
a) Servo (Ef
6.6);
b) Sacerdote
(Ap.
1.6);
c)
Mensageiro (At
4.2);
d) Educador
(Ef
4.11).
7.4 Atitudes do
professor
a) Ditador;
b) Laissez-faire;
c) Líder.
VIII. NECESSIDADES
BÁSICAS DOS JUNIORES
·
Compreensão >> Aceitação;
·
Liberdade >> Reconhecimento;
·
Mensagem de Afeto >> Amor.
IX. ALGUMAS IDÉIAS
PARA A TAREFA ALCANÇAR ÊXITO:
a) Considere cada
criança como uma PESSOA HUMANA;
b) Ouça as queixas
com atenção e maturidade;
c) Evite
julgamentos precipitados;
d) Trabalhe com
entusiasmo;
e) Um sorriso é
mais penetrante que um sermão;
f) Conheça seus
alunos pelo nome;
g) Seus alunos
estão deixando de ser crianças;
h) Repita.
Repita!! Repita!!;
i) Estabeleça
metas para si mesmo e para sua classe (Ex. metas
de qualidade, eficiência, assistência,
assiduidade, crescimento aparente,
aproveitamento indireto, etc.);
j) Autoridade não
se impõe: oriente-os com firmeza mas não tente
subjugá-los e;
k) Ensine algo
positivo e glorifique a Deus por todas as
vitórias.
X. REUNIÃO COM OS
RESPONSÁVEIS:
Deve haver
constantemente entrosamento com os responsáveis
dos alunos.
·
Palestras/entrevistas;
·
Exposição de trabalhos de alunos;
·
Visita ao lar;
·
Celebrações para homenageá-los.
CONCLUSÃO
Ao deixar a Grande Comissão com os discípulos:
IDE ..... ensinai", por ocasião de Sua volta aos
céus, Jesus demonstrou o reconhecimento ao
ensino como o método fundamental na edificação
do Reino de Deus, como o meio próprio para
conquista de um caráter verdadeiramente cristão.
Sendo assim, é importante que todos os que fiel
e lealmente aceitam essa comissão para o ensino
possam observar e conhecer as aptidões de cada
aluno para melhor orientá-lo. É nesta fase, dos
juniores, que os ideais começam a
desenvolver-se, a individualidade procura
restabelecer seu equilíbrio e organizar-se.
Devemos pedir a
orientação de Deus, para formar no Junior, um
caráter firme e seguro, espelhando a beleza de
Cristo em sua vida.
|
O ENSINO
RELEVANTE PARA JUVENIS |
INTRODUÇÃO
Se o aluno não aprendeu, não se pode dizer com
convicção que o professor ensinou. Esta
declaração nos leva a refletir sobre a
responsabilidade do professor na compreensão do
que é o ensino relevante.
A primeira das
sete Leis Naturais do Ensino, a lei do
professor, determina: "O professor precisa
conhecer aquilo que vai ensinar". De fato ele
precisa conhecer não somente O QUÊ vai ensinar,
mas A QUEM vai ensinar e COMO ensinar. O ensino
relevante para juvenis pressupõe três áreas de
conhecimento por parte do professor: a do
conhecimento da Bíblia, do próprio adolescente e
dos princípios de didática.
I - O CONHECIMENTO
BÍBLICO
O conteúdo do
ensino cristão para juvenis e para todos é a
mensagem poderosa da Palavra de Deus. Os efeitos
positivos resultantes do contato com ela dá-nos
algumas razões para estudá-la.
1) RAZÕES PARA
O ESTUDO SISTEMÁTICO DA BÍBLIA
a.
Proporciona crescimento espiritual - (1
Pe 2.2,3);
b. Guia-nos
a toda verdade - (Sl
119.105, 130);
c.
Guarda-nos do pecado - (Sl
119.11;
Jô 15.3);
d.
Estimula-nos para a maturidade espiritual - (2
Tm 3.16,17).
O professor
deve encarar o ensino bíblico como instrumento
de mudança. Na própria vida, e depois na vida do
aluno. Mudança não forçada, mas resultado, sim,
do despertamento do aluno, de sua motivação, de
seu interesse em aprender. Se você, professor,
deseja que os adolescentes a quem você ensina,
manifestem em suas vidas o fruto do Espírito
Santo (Gl
5.22,23) seja o
exemplo. Se quiser que seus alunos se voltem
para a Bíblia, você deve estar sempre
compenetrado na Palavra.
O ensino relevante
é aquele que alcança os alunos, objeto de sua
contemplação, inspirando-os a adquirirem
conhecimento bíblico sim, porém, além disso,
produzindo, também, modificações em suas vidas.
Para o alcance dessa meta aquele que ensina
precisa dessa visão.
2)
RECOMENDAÇÕES AO QUE ENSINA
a. O lema de
todo professor (2
Tm 2.15);
b. Formando um
reservatório;
c. Estudante
aplicado (Rm
12.7);
d. O poder
do Espírito Santo (At
1.8);
II - O
CONHECIMENTO DO ADOLESCENTE
A eficácia do
trabalho do professor depende dele começar por
onde o aluno se encontra ou considerando quem o
aluno é.
A adolescência é
uma fase da vida que se apresenta como um grande
desafio aos professores, principalmente aos
professores cristãos. A palavra adolescente que
significa "crescimento" (do latim "adolescere",
crescer) mostra aos professores que seu "alvo"
está em constante movimento e que, por isso,
necessita de uma excelente "pontaria" para que o
atinja. Isto exige treinamento, uma boa visão,
muito amor pelo trabalho e reforço especial de
poder do Espírito Santo.
O ser humano tem
gostos e inclinações diferenciados, conforme sua
faixa de idade. O professor deve considerar
estas diferenças ao determinar o quê e como
ensinar. A adolescência precisa ser compreendida
para que as aulas sejam orientadas de acordo com
suas peculiaridades.
Tendo o ensino
cristão como essência a modificação do viver, o
conhecimento da categoria dos alunos a quem se
ensina, bem como a situação atual de suas vidas
é essencial para que se obtenha sucesso nessa
modificação para melhor. O professor de juvenis
precisa, então, conhecer quem são os seus alunos
adolescentes.
1)
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
a. Época de
amadurecimento;
b. Término de fase
desajeitada;
c. Grande
atividade X muito sono;
d. Como o
professor deve agir.
2)
CARACTERÍSTICAS MENTAIS
a. Raciocínio
inquiridor;
b. Senso de
independência;
c. Questionamento
das idéias dos adultos;
d. Como o
professor deve agir.
3)
CARACTERÍSTICAS SOCIAIS
a. Impulsos de
independência;
b. Atrações pelo
sexo oposto;
c. Problemas com
namoro;
d. Insubordinação;
e. Formação dos
grupos congênitos;
f. Forte desejo de
aprovação social;
g. Como o
professor deve agir.
4)
CARACTERÍSTICAS EMOCIONAIS
a. Surgimento do
romantismo;
b. Fase de muito
devaneio;
c. Instabilidade
emocional;
d. Busca de
afirmação;
e. Como o
professor deve agir.
5)
CARACTERÍSTICAS ESPIRITUAIS
a. Dúvidas e
questionamentos intensos;
b. Busca da
compreensão racional dos fatos;
c. A cosmovisão é
ampliada;
d. Vencido o
conflito, grande capacidade de intensa vida
cristã;
e. Como o
professor deve agir.
6) SUAS
NECESSIDADES
a. De
conhecimento;
b. De novas
experiências;
c. De comunicação
e amizade;
d. De maior
segurança;
e. De comunicação
pessoal;
f. De orientação
inteligente;
g. De uma pessoa
modelo.
III - O
CONHECIMENTO DE PRINCÍPIOS DIDÁTICOS
A importância do
conhecimento da didática pelo professor da
Escola Bíblica Dominical deve ser ressaltada
pelo fato de muitos deles não possuírem formação
pedagógica. Detém o conhecimento bíblico tão
necessário, mas mostram ineficácia na
multiplicação desses conhecimentos aos seus
alunos.
Didática é a "arte de ensinar". É a "técnica de
dirigir e orientar a aprendizagem" Ela é uma das
quatro disciplinas que fazem parte da classe de
disciplinas técnicas da Pedagogia que é a
ciência e a arte de educar.
1) PRINCIPAIS
ELEMENTOS DA DIDÁTICA
a. O professor e o
aluno;
b. Os objetivos e
os conteúdos;
c. Os métodos e os
recursos;
d. A avaliação.
2) COISAS QUE O
PROFESSOR JUVENIL EFICIENTE FAZ
a. Estuda a lição;
b. Planeja a aula;
c. Ensina com
objetivos;
d. Explora métodos
diversificados;
e. Explora
recursos didáticos;
f. Busca conhecer
técnicas de trabalhos em grupo.
3) AS SETE LEIS
DO ENSINO APLICADAS AOS JUVENIS
a. A lei do
professor;
b. A lei do aluno;
c. A lei da
linguagem;
d. A lei da lição;
e. A lei do
processo de ensino;
f. A lei do
processo da aprendizagem;
g. A lei da
recapitulação;
4) QUEM O
PROFESSOR DE ADOLESCENTES DEVE SER
a. Um apreciador
do adolescente;
b. Um grande
interessado na vida do adolescente;
c. Um exemplo para
o adolescente;
d. Uma pessoa
preparada para ensinar;
e. Uma pessoa
consagrada;
f. Um entusiasmado
evangelista;
g. Um verdadeiro
discipulador;
h. Um contribuinte
estimulador.
5) OS OBJETIVOS
DA LIÇÃO
O ensino começa
com o conteúdo, mas requer do professor o
estabelecimento de objetivos. Ele deve
determinar o que espera alcançar com a aula que
está ministrando, o que espera que seus alunos
aprendam e o que eles saberão, sentirão e farão
com o quê lhes for ensinado.
a) PORQUE
TRABALHAR COM OBJETIVOS
> Motivam o aluno
a aprender;
> Esclarecem os
desempenhos esperados;
> Orientam a
seleção e organização dos conteúdos;
> Orientam a
seleção e a organização dos conteúdos;
> Orientam a
seleção e organização dos métodos e recursos.
> Ajudam a
avaliação do professor e aluno.
b)
CLASSIFICAÇÃO DOS OBJETIVOS
> De conhecimento;
> De sentimento;
> De ação.
c) COMO
DETERMINAR OS OBJETIVOS DA LIÇÃO
> Estudando
minuciosamente o texto da lição;
> Verificando as
necessidades de seus alunos.
6) MÉTODOS DE
ENSINO
Método é o caminho
pelo qual se atinge um objetivo. O de preleção
sozinho é o pior método não só para os
adolescentes. Para eles qualquer método sozinho,
e sempre é o pior. São muitos os métodos, mas
nenhum deles é, em si mesmo, eficiente ou
deficiente.
a) Sua Utilização
e eficácia depende:
·
Dos
propósitos do professor;
·
Da
habilidade do professor;
·
Da
habilidade dos alunos;
·
Do
tamanho do grupo;
·
Do
tempo disponível;
·
Dos
equipamentos necessários;
·
Da
instalação da classe.
b) Exemplos de
métodos para a classe de adolescentes:
·
Equipes de observadores;
·
Perguntas e respostas;
·
Discussão em grupo;
·
Dramatização;
·
Debate orientado;
·
Audiovisual;
·
Narração dosada;
·
Preleção dosada;
·
Tarefas ou pesquisas.
c) Outros Métodos
para reuniões extraclasse:
·
Explosão de idéias;
·
Equipe de observadores;
·
Simpósio;
·
Estudo de um caso;
·
Discussão formal.
d) O Exemplo de
Jesus:
·
Perguntas e respostas (Mt
22.42-45);
·
Preleção com ilustrações (Mt
5.13-15);
·
Discussão (Lc
24.15,27, 32);
·
Audiovisual (Mt
6.22,28;
Jô 15.5);
·
Narração (Mt
17.24-27).
7) OS RECURSOS
AUDIOVISUAIS
São meios
acessórios de ensino que envolvem, por sua
natureza envolvem maior número de sentidos, com
isso ampliando o grau da aprendizagem. Como os
métodos, não são, em si mesmos, nem eficazes nem
ineficazes. Dependem do propósito e habilidades
do professor, do tempo disponível, dos
equipamentos, do custo, etc.
a) ALGUMAS
VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO
·
Atrai a atenção;
·
Domina a atenção;
·
Aumenta a retenção;
·
Torna a aprendizagem mais rápida;
·
Prepara o ambiente;
·
Motiva o aluno;
·
Incentiva à criatividade.
b) ALGUNS TIPOS
DE RECURSOS AUDIOVISUAIS
·
Cartazes de pregas, de tiras, de dobras, etc;
·
Quadro de giz;
·
Quadro branco;
·
Retroprojetor ;
·
Filmes com os acessórios necessários;
·
Toca-fitas, CDs, etc;
·
Projetor multimídia;
·
Mapas;
·
Projetor de "slide";
c) CUIDADOS A
OBSERVAR
·
Não
transformá-los em "estrelas";
·
São
"meios" e não "um fim";
·
A
lição espiritual tem primazia.
8) O PLANO DE
AULA
É uma espécie de
roteiro com a finalidade de orientar o professor
na classe rumo aos objetivos educacionais. Mesmo
que o professor já conheça a lição deve
lembrar-se que a aula é outra e que as
necessidades dos alunos são diferentes.
a) COMPONENTES
DE UM PLANO DE AULA
·
Identificação da Igreja;
·
Identificação da classe e do professor;
·
Tema
do trimestre;
·
Objetivos;
·
Conteúdo;
·
Desenvolvimento Metodológico;
·
Recursos;
·
Avaliação.
b)
RECOMENDAÇÕES AO PROFESSOR
·
Procure espaço privativo;
·
Ministre em locais diferentes;
·
Crie
oportunidades práticas;
·
Faça
combinação dos métodos;
·
Utilize ilustrações;
·
Pratique dinâmicas de grupo;
·
Delegue responsabilidades;
·
Programe consagração;
·
Desenvolva a sociabilidades;
·
Verifique a lição dos alunos;
·
Relacione a lição à vida;
·
Desperte interesse pela próxima lição;
·
Examine criticamente seu plano.
9) A AVALIAÇÃO
É o meio pelo qual
o professor determina a eficácia do seu trabalho
no processo de ensino e aprendizagem. A
avaliação deve ser sempre dupla: a do próprio
professor e a do aluno.
a) AVALIANDO O
PROGRESSO DO ALUNO
>
Relacionamentos;
>
Crescimento espiritual;
>
Participação;
>
Conhecimento Bíblico;
>
Comportamento.
b) AVALIANDO O ESFORÇO
PRÓPRIO
> Inovação da
aula;
> Revisão semanal;
> Registro de
análise;
> Ajuda do aluno.
CONCLUSÃO
Deus nos colocou em contato com os adolescentes
para exercer a mais excelente das artes:
ensinar. Ensinar pessoas que estão num estágio
da vida cuja característica principal é a
transformação. E esta é a melhor época para
ganhá-los para Cristo e desenvolvermos neles um
caráter cristão. Alguns estudiosos do assunto
têm declarado que a maioria de conversões ocorre
antes dos 17 anos. Depois disso a possibilidade
de que isso venha a ocorrer é de uma em nove.
Aproveitemos a oportunidade que o Senhor, nosso
Deus, nos está dando, fazendo melhor nosso
trabalho.
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O ENSINO
RELEVANTE PARA ADOLESCENTES |
INTRODUÇÃO
A adolescência é
uma fase muito importante na vida de uma pessoa.
É um período que não pode ser considerado uma
mera transição entre a infância e a fase adulta.
É uma etapa onde ocorrem as mais diversas
transformações a nível físico, intelectual,
emocional e social. A adolescência é um processo
dinâmico de metamorfose que transforma o ser
criança em um ser adulto.
I. DEFINIÇÃO DE
ADOLESCÊNCIA
A adolescência é
um período da vida que se estende entre a fase
da infância e a fase adulta. Ela é um processo
dinâmico e não um estado. É um estágio onde
acontece um período radical de transição que
deve ser vivido com naturalidade e intensidade
pelo adolescente e um tempo especial onde os
adultos precisam compreendê-lo em suas
inquietações.
A adolescência é
considerada um fenômeno de caráter psicológico e
social com diferentes particularidades que
variam de acordo com o contexto no qual o
adolescente está inserido.
A palavra adolescência deriva do latim ad (a,
para) e olescer (crescer), caracterizando,
portanto, o processo dinâmico que o indivíduo
apresenta na sua aptidão de crescer. A
adolescência também tem raízes na palavra
adolescer, de onde origina a palavra adoecer.
Temos, pois, uma dupla etimológica: crescer no
sentido físico e psíquico e adoecer com as
transformações biológicas e mentais que se
sucedem nesta fase da vida.
II. ETAPAS DA
ADOLESCÊNCIA
1) A adolescência
inicial
Esta fase da
adolescência tem o seu início em torno dos 10
anos estendendo-se até os 14 anos,
aproximadamente. A principal caracterização
deste período é a transformação corporal com as
devidas alterações psíquicas.
Normalmente, nas
meninas o amadurecimento ocorre mais cedo do que
nos meninos. Esta fase é também denominada de
adolescência puberal, por apresentar o início
das mudanças da puberdade com todas as
modificações físicas e psíquicas da
adolescência.
Nesta etapa da
adolescência, uma característica é o isolamento
e há uma mudança no jeito afetivo do adolescente
ser: ele se torna explosivo, suscetível, mal
humorado e dorme muito. Ele se fecha em seu
quarto ou até no banheiro por um vasto período.
O adolescente torna-se monossilábico e a
desobediência passa a ser a tônica principal.
Além disso, inicia a desordem, a falta de
asseio (falta de limpeza) e a despreocupação
de si mesmo.
2) A adolescência
média
A presente etapa
vai dos 14 aos 16 ou 17 anos, aproximadamente.
Tem como característica principal tudo que está
relacionado com a sexualidade. Relevante também,
nesta etapa, é o surgimento da importância do
aspecto grupal. O adolescente centra seu modelo
no relacionamento que ele tem com o seu grupo de
colegas e amigos.
3) Adolescência
final
Esta fase da
adolescência vai dos 16 ou 17 aos 20 anos. Nesta
etapa se estabelecem os novos vínculos com os
pais e acontecem a adaptação ao novo corpo aos
processos psíquicos do mundo adulto. Acontece
também o rompimento da psicologia grupal e o
adolescente busca uma maior independência onde
ele procura inserir-se na sociedade em que vive.
III. CRISES NA
ADOLESCÊNCIA
O termo "crise"
origina do grego "krisis"e significa ato ou
faculdade de distinguir, escolher, decidir ou
resolver. O vocábulo é usado, pois, como parte
integrante e positiva no processo de
desenvolvimento do adolescente.
Tanto o menino
como a menina que entra na adolescência inicia
uma caminhada onde se dá lentamente o adeus à
infância. O brinquedo, até então algo
inseparável, começa a ser deixado de lado. Surge
na memória um tempo que foi passando e que não
voltará mais. Começa brotar um sentimento de
perda que ocasiona a crise.
1) Crise de
identidade
A identidade é a
consciência que a pessoa tem de si mesma como
alguém que integra o mundo real existente.
A crise de identidade está centrada na
necessidade que o adolescente tem de ser ele
mesmo na procura de uma definição de seu self
("o self é tudo aquilo que sabemos, sentimos,
vivenciamos como parte de nós mesmos. É tudo
aquilo que nos conforma e compõe. É o objeto
central do ego".), para assim romper com sua
infância e conseguir se firmar como pessoa.
A crise de
identidade é tida como ponto central na
adolescência. A palavra crise é utilizada por
haver uma mudança em ebulição, um processo de
ruptura, de caos, que vai determinar a
organização ou estruturação do indivíduo.
A identidade, na
adolescência, se processa por uma série de
identificações: num primeiro estágio, há uma
forte identificação com a mãe, depois com o pai
e com os outros membros da família e por último,
há uma identificação com os professores, ídolos,
e amigos.
2) Crise de
autoridade
A crise de
autoridade, na adolescência, é algo bastante
forte e se caracteriza pelo confronto. Há uma
atitude de rebeldia e muitas vezes até de
desrespeito para com o adulto, especialmente
para com os pais e outras pessoas que têm
autoridade ou exercem determinada função.
A oposição visa,
primeiramente e, sobretudo o meio familiar: o
adolescente, para provar a si mesmo a sua
independência, defende sempre posições
contrárias às de seus pais e outros adultos. Ele
também não aceita ser orientado na escolha dos
amigos, das leituras, diversões e posições. O
adolescente é um eterno reivindicador.
3) Crise sexual
A crise sexual é
considerada a crise mais complexa da
adolescência. Há, nesta fase, uma reelaboração
total do mundo sexual que transforma a estrutura
infantil em uma estrutura adulta.
Em meio a esta
fase de transição, o adolescente se desenvolve
lentamente, o que acontece em diversas etapas.
Há inicialmente a maturidade das gônadas
(células que produzem gametas) e a mudança
genital.
A crise sexual se
instala a partir das transformações do corpo, o
que exige uma adaptação à nova realidade. De um
momento para outro o corpo do menino e da menina
começa a se transformar em um corpo de homem ou
mulher. Tudo isto os torna impacientes e
descontentes, pois a imagem que o adolescente
tem de si mesmo não corresponde ao seu ideal
estético. O crescimento desordenado causa
desconforto. Braços, pernas, pés e mãos
tornam-se grandes e compridos. Emagrecem e
espicham, ultrapassando, muitas vezes, os pais.
O nariz parece ao adolescente pouco estético.
Surgem as espinhas, e o suor passa a exalar um
forte cheiro. A voz se modifica e é motivo para
brincadeiras maldosas que irritam o adolescente.
Toda esta
insatisfação leva os adolescentes a crises de
desespero, que são ainda mais forte porque,
nesta época, o adolescente tem necessidade de
agradar ao sexo oposto.
O adolescente
precisa aceitar o seu novo corpo e viver em paz
com ele para alcançar um bom nível de relações
com os outros.
IV. DIFICULDADES
NO CONVÍVIO COM ADOLESCENTES
Vimos até aqui a
complexidade pela qual passa o adolescente em
seu estado de metamorfose. A seguir, listaremos
alguns aspectos que, se não observados, irão
dificultar nossas relações para com eles neste
período de total transformação pelo qual passam.
1) Não
compreendê-los
Ser compreensivo
significa entender e captar os sentimentos do
adolescente; é confiar em sua capacidade para ir
adiante, é respeitar sua liberdade, respeitar
sua intimidade, não julgá-lo, aceitá-lo como ele
é, aceitá-lo tal como ele quer chegar a ser; é
ver o outro como sujeito.
O adolescente
precisa ser compreendido e aceito em sua maneira
de ser e agir. Ele necessita de um ambiente
acolhedor que o proteja e lhe mostre o caminho a
ser seguido. O adulto é para o adolescente um
refúgio necessário, mas ao mesmo tempo, alvo de
agressão e destruição. É uma tarefa árdua, mas
bela e gratificante, ser este adulto racional e
maduro para um adolescente que está à procura de
parâmetros que sirvam de modelo para sua
afirmação como pessoa.
2) Falta de
empatia
No relacionamento
humano é fundamental que se busque a compreensão
do que a pessoa está dizendo e sentindo. É o que
se chama de empatia. É sentir o que o outro
sente; é ouvir a sua história como se fosse a
minha. É a capacidade de dar-se conta das
emoções e das mudanças internas da pessoa com a
qual nos relacionamos. É colocar-se no lugar da
pessoa.
Ao nos
comunicarmos com o adolescente ou mesmo com
outra pessoa qualquer, é certo que receberemos
aquilo que estamos a lhe oferecer. Se nosso
sentimento for de indiferença e apatia, é
natural recebermos algo semelhante em troca.
A empatia requer a
aceitação incondicional do outro: isso quer
dizer que o aceito como ele é procurando aceitar
todos os aspectos de sua pessoa: seus gestos,
sua forma de falar, sua maneira de enfocar a
vida, sua inteligência, seu corpo e seus atos.
Isso faz com que eu não procure manipulá-lo,
mudá-lo e favorece o outro a se expressar
livremente e com confiança.
3) Não sendo uma
presença real
O adolescente
percebe quando somos uma presença irreal, apenas
de corpo ou se estamos totalmente com ele, sendo
uma presença de corpo, "alma" e mente. O doar-se
fará bem ao adolescente, mas talvez o grande
beneficiado seja o adulto que irá desfrutar do
convívio o que de melhor pode existir: a
sinceridade e o amor à vida.
4) Não entendendo
seus sentimentos
Assim como o
adulto, o adolescente tem o direito de vivenciar
e expressar o seu sentimento em relação ao mundo
e às pessoas. É importante que o respeitemos,
assim como ele é e assim como se expressa. O
adolescente tem o direito de pensar, sentir e
agir conforme seu coração, desde que isto não
violente as formas de convivência.
5) Querer
convencer o adolescente a partir de nossos
pressupostos
Em nosso
relacionamento com o adolescente, é fundamental
que ele perceba que nos encontramos abertos para
ouvi-lo e não para lhe impor nossas verdades.
Estamos juntos para que haja uma troca de
experiências e conhecimentos que enriquecerão
nossas relações. Em uma relação nada pode ser
imposto. Pode haver um compartilhar de idéias
que permitirão uma troca mútua. O adolescente
perceberá que os seus pressupostos têm valor, e
não apenas os do adulto.
6) Não sendo
coerente
A coerência é
imprescindível em toda e qualquer relação. Ser
coerente é ter a coragem de ser o que se é, sem
disfarces. O adolescente é especialista em
perceber se somos coerentes com aquilo que
falamos e fazemos. O não ser coerente nos tira a
credibilidade para termos uma relação próxima
com o adolescente.
7) Não escutando o
adolescente
Escutar é
diferente de ouvir. Nós ouvimos sons, ruídos ou
palavras. Nós os ouvimos ainda sem querer quando
alguém ou algo os emite. O escutar supõe uma
disposição: é preciso querer escutar. Nós
ouvimos sem querer; no entanto, para escutar é
preciso querer fazê-lo.
O adolescente, no
contato conosco, deve perceber que nós o estamos
ouvindo de corpo inteiro e isto implica:
a) Atender:
Atender é estar
ligado, atento, conectado. É receber a
informação e nos certificar que estamos
recebendo exatamente aquilo que o adolescente
nos quer transmitir. É perceber também o sentido
oculto das palavras, gestos e ações.
b) Compreender:
É o momento da
interpretação do significado da mensagem
expressa pelo adolescente. Nem sempre uma
determinada palavra tem o mesmo significado para
todas as pessoas. Deve ficar claro o que isto
significa na linguagem usada pelo adolescente. A
compreensão correta se dá se nos colocarmos no
seu lugar.
c) Avaliar:
É quando
refletimos sobre o que nos foi informado e a
partir da avaliação vamos definir nossa reação
frente a uma determinada situação. Devemos
avaliar, não a partir dos nossos preconceitos,
mas a partir do adolescente. Isto não significa
concordar sempre com ele, mas respeitar sua
opinião, dando a nossa, colocando argumentos
prós e contra.
V. O PROCESSO DE
ENSINO
·
Lei
do efeito: Importância do conteúdo aprendido;
·
Lei
do exercício: Reforço, atividade adaptado ao
conteúdo;
·
Lei
das atitudes: Provocar reação e posicionamento
no aluno;
·
Lei
da atividade seletiva: Retenção do
significativo;
·
Lei
da analogia: Comparação com outras situações e
experiências.
VI. O
PROCESSO DA APRENDIZAGEM
1. Objetivos de ensino
·
Gerais;
·
Específicos.
2. Plano de Ensino
·
Conhecendo a realidade;
·
Elaborando o plano;
·
Executando o plano;
·
Avaliando e aperfeiçoando o plano.
VII.
COMO DEVE SER O PROFESSOR
1. Como Jesus ensinava
2. Requisitos
básicos para ser professor
·
Preparo Intelectual;
·
Preparo Emocional;
·
Preparo Espiritual;
·
Preparo Interpessoal.
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