|

Introdução
"E
percorria Jesus todas as cidades e povoados...
vendo ele multidões, compadeceu-se deles... E
então se dirigiu a seus discípulos: A Seara na
verdade é grande mas os trabalhadores são
poucos. Rogai, pois ao Senhor da Seara..."
(Mateus 9:35-38)
Para
se estender o reino de Deus a outras localidades
ou regiões geográficas é fundamental: o envio de
obreiros. Estas palavras de Jesus nos indicaram
4 coisas:
A
necessidade espiritual dos homens em todas as
partes é muito grande.
As
necessidades superam as possibilidades "os
obreiros são poucos".
Os
obreiros devem ser enviados pôr Deus.
Nossa
responsabilidade é rogar ao Senhor que envie
obreiros para a seara.
Na
passagem, paralela a Mateus 9:35 - 10:03, lemos:
"Naqueles
dias retirou-se para o monte a fim de orar, e
passou a noite orando a Deus. E quando
amanheceu, chamou a si os seus discípulos e
escolheu doze dentre eles, aos quais deu também
o nome de apóstolos."
(Lucas
6:12 - 13)
Diante
de tal necessidade, Jesus passou a noite orando
ao Senhor da seara. É fácil imaginar qual era
sua carga perante o pai naquela noite.
Lembrava-se das cidades, dos povoados, das
famílias , dos doentes, dos endemoniados, dos
pecados , das enumeras necessidades das
multidões por todas as partes, e rogava (ou
pedia) por Obreiros, Obreiros, Obreiros e
Obreiros.
Na
manhã seguinte voltou com o seguinte:
1.
Escolher doze homens;
2.
Decidir-se por três anos intensivamente para
formá-los e aparelhá-los - e logo após;
3.
enviá-los;
É
impossível pensar na extensões a outros lugares
sem o surgimento de novos obreiros. Há obreiros
em nossas igrejas que já estão formados. Deus
enviará alguns deles a outras cidades ou
regiões. E outros serão chamados para
substituí-los; precisam ser formados. O senhor
da seara chamará outros para que sejam enviados
a diferentes cidades e países, mas antes de
serem enviados precisam ser preparados,
formados, capacitados e aperfeiçoados.
I -
A função principal dos ministérios de Efésios
4:11.
"E
ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros
para profetas, outros para evangelistas, e
outros para pastores e mestres, com vista ao
aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do
seu serviço, para a edificação do corpo de
Cristo."
(Efésios 4:11,12)
Em
Efésios 4:7 a 16, Paulo apresenta a estratégia
de Deus para a edificação da igreja. Aqui a
figura dominante é a igreja como corpo. Cristo é
a cabeça e cada filho de Deus, um membro ou uma
parte do corpo. O OBJETIVO é a EDIFICAÇÃO do
corpo, no que implica o crescimento da igreja
em:
QUALIDADE
UNIDADE
QUANTIDADE (Vs. 13 A 16)
O
plano de Deus é usar todos os membros do corpo
na edificação da igreja. (Vs. 12 a 16)
A) Função da Cabeça:
§ Governar
o corpo - a cada membro (Efésios 1:22)
§ Dar
vida ao corpo - a cada membro. Enche-lo todo.
(Efésios 1:23, 3:19 e 4:10)
§ Dar
crescimento ao corpo - a cada membro. (Efésios
4:15 e 16, 1º Cor. 3:7
§ Dar
dons, dotar de graça (habilidade) a cada membro
para o desempenho de suas funções. (Efésios 4:7
e 8)
§ E
conceder uns para apóstolos; outros para
profetas; outros para evangelista; outros para
pastores e mestres(Efésios 4:11)
B) Função dos Membros do Corpo de Cristo:
§ Cada
membro é importante e tem uma função a
desempenhar no corpo
§ Cada
membro recebe de Cristo a graça(capacidade) para
desempenhar sua função
(vers.
7)
§ Cada
membro é um obreiro do Senhor, um ministro
(vers. 12)
§ Cada
membro tem o ministério de trabalhar na
edificação do corpo (vers. 12)
§ Cada
membro deve ser aperfeiçoado, capacitado para
cumprir seu ministério (vers. 12)
§ Cada
membro deve estar colocado no corpo em um lugar
definido; unido, comprometido, sujeito, com
relações firmes (conjunturas) para o desempenho
de sua função (vers. 16)
§ Cada
membro deve atuar ou ser atuante. … Cristo, de
quem todo o corpo (estando bem ajustado e
consolidado, pelo auxílio de toda junta),
conforme o funcionamento adequado de cada
membro, produz o crescimento do corpo para sua
própria edificação em amor.
C) Função dos Apóstolos, Profetas,
Evangelistas e Pastores e Mestres
Embora
existam cinco termos em Efésios 4:11, entendemos
que são quatro ministérios diferentes, pois não
diz "outros para pastores; e outros para
mestres", e sim, "e outros para pastores e
mestres".
Quer
dizer, pastor e mestre é a mesma função. Mestre
é "destacado" no grego. Em 1º Timóteo 3:2, Paulo
visa a graça ministerial que se deve ter para
ser reconhecido como bispo ou ancião, dizendo:
"apto para ensinar", no grego "didáticos" que é
a qualidade para ser "didaskalos".
Em
Efésios 4:12, Paulo frisa a função principal
destes ministérios em conjunto ao dizer:
"Com
vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o
desempenho do seu serviço, para a edificação do
corpo de Cristo.
A
PALAVRA CHAVE AQUI É "APERFEIÇOAMENTO"
No
grego se diz "para katartismos dos santos", "Katartismo"
é um substantivo, por isso a versão antiga Reina
Valera diz: pra aperfeiçoar os santos" Esta é a
única ocasião em que se usa o substantivo
katartismos no novo testamento. Porém , "Katartismo"
vem, do verbo "katartizo" O qual é usado 13
vezes no novo testamento.
Outras versões traduzem assim
§ "a
fim de capacitar os Santos" (Bíblia dos Américos)
§ "para
equipar os santos" (New Américam SJ)
§ "para
o reto ordenamento dos homens" (Bíblia de
Jerusalém)
Ø KATARTIZO,
segundo o dicionário grego-espanhol significa:
arrumar, ordenar, nivelar, guarnecer, equipar,
prover, preparar, formar um todo, dirigir,
organizar, separar, colocar em seu lugar.
As
passagens do novo testamento, onde se usa este
verbo, têm sido traduzidas de diversas maneiras,
e nos dão uma ampla compreensão do rico
significado:
Mateus
4:21 "consertando
as redes" (as consertavam, as
limpavam, as preparavam, e as deixavam prontas
para serem usadas no dia seguinte) Marcos 1:19
Mateus
21:16
"aperfeiçoaste o louvor" (Bíblia de
Jerusalém preparaste)
Lucas
6:40 "o que foi
aperfeiçoado" (B. Jerusalém "bem
instituída")
Romanos 9: 22
"vasos preparados para ira"
1º
Coríntios 1:10
"perfeitamente unidos"
2º
Coríntios 13:11
"aperfeiçoamento"
Gálatas 6:01
"restaurai-o" (B. Jerusalém
"corrigi-o")
1º
Tessalonicenses 3:10
"completemos o que
ainda falta à nossa fé"
Hebreus 10:05
"formaste-me um corpo" (B. Jerusalém
"me formaste")
Hebreus 11:03 "Foi
contribuído o universo" (B. Jerusalém
foi formado")
Hebreus 13: 21 "vos
torne aptos a toda boa obra
1º
Pedro 5:10 "Os
aperfeiçoe"
No
grego clássico do 1º século, segundo Barclay,
KATARTISMOS e seu verbo KATARTIZO tinham dois
significados: Ajustar, por em ordem, restaurar.
Por
exemplo:
§ Pacificar
uma cidade dividida.
§ Colocar
em seu lugar um membro deslocado.
§ Desenvolver
certas partes do corpo mediante exercícios.
§ Restaurar
uma pessoa a seu perfeito Juízo.
§ Reconciliar
amigos.
§ Equipar,
um homem ou habitar algo para um propósito
determinado.
§ Por
exemplo:
§ Equipar,
habitar, deixar pronto um barco para zarpar,
treinar, equipar, formar e armar um exercito e
alistá-lo para que entrem em ação.
Resumindo.
A luz
de tudo isto podemos afirmar que as funções
principais dos apóstolos, profetas, evangelistas
e pastores - mestres são:
§ edificar,
aperfeiçoar, formar, restaurar os santos.
§ prepará-los,
capacitá-los, treiná-los e equipá-los
§ relacioná-los,
ordená-los, colocá-los em seus lugares, formar
com eles um todo organizado, e colocá-los em
suas funções; para que os santos entrem em AÇÃO
e desempenhem seu ministério na edificação do
corpo de Cristo.
De
modo que na estratégia de Deus, a igreja é um
seminário, e cada irmão um seminarista; é nossa
responsabilidade (a dos ministérios na de
Efésios 4:11) de aperfeiçoar, capacitar e
relacionar os santos.
Portanto, se somos apóstolos, ou profetas, ou
evangelistas, ou pastores-mestres, uma dessas
principais funções principais é formar obreiros.
II. O Discipulado Intensivo
Anunciamos no ponto anterior que nossa
responsabilidade ministerial prioritária é
CAPACITAR aos santos para a obra do ministério.
Como
pastores do rebanho devemos prover os meios, a
estrutura e a dinâmica apropriada para que todos
os irmãos sejam edificados e formados como
obreiros do Senhor.
Mas o
ponto que quero destacar aqui é que para levar
adiante o plano devemos nos concentrar em alguns
para discipulá-los intensivamente.
A) O Exemplo de Jesus:
"Depois,
subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e
vieram para junto dele. Então designou doze para
estarem com ele e para os enviar a pregar e a
exercer a autoridade de expelir demônios. Eis os
doze que designou: Simão, a quem acrescentou o
nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João,
e seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges,
que quer dizer; filhos do trovão; André, Filipe,
Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu,
Tadeu, Simão, o Zelote e Judas Iscariotes, que
foi quem o traiu."
(Marcos:
3:13-19)
Ao ler
os quatro evangelhos, fica evidente, que Jesus
ministrou ás multidões sarando (curando),
pregando, ensinando, Ele concentrou seu
ministério na formação de homens, e fez disso o
primordial de seu ministério.
Por
amor ás multidões necessitadas dedicou-se a
formar obreiros. Não exclusivamente mas
prioritariamente, pois além disso tinha outros
setenta (Lucas 10:1e2)
Em seu
método de formação observa-se 6 aspectos:
1)
O exemplo de sua vida foi a
maior lição que lhes deu.
2)
O ensinamento e a instrução
oral.
Seu
programa de ensinamento constitui em
instruir-lhes em TODA A VONTADE DO PAI.
3)
O exemplo de sua ação.
Esta
foi a maior lição do método de Jesus na formação
de seus discípulos como OBREIROS. Eles, vendo-o
pregar e ensinar, aprenderam a pregar e ensinar;
vendo-o curar e expulsar demônios. aprenderam a
fazer o mesmo; etc…
4) O treinamento na obra.
Não
apenas viram a Jesus fazer, como também foram
enviados a pregar, curar, ensinar, etc.
Logo
eram corrigidos, instruídos, animados e
aperfeiçoados a fazê-lo outra vez e melhor.
"Um
fazendeiro (sitiante)se forma em uma fazenda do
lado de um fazendeiro-mestre".
5) Equipamento espiritual
Este
equipamento se completou nos discípulos de Jesus
quando foram batizados no espírito santo. por
isto Jesus instruiu que não começassem a obra
até estarem cheios do Espírito Santo.
Isto
significou para eles o conectar-se pessoalmente
com a fonte de poder, ter a direção do Espírito
Santo, operar nos dons espirituais, ter luz e
revelação interior, e atuar na total dependência
de Deus.
6) O trabalho em equipe.
Jesus
não formou um discípulo, mas doze. Não os enviou
individualmente e sim de dois em dois.
Além
do sacrifício para a obra, o trabalhar em equipe
tem um valor de formação muito grande na mutua
edificação; supervisão, complementação e
companheirismo.
B) O exemplo de Paulo
Estes
mesmos princípios os vemos no ministério de
Paulo, a quem sempre vemos rodeado de alguns
homens. Nos primeiros anos de seu ministério
apostólico vemos Paulo trabalhando com vários
discípulos e formando-os:
1.
Silas (O Silvano)
Atos
15:32-34. 15:40-41, ITess. 1:1
2.
Timóteo
Atos
16:1-3
3.
Lucas
Atos
16:06-09 (Fala na 3º pessoa do plural) Atos
16:10 (Fala na 1º pessoa do plural) Atos 20:06
4.
Priscila e Áquila
Atos
18:18-19, (O acompanham de Corinto a Éfeso)
Romanos 16:03
5.
Erasto com Timóteo
Atos
19:22
6.
Sóstenes
1º
Corintios 1:1
7.
Urbano
Romanos 16:09
Alguns
o acompanhavam em certos trajetos de sua viagem
apostólica. Por Exemplo: o acompanharam até a
Ásia (Atos20:3-5)
§ Sópater
de Berea
§ Aristarco
e Segundo de Tessalônica
§ Gayo
de Derbe
§ Timóteo
§ Tíquico
e Trófimo da Ásia
§ Lucas
de Troas
No fim
de seu ministério menciona-se doze colaboradores
e discípulos de Paulo:
1.
Timóteo
II Tim.
4:09 (em Éfeso) Rom 16:21
2.
Demas
Colossenses 4:14 - II. Tm 4:10
3.
Crescente (foi Galacia)
II. Tm.
4:10
4.
Tito (foi a Dalmacia)
II. Tm.
4:10
5.
Lucas (estava com Paulo)
II. Tm.
4:10
6.
Marcos (que Timóteo Trazia)
II. Tm.
4:10
7.
Tíquico (o envio a Éfeso)
II. Tm.
4:12
8.
Priscila e Aquila (estavam em Éfeso)
II. Tm.
4:19 - RO 16:03
9.
Erasto (em Corinto)
II. Tm.
4:20
10.
Trófimo (enfermo em Mileto)
II. Tm
4:20
11.
Epafras (em Filipos)
Filipensses 2:15 - Colossenses 1:17
12.
Artenas (em Creta)
Tito
3:12
Conclusões do exemplo de Paulo
1 - O
apostolo Paulo trabalhava intensivamente na
evangelização de novas regiões, na fundação de
novas igrejas, em cuidar e edificar as igrejas
em diferentes cidades e nações, paralelamente
sempre se dedicou à formação de obreiros de uma
maneira intensa, seguindo o exemplo de Jesus.
2 - As
igrejas locais que Paulo fundava em diferentes
cidades como Filipos, Tessalônica, Corinto,
Éfeso, etc..., ficavam solidamente estabelecidas
com a partida do apóstolo, porque durante o
curto ou médio prazo de sua permanência ele se
dedicava intensamente na formação de obreiros,
os quais eram designados como presbíteros da
igreja. Deste modo o apóstolo, não se tornava
indispensável e podia ir a outros lugares para
estender o reino.
3 -
Paulo pôde realizar um trabalho apostólico muito
maior do que ele pessoalmente poderia efetuar,
pois contava com uma valiosa equipe de
colaboradores, os quais ele mesmo havia
formado.Temos registrado, que nos últimos anos
de seu ministério, o apóstolo formou mais doze
colaboradores.
4 -
Paulo instrui os seus colaboradores a fazer o
mesmo. Disse a Timóteo:
"O
que aprendeste de mim...isso mesmo transmite a
homens fiéis e também idôneos para instruir a
outros".
(II. Tim .2:2). Quer dizer "DEDICA-TE A FORMAR
OBREIROS"
5 - Os
seis aspectos presentes na metodologia de Jesus
para formar obreiros também são observados na
metodologia de Paulo.
III - A Capacidade Integral dos Obreiros
Nosso
ministério de formar obreiros implica em
dedicarmos fundamentalmente a duas coisas:
A) A
edificação de suas vidas para que alcancem a
estatura espiritual de Cristo.
B) A
capacitação ministerial deles para que adquiram
idoneidade para fazer a obra de Deus.
A) Edificação de Vidas
"Até
que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno
conhecimento do filho de Deus à perfeita
normalidade à medida da estatura da plenitude de
Cristo."
(Efésios
4:13)
"É
Cristo em vós, a esperança de glórias, a qual
nós anunciamos advertindo a todo homem e
ensinando a todo homem em toda a sabedoria afim
de que apresentemos Jesus Cristo perfeito a todo
homem."
(Col.
1:27,28)
"Se
alguém aspira o episcopado, boa obra deseja. É
preciso, porém, que o epíscopo seja
irrepreensível..."
(I
Tm. 3:1-7)
O
propósito de Deus é que cada filho seu seja
formado à imagem de Cristo, que cresça até
alcançar a estatura de seu FILHO, que seja
edificado até ser um homem perfeito, maduro,
completo. Esta qualidade de vida e estatura
espiritual deve manifestar-se a desenvolver-se
em todas as áreas de sua vida; em todas as suas
responsabilidades funções e relações; sobretudo
em seu caráter e em suas atitudes diante de Deus
e seus semelhantes.
As
áreas mais importantes em que se devem observar
estas coisas são: Na família, no trabalho, no
tratamento com seu próximo, na área sexual, na
administração do dinheiro, na moral e ética, na
sua relação com Deus e nas provações.
O
obreiro do Senhor deve ser humilde, manso,
paciente, com domínio próprio, amável, cheio de
amor, misericordioso, bom, generoso, serviçal,
compassivo, hospedeiro, respeitoso, diligente,
trabalhador, responsável, crente fiel, estável,
corajoso, fervoroso, prudente, equilibrado,
decoroso, ordeiro, digno, etc...
1) A Transformação de Vidas Compete a
Deus
Transformar os pecadores filhos de Adão em
homens santos não é tarefa que nos compete, e
sim a Deus. Só ele pode mudar (transforma) o
homem orgulhoso, rebelde e egoísta em um novo
homem, manso e humilde.
Não só
o novo nascimento é obra do Espírito Santo, como
também o crescimento e a transformação de vidas
à imagem, como pelo Espírito do Senhor. (II.
Cor. 3:18)
De modo que
nem o que planta, nem o que nega, mas Deus que
dá o crescimento.
Por
isso é fundamental que (I Cor. 3:7) cada
discípulo tenha uma forte comunicação com Deus,
recebendo em sua vida, pela fé a ação
transformadora do Espírito Santo, pois se sua
relação foi unicamente com seus discípulos, de
nada servirá.
2)- A Responsabilidade do
Discipulador
Paulo
declara que "nós
somos colaboradores de Deus" (I Cor.
3:8). Se é certo que nem o que planta nem o que
rega é alguma coisa, devemos plantar e regar.
Somos cooperadores de Deus. Deus opera e faz sua
parte; nós também devemos operar e fazer a nossa
parte. Nunca nossa ação pode substituir a ação
de Deus; tampouco a ação de Deus nos exime de
nossa responsabilidade. Especificamente: Qual é
a nossa responsabilidade na formação dos
discípulos?
§ Estar
com eles Marcos 3:14
§ Ser
exemplo I Cor. 11:1, I Tm. 4:12
§ Amá-los
João 13:34
§ Conhecê-los
João 10:14
§ Ensinar-lhes
todos conselhos de Deus II. Tm. 1:13
§ Instruí-los
II. Tm. 2:2
§ Animá-los
II. Tm. 1:3-7
§ Corrigi-los
Tito 2:15
§ Adverti-los/repreendê-los
I Tm. 5:20,II Tm. 4:2
§ Discípula-los
Hebreus 12:7-11
§ Orar
por eles II. Tm. 1:3
§ Honrá-los
João 12:26
§ Ser
amigos João 15:15
§ Dar
a vida por eles João 10:11
Devemos atuar com os irmãos que estão sob nosso
cuidado com toda diligência, responsabilidade,
amor e autoridade. Que possamos ter o mesmo zelo
que Paulo, a fim de que apresentemos todo homem
perfeito em Cristo.
3) A Responsabilidade do Discípulo
Para
completar o quadro devemos acrescentar que é
responsabilidade do discípulo estar sujeito, ser
transparente, fiel, sincero, respeitador,
serviçal e esforçado em tudo que lhe é pedido.
B) Capacitação Ministerial
Novamente devemos frisar qual é a parte de Deus,
e qual é a nossa , na capacitação ministerial
dos obreiros do Senhor.
Compete a Deus:
§ Chamar
aos homens para o ministério (Rom. 1:1, II. Cor.
1:1)
§ Dotar,
dar dons aos homens (Ef. 4:7,8,11) dotá-los de
graça (habilidade) para o ministério.
(Rom.12:6-8)
§ Enviar
- (Mateus 9:38,I Cor.12:28)
Compete aos apóstolos, profetas, evangelistas e
pastores-mestres:
Aperfeiçoar (Katartismos) aos santos para a obra
do ministério (Ef.4:11-22).
Isto
já estudamos amplamente. Mas resta uma pergunta:
Como levar até o fim nossa responsabilidade?
Vamos
desenvolver a resposta com quatro palavras:
§ Equipar
§ Treinar
§ Relacionar
§ Colocar
em Funções.
1) Equipar os Discípulos
§ Com
o conhecimento da palavra de Deus. Os discípulos
devem ser equipados com o Kerigma e didaké.
Devem ter domínio de todo o conselho de Deus. (Mt.28:20,Atos
20:27)
§ Guiando-os
para serem cheios do Espírito Santo e para
aprender a viver dependentes dele. (Atos 1:8)
§ Guiando-os
para conhecer a Deus mediante uma vida de oração
e de estudo das Sagradas Escrituras.
§ Incentivando
a visão do propósito eterno de Deus.
§ Guiando-os
a cultivar uma sensibilidade profética para
ouvir a voz de Deus e mover-se nos dons do
Espírito.
§ Dando-lhes
um bom complemento de formação teológica,
incentivando-os também a uma superação cultural.
2. Treinar os Discípulos
Já
dissemos que a maior lição de Jesus para formar
obreiros foi a OBRA. E não há nada que possa
superar este método do maior mestre de todos os
tempos. O método é muito simples.
1º
Levar consigo os discípulos "Siga-me"
2º
Fazer diante deles o que se pretende que eles
façam depois: ensiná-los com o exemplo.
3º
Intuí-los especificamente, atribuindo tarefas
que devem fazer (Mt. 10:5-15)
4º
Avaliar a tarefa realizada para alertá-los e
corrigi-los.
Isto é
um circulo, voltando novamente ao primeiro
ponto, e assim por diante. Na medida em que vão
ganhando experiência, lhes é dado mais
liberdade, para o desenvolvimento de seu talento
pessoal. O treinamento é uma capacitação prática
para que os discípulos aprendam a fazer a obra.
O que
devem aprender?
§ A
evangelizar, testemunhar aos pecadores.
§ A
guiar (levar) aos que crêem ao arrependimento e
ao encontro com Deus.
§ A
batizar, com todos as suas implicações.
§ A
levar ao batismo do Espírito Santo.
§ A
Discipular uma vida ou uma família.
§ A
orar pelos enfermos. (doentes)
§ A
expulsar demônios.
§ Aconselhar.
§ A
saber ensinar a Palavra.
§ A
pregar em publico.
§ A
dirigir um grupo caseiro.
§ A
dirigir o culto congregacional.
§ A
profetizar.
§ A
servir.
§ A
fazer boas obras.
§ A
pastorear e cuidar de algumas vidas.
§ A
resolver problemas.
§ A
suportar cargas e situações difíceis, etc., etc
Quer
dizer, os discípulos devem aprender a fazer tudo
o que inclui "fazer a obra" Segundo a graça de
cada um, na vontade de Deus.
3. Relacionar os Discípulos
A
igreja é um corpo, não existe nela ministérios
independentes. Os obreiros desde o princípio de
sua formação devem aprender a atuar em equipes.
Não há lugar para individualismo entre os
ministros do Senhor.
"De
quem todo o Corpo, bem ajustado e conciliado,
pelo auxílio de toda a junta, seguindo a junta
cooperação de cada parte efetua o seu próprio
alimento para edificação de si mesmo em amor."
(Efésios
4:16.)
RELACIONAMENTO COM IRMÃOS MAIS VELHOS
Todo
obreiro deve saber a quem está sujeito, ou a
quem é seu pastor ou discipulador. Por sua vez,
o irmão mais velho deve saber quais são os
irmãos que estão sob sua responsabilidade de
edificar e capacitar.
As
relações devem ser claramente definidas e
estabelecidas. Uma relação ambígua ou indefinida
não permite uma ação efetiva. Jesus sabia quais
eram os seus "doze". Os doze também sabiam.
Timóteo, Tito, Lucas, Epafras, etc., tinham uma
relação clara e comprometida com Paulo, que
sabia que a formação de suas vidas, estava sob
sua responsabilidade. Estas relações não devem
ser perpetuas, mas, enquanto não produzam
mudanças devem ser claras e firmes. João Marcos
este sob (baixo) o ministério de Baranabé (Atos
12"25, 15:37-39), logo de Paulo (II. Tm. 4:11),
e finalmente de Pedro (I Pedro 5:13).
RELACIONAMENTO (COM) EM DUPLAS: (entre
discípulos)
O
Senhor mandou de dois em dois aos setenta (Lucas
10:01) Também disse: "Se em meu dois de vos
estiverem de acordo..." (Mt. 18:19); e Onde
estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali
estou no meio deles"(Mt. 18:20).
Em
Atos vemos este princípio prático em
funcionamento. Pedro e João, Barnabé e Saulo,
Paulo e Silas. Há uma complementação da graça de
cada um, com seu conseqüente benefício para a
obra, é um recurso muito valioso para a formação
dos discípulos a ajuda mútua, edificação e
proteção.
RELACIONAMENTO (COM ) MAIS NOVOS
Esta
relação completa o quadro, e já está demonstrado
e exemplificado ao se falar da relação com irmão
mais velho. Estas relações firmes definidas e
comprometidas, são de vital importância para
formação de obreiros.
4 - Colocar em Funções os Discípulos
Para
completar o desenvolvimento dos discípulos é
muito importante, que depois de receberem a
formação básica, sejam colocados em funções,
dando-lhes responsabilidades específicas de
acordo com seu nível de formação e graça
(habilidade). Isto é muito necessário para
conhecê-lo e continuar completando sua
capacitação. É importante ir promovendo os que
são fiéis, a tarefas de maior responsabilidade,
para que se vejam obrigados a esforçar-se na
graça recebida.
Isto é
válido tanto em cargos ou funções locais como
translocais. Estas responsabilidades podem ser
desde tarefas muito simples, como visitar
alguém, Discipular algum novo discípulo, novo
até os cargos de maior responsabilidade dentro
da Igreja.
Conclusão
Entre
nós, não é um enfoque novo, este tema. Rever
tudo isto é sempre bom. Porém há algo novo em
meu coração com relação a este tema. O Senhor
nos está falando de estendermos à outras
localidades. Isto significa que o Senhor enviará
obreiros à outras cidades e países. A quem
enviará? Não sabemos; mas sabemos que enviará
aos que já estão capacitados.
Pelos
que ficam, e pelos que possa o Senhor enviar
amanhã ( pois a seara é muito, muitíssima),
devemos variar (diversificar) algumas coisas
entre nós, e dedicarmos à formação intensiva de
alguns discípulos ou obreiros.
Até
aqui nosso ritmo de formar obreiros tem sido
muito lento. Não é que exista algum curso
intensivo para formação de obreiros, mas entendo
que o nosso é um curso muito lento. Proponho que
nos "normalizemos". Jesus em três anos formou
doze apóstolos. Paulo em três anos formou
pastores em Éfeso. Eu antes atribuía isso a
maior graça que eles tinham sobre nós, é claro
que continuo acreditando, mas creio (acho) que
não é só isso; exige algo mais. Tanto Jesus como
Paulo se dedicavam intensamente na formação de
seus discípulos.
Estavam todos os
dias com eles, muitas horas por dia. Havia outro
ritmo, outra dedicação, outra intensidade, outra
concentração que a nossa. Estavam todos os dias
imersos na obra, mas com seus discípulos ao seu
lado. No entanto, nós em muitos casos temos,
pouquíssimos encontros com os discípulos no mês,
e às vezes é possível que o conteúdo dos
encontros seja muito pobre.
Sei que não
podemos sonhar condições ideais para formar
obreiros, mas em nossa situação e circunstância,
e com nossas limitações, acredito que devemos
nos abrir a Deus, para que Ele nos revele as
mudanças que devemos fazer para "normalizar"
entre nós a formação de obreiros, pois a hora
surge.
(Elaborado
por
autor desconhecido via internet )
|