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Categoria: Estudos Bíblicos

Vaso Rachado

Vaso rachado, azeite vazando.

“Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome” (Atos 9. 15ª).

Introdução

Hoje em dia muitos querem fazer grandes coisas em nome do Senhor, às vezes o buscam de coração e se enchem do Espírito Santo, porém, um pequeno descuido e lá está ela… A brecha; acabam deixando vazar o azeite de seu vaso e não alcançam seus objetivos.

Esta narrativa tem como objetivo ilustrar momentos em que o homem cheio do Espírito Santo pode ficar vazio.

 

I

  1. a) O que é o vaso?

R: É o nosso coração.

 

  1. b) O que é a brecha?

R: Ficar despercebido e dar lugar ao inimigo.

 

  1. c) O que é o azeite?

R: É a presença do Espírito Santo, sua unção e a Palavra.

 

II

Jeremias recebeu um convite especial, descer à casa do Oleiro (Jr 18. 1).

Ali ele teve à chance de conhecer como somos nas mãos de Deus, e se algo em nós que somos vasos, está quebrando nossa vida, Deus está disposto a refazer…

Porém, a brecha no vaso passa muitas vezes quase que despercebida, Neemias era homem que não tolerava brecha alguma (Ne 6. 1).

Neste mesmo exemplo devemos estar vigilantes para não perdermos o azeite.

 

Brecha na Murmuração

Por causa a murmuração o povo de Israel não pôde ver a Terra Prometida (Ex 17. 3), e esse mal às vezes nos impede de permanecer com o azeite em nosso vaso. Se analisarmos a história da viúva (II Rs 4. 1 – 7), acharemos uma mulher que ainda que acabara seu sustento, não deixou acabar o azeite em sua vasilha, ainda havia azeite (talvez pouco), mas tinha, sua necessidade era multiplicar aquele azeite.

Se pararmos para analisar, encontraremos uma lição importante nesta questão, uma das maiores serventias do azeite era fornecer luz, e está escrito: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119. 105), faltou o feijão, a carne, o arroz, o trigo, faltou tudo, menos luz na casa dela.

Seus filhos não batiam de frente uns com os outros, nem tropeçavam pois naquela casa havia luz, sua necessidade era como a de todo crente que se sente fraco pelas tribulações, multiplicar o azeite. Apesar de sentir-se fraca não deixou de edificar sua casa, pois era sábia (Pv. 14. 1).

Ainda que o crente passe necessidade não deve deixar que a brecha da murmuração rache seu vaso, diremos como o Profeta Habacuque: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatados, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha vida” (Hc 3. 17 e 18), ou como Paulo: “Sei passar necessidade, posso tudo naquele que me fortalece” (Fp. 4. 12 e 13), ou ainda, como o crente de hoje: “Ainda que não tenha trabalho, o fruto da geladeira minta, a panela no fogão sem gás esteja vazia, Deus proverá e continuaremos dando graças a Deus em tudo” (I Ts 5. 18).

 

Brecha no Sono

Sansão era como podemos dizer: Vaso forte, sua força através do Espírito Santo era impressionante (Jz. 14. 6). Porém deixou que um abismo chama-se outro em sua vida; observe as brechas que ele deixou:

► Procurou mulher no meio dos Filisteus (Jz 14. 1)

► Comeu de corpo morto, sendo ele Nazireu lhe era proibido (Jz 14. 8)

► Esteve com uma prostituta (Jz 16. 1)

► Dormiu no colo de uma mulher endemoninhada, revelou seu segredo com Deus (Jz 16. 17 – 21)

 

Por fim, o azeite já havia vazado, o vaso forte rachou, ele abriu à brecha do sono, antes estava tosquenejando, agora está pensando estar cheio (Jz 16. 20).

Resultado: perdeu a força, a visão, virou motivo de risadas e por fim morreu (Jz 16. 21 – 30).

Várias são as vezes que a bíblia nos desperta a acordar (Is 52. 1; Ef 5. 14), para a brecha do sono não nos pegar, nos chama a atenção quando Êutico (At 20. 9), abriu em sua vida essa brecha.

1 – Estava na janela: nem dentro, nem fora, entre um pensamento e outro. Muitos não sabem se ficam no mundo ou na igreja.    

2 – Não estava ligado na palavra que Paulo pregava: Muitos não ouvem a palavra e acabam caindo e morrendo, tal como aconteceu com ele, porém teve sua chance de reviver pelo poder de Deus. Muitos têm essa chance e não querem.

 

Brecha na Falar

À Bíblia diz que nosso falar deve ser sim, sim; não, não (Mt 5. 37), que devemos ser tardios no falar (Tg 1. 19), pois a língua pode incendiar uma floresta (Tg 3. 5), uma palavra fora do sim e não do Senhor pode abrir a… brecha em no nosso vaso, a boca fala do que o coração está cheio (Mt 15. 18), se falarmos palavras torpes (Ef 4. 29) o azeite já vazou a muito tempo.

Pedro era um homem cheio de defeitos, porém certo momento de sua vida se encontrou perto de Jesus, cheio de azeite e declarou para o Mestre: “Tu és o Messias, Jesus diz a ele que o Pai o revelou”, porém em um pequeno momento ele se precipitou em suas palavras e disse: Mestre poupa-te a Ti mesmo.

Resultado: Jesus repreende nele um demônio

 

Vamos rever a cena de Mateus 16, em versículos.

► Versículo 16 a resposta: Tu és o Messias, o filho do Deus vivo.

Obs.: Ele dá lugar ao Espírito Santo.

► Versículo 17 Jesus lhe diz: Não te revelou a carne e o sangue mais meu Pai que está no céu. Obs.: Não é porque eu tenho revelações e visões, que não posso ter brecha da palavra precipitada em minha vida.

► Versículo 22 a precipitação: Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum te acontecerá isso.

► Versículo 23 a repreensão do Mestre: Para traz de mim satanás que me serves de escândalo. Obs.: Deu lugar a Deus em um instante e deu brecha ao inimigo em outro.

Às vezes uma brecha pode parecer pequena, mas pode se tornar o suficiente para perdermos a salvação!

 

Vaso Escolhido

Para ser vaso escolhido, não basta somente ter chamada, pois muitos são chamados e poucos escolhidos (Mt 22. 14) é necessário pagar o preço para obter o azeite, veja na passagem das 10 virgens, como 5 delas não queriam pagar o preço ao ir comprá-lo, ao invés disso, esperavam pelo azeite das outras (Mt 25. 1 – 13), igual ao crente que não ler a bíblia, não ora e só vive correndo atrais de revelamento e visagem. Porém ao analisarmos a vida de Paulo, que era vaso escolhido (At 9. 15), encontramos o exemplo de alguém que sabe pagar o preço do azeite, veja o resultado, até em seus lenços e aventais tinha azeite (At 19. 12).

 

Quero fazer a separação de três tipos de vasos.

► Vasos de flores – Belo exteriormente, porém, no seu interior só tem barro e raiz. É o crente que exteriormente é uma benção, mas no seu interior tem o barro que enterra a morte espiritual e a raiz da amargura e do rancor.

► Vaso sanitário – Pode lavá-lo, colocar produtos de cheiro agradável, porém, o seu propósito é somente receber em seu interior as piores coisas. É o crente que por mais que lave com as palavras seu interior só quer receber pecado.

► Vaso de azeite – Aparência simples e o seu forte está no seu interior (o azeite). É o crente que ainda que ninguém de nada por ele, está cheio do Espírito Santo.

 

Vaso Enganado

Em Mateus 7. 21 – 23, encontramos um povo que é pentecostal, expulsa demônios, mas viver em iniqüidade. Houve um jovem que semelhante a eles estava assim (Mc 10. 21), era rico e cumpria os mandamentos, mas não amava o seu próximo, amava a riqueza e a glória desse mundo.

Porém, está escrito: “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, nesse mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna”. (Jô 12. 25)

Que sejamos vasos de honra para guardar o azeite precioso que recebemos (II Tm 2. 21; Ap 3. 11).

 Brecha na Ira

“Ira” é desejo de vingança, o pecado perto está dela, pois está escrito: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo” (Ef 4. 26,27).

Em Números 20. 7 – 13, vemos como Moisés perdeu seu controle emocional ao irar-se, conclusão não entrou na Terra Prometida (Dt 34. 4).

O segredo de não deixar vazar o azeite.

Em Eclesiastes 9. 8, está escrito: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte óleo sobre a sua cabeça”. Concluímos que ao resistirmos o pecado (que mancha nossa roupa) e nos purificando no sangue de Jesus (Ap 22. 14) o azeite nunca vai vazar, não haverá brecha no nosso coração e seremos cheios do Espírito Santo.

“E foram cheios do Espírito Santo” (At 2. 4).

(Elaborado pelo Pb Henrique Peres Peixoto)

Bibliologia

BIBLIOLOGIA: DOUTRINA DA BÍBLIA

01 – CONHECIMENTO DA BÍBLIA I
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Tm 3:16).

LEITURA BÍBLICA: II Tm 3:10-17

1.1 – UM LIVRO DIFERENTE

“Uma percentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e uma percentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante dura mil anos. A Bíblia porém, tem sobrevivido um circunstâncias adversas. Em 303 A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de duas mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo.”
Deus se revela à humanidade mediante: 1) revelação geral ou natural como a) a criação (revelação externa), conforme Rm 1:20 – “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;”, ou Sl 19:1 que diz: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” b) Através da consciência (revelação interna): “porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei; pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2:14-15). 2) Por intermédio da Sua Palavra: a) a Palavra Viva: Jesus Cristo – encarnação (Jo 1:1) e b) a Sua Palavra escrita: a Bíblia Sagrada (II Tm 3:16). A Palavra de Deus (Viva ou Escrita) é a forma única de revelação da salvação à humanidade.
Muitos dos profetas que escreveram o Velho Testamento afirmaram que as suas profecias vieram de Deus. Veja Jr 2:12, como exemplo. O apóstolo Paulo disse: “Toda a Escritura é divinamente inspirada…” A Bíblia Sagrada se apresenta como a Palavra de Deus para o homem. A Bíblia Sagrada como é um livro diferente, exige uma forma diferente de se estudar:
– O Espírito Santo que guiou os escritores da Bíblia, guia hoje os seus leitores (II Pe 1:21).
– Cristo ensinou a seus discípulos: “Quando vier aquele Espírito de Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16:13). O Espírito Santo veio no dia de Pentecoste para ficar com a Igreja, então, aproveitemos o ministério do Espírito Santo na orientação da verdade, para estudarmos a Bíblia.
– O apóstolo Paulo disse a mesma verdade: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (I Co 2:12).
Afirmamos que a Bíblia é um livro diferente por causa da sua origem divina, que é uma declaração daqueles que o escreveram, segundo a experiência dos que vivem por ele. É diferente porque fala profundamente a alma humana, regenerando este homem tão carente, porém muitas vezes não receptivo à palavra de Deus. Alguém já disse: “A Bíblia é um livro que pode ser lido por nós porque outros sofreram para que o tivéssemos em nosso próprio idioma.”
“Como se Deus houvesse querido mostrar aos homens a importância da palavra escrita, a Bíblia, o livro mais antigo do mundo, o primeiro livro que escreveram os homens, o livro por excelência, chegou as nossas mãos através de cerca de quatro mil anos. Quando o renascimento das ciências, depois dos séculos de barbarismo, alargou a esfera de ação de inteligência sobre o globo, a publicação da Bíblia foi o primeiro ensaio da imprensa; a leitura lançou as bases da educação popular que tem mudado a face das nações que a possuem” (Domingo Faustino Sarmiento, grande pensador argentino, 1811-1888).
Apenas uma percentagem muito pequena de livros conseguem sobreviver 25 anos, uma parcela ainda menor dura um século, e um residual quase insignificante chega a mil anos. “A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303 A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo”.


1.2 – DESTAQUES

a) O homem natural (sem o Espírito Santo), o apóstolo Paulo diz que “não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucuras; não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2:14). b) A transformação do homem natural em espiritual é pelo ato de fé em Jesus Cristo sob a orientação do Espírito Santo. c) Os mestres humanos da Bíblia também têm seus espaços nos ensinos das Escrituras. É necessário que a Igreja também disponha de mestres para o ensino escriturístico (Ef 4:11). O Velho Testamento adverte que profetas e sacerdotes podem tornar-se falsos (leia Ez 22:25); da mesma forma o Novo Testamento também confirma que na Igreja visível pode haver falsos mestres (II Pe 2:1). d) É necessário que cada crente tenha a sua experiência de conhecimento bíblico, examinando na Bíblia cada dia se as coisas realmente são assim (leia At 17:11). e) Ao indivíduo não pode ser negado o direito do estudo bíblico à parte de alguma autoridade religiosa. Negar este direito é ir de encontro aos versículos: Dt 6:6-25, Js 1:8, Sl 1:1-2, Sl 78:1-8, Sl 119:105, Mt 4:4, Jo 14:23-24, Cl 3:16, Cl 4:16, e II Tm 3:16-17. Algumas pessoas querem contrariar essa liberdade com a interpretação distorcida de II Pe 1:20.
A Bíblia é best-seller desde a invenção da imprensa por Gutenberg, em torno de 1440. É um milagre da comunicação universal. As Sociedades Bíblicas Unidas distribuíram no mundo em 1996, 19,3 milhões de exemplares da Bíblia. No Brasil católicos e evangélicos no ano de 1997, distribuíram 6,9 milhões de exemplares. Na China circula no mínimo 2,7 milhões de Bíblias entraram em circulação.
“A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando!” (anônimo).


1.3 – CURIOSIDADES BÍBLICAS

A MENOR BÍBLIAA menor Bíblia existente foi impressa na Inglaterra e pesa somente 20 gramas. Este fabuloso exemplar da Bíblia mede 4,5cm de comprimento, 3cm de largura e 2cm de espessura. Apesar de ser tão pequenina, contém 878 páginas, possui uma série de gravuras ilustrativas e pode ser lida com o auxílio de uma lente.

A MAIOR BÍBLIA A maior Bíblia que se conhece, contém 8048 páginas, pesa 547 kg e tem 2,5m de espessura. Foi confeccionada por um marceneiro de Los Angeles, durante dois anos de trabalho ininterrupto. Cada página é uma delgada tábua de 1m de comprimento, em cuja superfície estão gravados os textos.

VAMOS LER A BÍBLIA?A Bíblia contém 31.000 versículos e 1.189 capítulos. Para sua leitura completa são necessárias 49 horas, a saber, 38 horas para a leitura do Velho Testamento e 11 para o Novo Testamento. Para lê-la audivelmente, em velocidade normal de fala, são necessárias cerca de 71 horas. Se você deseja lê-la em 1 ano, deve ler apenas 4 capítulos por dia.
A BÍBLIA NO MUNDO A Bíblia já atravessou 3 mil anos, sendo traduzida em 2167 línguas.

2 – CONHECIMENTO DA BÍBLIA II


“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”(II Tm 3:16-17).

LEITURA BÍBLICA: II Tm 3:14-17

2.1 – DIVISÕES DIDÁTICAS DA BÍBLIA


A palavra Bíblia significa livros, vem da palavra grega biblios, portanto, é o conjunto dos livros sagrados do Antigo e Novo Testamentos. Este livro sagrado (não muda com o tempo) contém 66 livros, escritos por 40 autores, abrangendo um período de aproximadamente 1600 anos.
A Bíblia está dividida em dois grandes blocos: O Velho Testamento, composto por 39 livros e o Novo Testamento, por 27 livros. A palavra “testamento” quer dizer pacto, aliança. Portanto o Antigo Testamento é o pacto que Deus fez com o homem para a sua salvação de Cristo vir ao mundo, basicamente com o povo judeu. O Novo Testamento é a nova aliança de Deus com o homem para a salvação após Cristo vir. O Antigo Testamento é a aliança da lei, o Novo Testamento é a aliança da graça, a primeira foi uma encaminhamento à segunda, leia Gálatas 3:17-25.
No Antigo Testamento temos: 5 livros Lei, 12 Históricos, 5 Poéticos, 17 Proféticos (5 Maiores e 12 Menores, pela extensão do livro). Veja o que Henrietta C. Mears escreve no seu livro Estudo Panorâmico da Bíblia:
O Antigo Testamento começa o que o Novo completa.
O Antigo se reúne ao redor do Sinai.
O Novo ao redor do Calvário.
O Antigo está associado com Moisés.
O Novo com Cristo (João 1:17).
O Novo Testamento foi escrito com a finalidade da revelação da pessoa e ensinos do Senhor Jesus Cristo, o mediador da Nova Aliança. Oito pessoas escreveram o NT, no mínimo quatro (Mateus, João, Pedro e Paulo, eram Apóstolos. Marcos e Lucas foram companheiros dos apóstolos. Tiago e Judas eram irmãos do Senhor Jesus. Os livros do NT são assim agrupados: 4 Evangelhos, 1 Histórico, 21 Epístolas (14 Paulinas e 7 Gerais) e 1 livro Profético.


2.2 – CONTEÚDO DO ANTIGO TESTAMENTO


O Pentatêuco, conjunto dos 5 primeiros livros bíblicos, escritos por Moisés, confirmados pelo próprio Senhor Jesus Cristo, é assim formado:
• 1-Gênesis, é o livro das origens, apresenta Jesus Cristo, nosso Deus Criador. Escrito em: 1450-1410 A.C.. 2-Êxodo, é o livro da redenção, apresenta Jesus Cristo nosso Cordeiro Pascal. Escrito em 1450-1410 A.C.. 3-Levítico, é o livro do culto e da comunhão, apresenta Jesus Cristo como Nosso Sacrifício pelo Pecado, escrito em 1450-1410 A.C.. 4-Números fala das experiências de um povo peregrino apresentando Jesus Cristo como o que Foi Levantado, escrito em: 1450-1410. 5-Deuteronômio é um livro de instruções para o povo que iam tomar posse da terra prometida. Escrito também entre 1450-1410 A.C., aproximadamente.
Livros Históricos, são doze que narram a ascenção e a queda da teocracia, os cativeiros de Israel e Judá, o retorno à terra prometida e a restauração do templo e da cidade de Jerusalém. Os livros Históricos são assim apresentados:
• 1-Josué, apresenta Jesus Cristo como Capitão da Nossa Salvação, escrito por Josué, apresentando a conquista de Canaã, escrito no XIV século A.C.. 2-Juízes, é um livro de autor desconhecido, escrito no século XI A.C., apresentando Jesus Cristo como nosso Juiz Libertador, descrevendo derrotas e livramentos do povo de Deus. 3-Rute, também de autor desconhecido, escrito no século XI A.C., onde o Senhor Jesus Cristo é apresentado como Nosso Parente Resgatador. 4-I Samuel, também é um livro de autor desconhecido que apresenta Jesus Cristo como Nosso Rei, escrito no século X A.C., onde se destacam as pessoas de Samuel, Saul e Davi. 5-II Samuel, cuja autoria é desconhecida, continua apresentado Jesus Cristo como nosso Rei, descreve o reinado de Davi, escrito também no século X A.C.. Os livros 6/7-I e II Reis têm autorias desconhecidas, escritos no VI século A.C., apresentam Jesus Cristo como Rei e trabalha a história de Israel e Judá. Como também 8/9-I e II Crônicas, de autor (es) desconhecido (s) apresentam Jesus Cristo como Rei, apresenta descrições genealógicas e escritos no V século A.C.. 10-Esdras, é o nome do autor desse livro, onde Jesus Cristo é apresentado como Nosso Restaurador, descreve a volta do cativeiro babilônico e foi escrito no V século A.C..11-Neemias também é outro livro que traz o nome do seu autor, o Senhor Jesus Cristo continua apresentado como o Único Restaurador com a narrativa da reconstrução dos muros de Jerusalém. 12-Ester é o livro que apresenta Jesus Cristo como Nosso Advogado, de autoria desconhecida, destaca a providência de Deus, foi escrito no V século A.C..
Livros Poéticos e da Sabedoria são seis, apesar de todo o VT ter passagens poéticas, como em Êxodo 15:1-21, Juízes5, e em grande parte das obras proféticas, mas esse segmento bíblico se destaca pela extensão e beleza poética. A base da poesia hebraica é o paralelismo do pensamento. Na introdução do Livros Poéticos da Bíblia com as referências e anotações de Dr. C.I. Scofield, temos o comentário: “O rítmo não é buscado pela semelhança de sons, como nos versos com rima, ou pelo acento métrico, como nos versos brancos (embora a poesia hebraica não seja totalmente sem acento), mas principalmente pela repetição, pelo contraste e pela elaboração de idéias”. Veja Salmo 25:4, Salmo 1:6 e Jó 11:8
• Jó é um livro de autor desconhecido apresentando Jesus Cristo como Meu Redentor, tendo uma forte abordagem sobre o problema do sofrimento. Os Salmos apresentam Jesus Cristo, Nosso Tudo em Todos. O Tema deste livro é o louvor, escrito por Davi e outros no X século A.C. e mais tarde. Salomão e outros autores escreveram Provérbios onde Jesus Cristo é a Nossa Sabedoria, no século X A.C.. Esclesiastes é o livro seguinte que foi escrito por Salomão onde o assunto básico é o raciocínio do homem, escrito também no século X A.C., onde o Senhor Jesus Cristo é apresentado como a Finalidade da Vida. Salomão também escreveu Cantares, Jesus é O que Ama Nossa Alma, escrito no século X A.C..
Os Livros Proféticos foram escritos por homens chamados por Deus para um ministério profético com objetivos de reavivamento em nome de Deus, não perdendo a consciência patriótica. A mensagem tanto era para o momento como também tinha o aspecto preditivo Em relação a invasão de Israel e o seu cativeiro pelo reino babilônico, Exílio, os livros proféticos podem ser divididos em três grupos: 1-Pré-exílicos: Isaias, Jeremias, Oséias, Joel, Amós, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias. 2-Exílicos: Ezequiel, Daniel e Obadias. 3-Pós-Exílicos: Ageu, Zacarias e Malaquias. A divisão em profetas maiores e menores, com base no simples volume dos livros, não é histórica e não é cronológica.
• A ordem cronológica dos profetas I) Pré-Exílios é: 1-Joel (cerca 850-700A.C.), Jesus o Restaurador; 2-Jonas (cerca 800 A.C.), Jesus Cristo Nossa Ressurreição e Vida; 3-Amós (cerca 780-755 A.C.), Jesus é o Divino Lavrador; 4-Oséias (cerca 760-710 A.C.), Jesus, O que Encaminha o Desviado; 5-Miquéias (cerca de 740 A.C.), Jesus Cristo é apresentado como o a Testemunha Contra Nações Rebeldes; 6-Isaías (cerca de 740-680 A.C.), apresenta Jesus Cristo como o Messias; 7-Naum (cerca 700-615 A.C.), Jesus Cristo e a Fortaleza no Dia da Angústia; 8-Sofonias (cerca de 700-615 A.C.), Jesus é o Senhor Zeloso; 9-Habacuque (630-620 A.C.), Jesus, O Deus da Minha Salvação; 10-Jeremias (626-580 A.C.), Jesus e o Renovo da Justiça. II) Os Profetas Exílicos são: 1-Daniel (604-535 A.C.), Jesus e a Pedra que Esmiuça; 2-Ezequiel (593-570), Jesus é O Filho do Homem; 3-Obadias (cerca de 585 A.C.), Jesus é o Nosso Salvador. III) Os profetas do Pós-Exílio são: 1-Ageu (520 A.C.), Jesus, O Desejado de Todas as Nações; 2-Zacarias (520-518 A.C.), Jesus, O Renovo da Justiça; 3-Malaquias (450-400 A.C.), Jesus é o Sol da Justiça.


3 – CONHECIMENTO DA BÍBLIA III


“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

LEITURA BÍBLICA: II Tm 2:1-15.

3.1 – O CONTEÚDO DO NOVO TESTAMENTO

Os quatro primeiros livros do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João), são os Evangelhos (a palavra “evangelho” significa “boa nova’). Esses quatro livros traz uma Boa Nova: JESUS CRISTO, filho de Deus, Sua vida, morte e ressurreição. O livro seguinte, o quinto livro, é chamado de Atos dos Apóstolos, que na realidade são atos do Espírito Santo. Este livro é histórico: contém o relato dos primeiros anos da Igreja, numa expressão de poder na propagação da Verdade. Os livros seguintes são as cartas chamadas “Epístolas”. Alguns desses livros levam os nomes da igrejas a que foram dirigidas, por exemplo: Romanos, Coríntios, Colossenses, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e Tessalonicenses; outros, de indivíduos para os quais foram dirigidas as cartas, como Timóteo, Tito e Filemon. Há um livro que se refere a uma comunidade geral: Hebreus. Também temos os que receberam os nomes dos seus autores: Tiago, Pedro, João e Judas. Dessas cartas treze são do Apóstolo Paulo, uma cujo autor não conhecemos com certeza (Hebreus); uma de Tiago (ou Jacó), duas de Pedro, três de João e uma de Judas; totalizando vinte e uma cartas, que objetivam um ensinamento direcionado para que conheçamos melhor a graça e vontade de Deus. Por último temos, o último livro do Novo Testamento: O Apocalipse. “Apocalipse” é uma palavra de origem grega que significa “revelação”. É um livro escrito forte em símbolos e sinais que realisticamente trata das coisas que acontecem e ainda estão para acontecer. Destacamos o seguinte trecho deste livro: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Ap 1:3).


3.2 – RESUMO DO NOVO TESTAMENTO


O Novo Testamento (NT) compõe-se de: a) Quatro (4) livros sobre a vida de Cristo, chamados Evangelhos”. b) Um (1) livro sobre a história da Igreja durante seus primeiros passos. c) 21 cartas que ampliam o ensinamento sobre as verdades maiores: o Evangelho. d) Um (1) livro profético.
“Por detrás e por baixo da Bíblia, acima e além, está o Deus da Bíblia”. A mensagem central da Bíblia é a salvação mediante Jesus Cristo, esta é a grande mensagem escrita em todos os seus 66 livros, por 40 autores, abrangendo um período de aproximadamente 1600 anos. A maior parte do Velho Testamento foi escrita em hebraico, pequenos trechos em aramaico e o Novo Testamento foi escrito na língua grega. O apóstolo Pedro escreveu: “Homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (II Pe 1:21). Na Bíblia temos a expressão da comunicação humana, sob o pensamento e inspiração divina. A Bíblia é uma forma de revelação contínua ligando uma eternidade passada com uma eternidade futura.
“O Antigo Testamento é o alicerce; O Novo Testamento é a superestrutura. O alicerce é inútil se não se construir sobre ele. Um edifício é impossível ser construído, a não ser que haja um fundamento. Assim, o Antigo Testamento e o Novo Testamento são essenciais um ao outro. O Novo está contido no Antigo. O Antigo está explicado no Novo. O Novo está latente no Antigo. O Antigo está patente no Novo. “Jesus Cristo é o amor de Deus revelado, a Bíblia é a Sua palavra escrita. Sejamos leitores da Bíblia obedientes, práticos e ativos no serviço do Reino do Senhor Jesus.


4 – OS AUTORES DA BÍBLIA


“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Tm 3:16).


LEITURA BÍBLICA: II Tm 3:1-17 4.1

4.1 – QUEM SÃO OS AUTORES DA BÍBLIA?


Já falamos sobre os diversos autores de livros da Bíblia, como Moisés, Paulo e outros. Talvez você esteja perguntando: Como pode ser a Bíblia a palavra de Deus se os homens a escreveram?
Deus se tem revelado ao homem principalmente por três recursos: a) A revelação na natureza. Sl 19:1; At 14:17 e Rm 1:20. b) A revelação pessoal em Seu Filho (Jo 1:18). c) A Bíblia, Sua Palavra escrita: uma forma exata e permanente (sagrada).
Conforme II Tm 3:16, Deus inspirou as Sagradas Escrituras. Inspirou prejudicar as características de cada escritor. “Se o próprio Deus tivesse escrito, a Palavra escrita não seria mais exata e mais autoritária do que é.” Há trechos bíblicos que foram dados diretamente por Deus, como Ex 20:1; Lv 1:1 e Dt 5:4. A inspiração bíblica é divina, não é a inspiração psico-física de um poeta ou artista.

4.2 – A FONTE DIVINA


O apóstolo Pedro foi bem claro na sua afirmação: “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens de Deus [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (II Pe 1:21).

4.3 – OS AUTORES HUMANOS


O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos (Rm 3:2), diz, referindo-se aos judeus: “…as palavras de Deus lhes foram confiadas.” Então, sob a inspiração divina a Bíblia foi escrita, inspiração esta testada pelos próprios escritores do V.T. (II Sm 23:2-3; Is 59:21 e Jr 1:9), inclusive há diversas expressões “assim diz o Senhor”, ou expressões semelhantes. Cristo afirma a inspiração do V.T. (Mt5:18; 22:42-43; Mc 12:36; Jo 10:35). Os apóstolos dão o mesmo testemunho (At 1:16; 4:24-25; 28:25; Hb 3:7; 10:15-16; II Pe 1:20-21). Esta confirmação da veracidade das Escrituras, não foi só de palavra, mas com a própria vida.
Henrietta C. Mears, diz em seu livro Estudo Panorâmico da Bíblia: “O Antigo Testamento é o relato de uma nação (a nação hebraica). O Novo Testamento é o relato de um Homem (o Filho do homem). A nação foi estabelecida e alimentada por Deus com o fim de trazer o Homem ao mundo” (Gn 12:1-3). Os escritores da Bíblia foram judeus, com exceção do Evangelho de Lucas e provavelmente e Livro de Atos.
Então, há uma diversidade de autores humanos da Bíblia: 1. Todos, provavelmente exceto Lucas, eram judeus. 2. A Bíblia foi escrita num período de aproximadamente 1600 anos. 3. Deus usou para escrever este livro aproximadamente 40 pessoas. – Desconhecemos a autoria literária de alguns livros. – De outros não há absoluta certeza. 4. Interessante que todos os 66 livros apresentam uma unidade.

4.3 – A PALAVRA VIVA: CRISTO


“Deus se fez homem para que saibamos o que pensar quando pensamos em Deus (Jo 1:14; 14:9). Sua aparição na terra é o acontecimento central de toda a História. O Antigo Testamento prepara o terreno para isso. O Novo Testamento o descreve” (H.C. Mears).
A Bíblia tem vencido o tempo, as culturas, as perseguições direcionadas, tanto de cunho religioso como ideológico, assim, tem demonstrado uma prática secular que realmente é uma revelação escrita de Deus, nos trazendo a história de Cristo e a vida eterna aos homens.

5 – A BÍBLIA ATÉ NÓS


“Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo 5:13).

LEITURA BÍBLICA: 5:1-13

5.1 – DIRECIONAMENTO BÍBLICO


É lógico que os primeiros ouvintes do V.T. foram os israelitas, porém a sua mensagem é dirigida ao mundo inteiro. Deus sempre incluiu estrangeiros no Seu serviço e na participação da sua graça. O N.T. tem um direcionamento mais universalista, como diz Paulo: “Digo pois que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas de Deus aos pais; e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia” (Rm 15:8-9).

OS QUATRO EVANGELHOS – De acordo com a época, Mateus dirigiu-se num estilo próprio para os judeus. Marcos aos romanos. Lucas e João ao mundo grego. O livro de Atos começa com a ordem de Cristo aos discípulos de levar o Evangelho até os confins da terra (At 1:8).

AS CARTAS – São ensinamentos a crentes espalhados em toda a terra, após receberem a mensagem evangélica. “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo 5:13).


5.2 – A BÍBLIA ATÉ HOJE

O V.T. foi escrito em hebraico, a linguagem dos israelitas, uma língua própria para expressar os anúncios, as antecipações e as profecias. O N.T. foi escrito em grego, que era a língua única da época, suficiente para o propósito de Deus na comunicação universal do Evangelho. Por ser uma língua precisa, foi própria para levar com exatidão a mensagem da encarnação, morte e ressurreição do Filho de Deus. Os judeus tinham a prática de queimarem reverentemente os manuscritos bíblicos, depois de havê-los copiado com a maior meticulosidade, quando estavam quase inutilizados pelo uso, o que implicou em não termos mais nenhum dos originais do V.T. Quanto ao N.T. existem hoje aproximadamente quatro mil manuscritos em grego, referentes ao todo ou a certas partes. A crítica textual é a ciência extensiva que investiga o texto original do N.T. Os drs. Wescott e Hort, grandes cientistas nesta área, afirma que “A soma do que se pode chamar uma variação considerável, apenas tem algo mais que uma milésima parte do texto inteiro”. E o sábio inglês, Sir Frederic Kenyon, afirma que nenhuma doutrina do cristianismo está baseada em versículo discutível”. No Museu Britânico existe um manuscrito completo do N.T. com data do Século IV. E, recentemente descobriram porções que procedem do Século II, havendo um fragmento do Evangelho de João feito no ano 125, sendo escrito pelo apóstolo em cerca de 85-90 A.D.

5.3 – AS PRIMEIRAS TRADUÇÕES


Sempre houve empenhos para que a Bíblia fosse traduzida para línguas comuns. Há três traduções que são importantes por serem antigas , são testemunhas primitivas dos textos antigos.

1 – VERSÃO DOS SETENTA – É uma tradução em grego do V.T., feita entre os anos 280 e 130 A.C., e é conhecida por “Septuaginta”, porque a tradição diz que é o resultado de setenta sábios hebreus, convocados em Alexandria, no Egito, pelo rei Ptolomeu Filadelfo. Esta versão era muito usada pelos apóstolos.

2 – VULGATA LATINA – Versão foi feita por Jerônimo no fim do Século IV. No Século IV havia diversas versões em latim, divergentes entre si, e a igreja entregou a Jerônimo, grande conhecedor do hebraico e do grego, a tarefa de preparar uma versão confiável em latim. Os colegas de Jerônimo preferiam as antigas versões defeituosas. Somente no Século VI que a Vulgata Latina de Jerônimo começou a receber a aceitação da maioria. A Igreja Católica Romana, desde o fim do Século XVI, tem adotado esta versão como oficial.


5.4 – VERSÃO SIRÍACA PESHITO

Esta versão é a terceira de interesse, facilitada para o idioma da Síria. Provavelmente a primeira tradução do N.T. tenha sido esta. Estas versões citadas são importantes porque foram usadas para traduções mais recentes.


5.5 – LIVROS APÓCRIFOS

Nas versões dos Setenta e na Vulgata Latina encontram-se outros livros (I Esdras, II Esdras, Tobias, Judite, o resto de Ester, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, a Epístola de Jeremias, o Canto do Três Mancebos, a História de Suzana, Bel e o Dragão, A Oração de Manassés, I Macabeus, II Macabeus, O Códice Alexandrino acrescenta ainda III e IV Macabeus, num total de 16 livros) que são considerados “apócrifos” (ocultos); os próprios judeus não aceitaram esses livros inspirados por Deus mesmo aparecendo na Vulgata Latina, o próprio Jerônimo não os aceitou como inspirados. A Igreja Evangélica considera esses livros fora do Cânon Sagrado pelas razões básicas: contem erros históricos geográficos e cronológicos, aprovam a mentira, o suicídio, o assassinato, os encantamentos mágicos, as orações aos mortos, salvação por meio de gratificações, descrição do sobrenatural de uma forma grotesca e ridícula. No Concílio de Trento (1546 D.C.) a Igreja Ocidental passou a considerá-los autoritários com o voto de 53 prelados sem conhecimentos históricos destacados sobre documentos orientais, encontrando oposição de grandes homens como o cardeal Polo que afirmou que assim agira o Concílio a fim de dar maior ênfase às diferenças entre católicos romanos e os evangélicos. Outro destacado líder católico, Tanner afirmou que a Igreja Católica Romana encontrou nesses livros o seu próprio espírito (apud Introdução ao Antigo Testamento, Dr. Donaldo D. Turner, IBB).


5.6 – VERSÕES PORTUGUESAS

Portugal com todo o seu valor histórico e sentimento religioso não deixou uma tradução da Bíblia em língua popular. O primeiro esforço para divulgação das Escrituras em português foi da rainha d. Leonora, esposa de D. João, rei de Portugal que em 1495 mandou imprimir uma tradução da Vida de Cristo, escrita em latim por Ludolfo da Saxônia. Em 1505 a mesma rainha mandou imprimir uma versão dos Atos dos Apóstolos e das Epístolas Universais de São Tiago, São Pedro, São João e São Judas. Em 1495 apareceu uma edição litúrgica da Epístolas e Evangelhos traduzidos por Gonçalo Garcia.


5.7 – A VERSÃO DE ALMEIDA


João Ferreira de Almeida nasceu em Lisboa em 1628, filho de católicos e entre os holandeses aceitou a fé na Igreja Reformada, aos treze anos de idade, cuja conversão se atribui à leitura de um folheto em espanhol sobre a diferença entre a Igreja Reformada e a Romana. Antes de completar quinze anos de idade traduziu de espanhol para o português um resumo dos Evangelhos e Epístolas. E aos dezesseis anos traduziu o N.T. do latim, consultando as versões espanholas, italianas e francesa, como também a Liturgia e Catecismo de Heidelberg. Em 1656 foi ordenado ministro, falecendo em 1691. Escreveu várias obras, sendo o destaque a Bíblia em português.. A primeira edição do Novo Testamento de Almeida foi impressa em Amsterdã, em 1681. A primeira edição completa do V.T. do padre Almeida foi impressa de 1748 a 1753 em dois volumes. A parte que Almeida não chegou a traduzir, de Ez 48:21, em diante, foi obra de Jacob Ofden Akkar, ministro na Batávia. Almeida levou sua vida pregando o Evangelho em Java, Ceilão e na Costa de Malabar.

6 – ENTRE O VELHO E O NOVO TESTAMENTO “Mas para vós, que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis, e crescereis como os bezerros do cevadouro” ( Ml 4:2).


LEITURA BÍBLICA: M l 4

6.1 – ENTRE DOIS TESTAMENTOS
Entre as profecias de Malaquias e João Batista se estende um período de 400 anos, ou seja, entre as palavra de Malaquias: “Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim: e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais…”, e as palavras de João Batista: “E naqueles dias apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Neste período há um profundo silêncio divino de 400 anos, sem uma voz profética.

6.2 – ACONTECIMENTOS POLÍTICOS, RELIGIOSOS E LITERÁRIOS
a) Os persas dominam a Judéia até 334 A.C.. b) Com Alexandre o Grande, os gregos estendem seu poder e cultura sobre a Judéia. c) Ao morrer Alexandre, a Judéia passa para o poder de Ptolomeu, Soter e Filadelfo. d) Domínio da Síria, e perseguição dos judeus. e) Aparição de Matatias e “os macabeus” (165 A.C.); tratado de paz com a Síria. f) Pompeu conquista a Judéia, convertendo-a em província romana (63 A.C.). g) Destaque dos partidos religiosos – fariseus e saduceus. h) Aparecimento da versão dos Setenta, dos livros apócrifos, e dos “pseudepígrafa”. Quando sobreveio a luta entre judeus conservadores e os que favoreceram a introdução da cultura grega, o rei da Síria, Antíoco Epifano, que odiava os judeus, aproveitou-se da situação para desencadear uma perseguição terrível sobre eles, fazendo cessar os sacrifícios no templo de Jerusalém, e pondo sobre o altar de ofertas, uma estátua de Júpiter; foi quando surgiu líderes como Matatias, “os macabeus”. Por sua vez, o poder romano crescia no ocidente, e quando os sírios ameaçaram novamente a liberdade dos judeus, Judas Macabeu, pediu apoio de Roma. Quando se instala nova luta civil entre os judeus, o imperador romano, Pompeu, marchou contra a Judéia, logrando convertê-la numa província romana. Nesta época se inicia a história do Novo Testamento. O rei Herodes que encontramos no capítulo 2 de Mateus é nada mais que um vassalo do imperador romano. Com a conquista de Israel, o exílio babilônico e posteriormente a Diáspora, houve uma dispersão israelita (I Pe 1:1). Em cada cidade por onde os judeus passavam construíam sua sinagogas (congregação) para cultos e ensinos aos descendentes. Jesus Cristo e os apóstolos normalmente aos sábados iam as sinagogas para evangelizar. Surgiram dois grandes partidos religiosos: – os fariseus, com ênfase excessiva a lei e as tradições, que era uma reação forte aos costumes estrangeiros, formavam uma maioria hipócrita, legalista, e nada do Espírito. – os saduceus, eram o outro extremo: eram liberais em suas crenças, ignorando e passando por alto todo o pensamento do mundo espiritual e da vida futura. O interessante é que esses dois grupos tão polarizados entre si, para serem contra Jesus Cristo, formavam uma unidade. Neste período aparecem os livros considerados apócrifos, a Versão dos Setenta (tradução do V.T. em grego), e os livros chamados pseudepígrafa, que quer dizer falsamente escritos. Havia uma prática de atribuir a autoria de uma obra a alguma pessoa famosa. Este foi o mundo encontrado por nosso Senhor Jesus Cristo. Havia uma vontade de encontrar o Mestre, mas de uma forma confusa e marcada pela desorientação. Tão desorientada que Ele veio e os seus patriotas O rejeitaram. Nós O aceitamos.


O CÂNON E AS TRADUÇÕES MAIS RECENTES
A palavra “cânon” significa “regra, padrão, vara de medir”. Portanto, canônico é o livro que satisfaz a certos critérios ou padrões. A história das versões da Bíblia é comovente:


1) SEPTUAGINTA (250-150 a.C.)
Com as conquistas de Alexandre, o Grande, o grego tornou-se a língua do comércio, dos negócios e da educação no Oriente Próximo e no Médio Oriente. A cidade de Alexandria, no Egito, veio a tornar-se o grande centro da erudição e da culta grega.
É conhecida por “Septuaginta”, porque a tradição diz que é o resultado de setenta sábios hebreus, convocados em Alexandria, no Egito, pelo rei Ptolomeu Filadelfo. Esta versão era muito usada pelos apóstolos.


2 – VULGATA LATINA
Quatro séculos depois de Cristo, quando já não era falado nem o grego, nem o latim, JERÔNIMO encetou nova tradução da Escritura para o latim “vulgar” ou “comum”, que é a Vulgata Latina.


3 – JOÃO WYCLIFFE (1324-1384)
Traduziu a Vulgata Latina para o inglês, muitas pessoas converteram-se a Cristo. Deus, porém, estava trabalhando. A invenção da imprensa foi responsável pela grande mudança. Entre 1462 e 1522, apareceram, só em alemão, pelo menos 17 versões e edições da Bíblia.


VERSÃO SIRÍACA PESHITO
Esta versão é a terceira de interesse, facilitada para o idioma da Síria. Provavelmente a primeira tradução do N.T. tenha sido esta. Estas versões citadas são importantes porque foram usadas para traduções mais recentes.
Martinho Lutero apelou para os originais hebraicos e grego a fim de preparar uma melhor tradução da Palavra de Deus em Alemão. Influenciado por Lutero, William Tyndale elaborou, em 1525, a primeira tradução impressa do Novo Testamento em inglês.


4 – A BÍBLIA EM PORTUGUÊS
JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA, nascido em Portugal, nas proximidades de Lisboa, traduziu a Bíblia para o português, em 1628. Era ministro da Igreja Reformada Holandesa. Refugiado na Ilha de Java, no Oceano Índico traduziu primeiro o Novo Testamento, que foi publicado na Holanda em 1681. O Velho Testamento ele traduziu até Ezequiel, quando o Senhor o recolheu. Seus amigos concluíram o seu trabalho. Hoje, onde quer que se fale o portugês, João Ferreira de Almeida é lembrado pela bravura e pioneirismo de seu espírito.

REVISÕES DA OBRA DE ALMEIRA
Em 1951 – ARC, Almeida Revista e Corrigida – Imprensa Bíblica Brasileira.
Em 1958 – ARA, Almeida Revista e Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil.
Em 1995 – ARC/ARA, pela Sociedade Bíblica do Brasil.


5 – OUTRAS VERSÕES DA BÍBLIA EM PORTUGUÊS
• IBB – Imprensa Bíblica Brasileira
• Tradução Brasileira
• Figueiredo
• Matos Soares e outras traduções pela Igreja Católica

BIBLIOGRAFIA
Doutrina Bíblicas – William W. Menzies e Stanley M.Horton, segunda edição/1996, Casa Publicadora da Assembléia de Deus.

Religião, Seitas e Heresias

INTRODUÇÃO:

O QUE É RELIGIÃO?


R: Culto Prestado a uma divindade; doutrina religiosa; dever sagrado; ordem religiosa; crença viva; consciência escrupulosa; escrúpulos; (Social.) um sistema solidário de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, separadas, interditas, e que unem em uma mesma comunidade moral, chamada Igreja, todos os que aderem a esse sistema.

O QUE É SEITA?

R: Doutrina ou sistema que se afasta da opinião geral; conjunto dos indivíduos que a seguem; comunidade fechada; de cunho (caráter) radical; facção; partido.

O QUE É HERESIA?

R: Doutrina contrária aos dogmas (ponto fundamental e indiscutível de uma doutrinas) da igreja; contra-senso; ato ou palavra ofensiva à religião, escolha, seleção, preferência…

(Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)


O PERIGO DAS SEITAS E HERESIAS

Gn 4:3-7 Compreender a origem e a natureza da religiosidade é básico para entendermos a extrema disseminação de seitas e ensinos falsos, não apenas em nossos dias mas em toda a história da humanidade. Este texto espelha de uma forma clara, a maneira pela qual o espírito de religiosidade começou a se manifestar entre os homens. A palavra “religião” vem do latim religio, que significa “religar”. O conceito implícito nessa palavra é o de uma tentativa do homem de “religar-se” a Deus, reatando uma comunhão rompida. Esse sentimento “religioso” é comum a todos os homens, não importando sua origem social ou geográfica. A religião surgiu no vácuo provocado pela ausência da comunhão autêntica com Deus. O homem foi feito para viver em comunhão com Deus, e na falta dessa comunhão ele experimenta, ainda que inconscientemente, um sentimento de profunda frustração. Esse anseio (e não o “medo do desconhecido”, como muitos sustentaram no passado) é que originou na humanidade a busca religiosa. O texto que lemos caracteriza alguns aspectos essenciais do espírito de religiosidade. Caim ofertou do que lhe sobrava, enquanto Abel trouxe suas primícias (note as palavras “oferta” e “primícias”, nos versículos 3 e 4). O espírito religioso sempre oferta do que sobra, seja dinheiro, tempo, esforço; Caim procurou aproximar-se de Deus por seus próprios meios, enquanto Abel, pelo meio determinado por Deus. Este é um dos principais motivos que levou o Senhor a rejeitar a oferta de Caim. Em Gn 3:21 vemos pela primeira vez nas Escrituras o surgimento de uma vítima sacrificial (se Adão e Eva foram vestidos por Deus com roupas de peles, um animal teve que ser morto!). Esta verdade é a mesma que aparece registrada em Hb 9:22. Em conexão com Gn 3:21, é importante lembrar que a palavra hebraica que significa “cobrir” tem o sentido do termo “propiciação”, que é a palavra utilizada pelo Novo Testamento para definir a obra redentora de Jesus na cruz, veja Rm 3:24,25. Ora, o espírito de religiosidade sempre apresenta uma oferta que Deus não pediu, que é incapaz de resolver o verdadeiro problema que separa o homem de Deus: às vezes são “obras”, outras vezes são “rituais”, mas sempre são coisas que não podem tratar adequadamente o problema do pecado. Abel, pela fé, apresentou o Senhor Jesus (porque todo sacrifício de animais no Velho Testamento apontava profeticamente para Jesus). Já Caim, apresentou a si próprio: suas obras, seu trabalho, suas iniciativas! Caim apresentou, à recusa da sua oferta, a reação característica do espírito de religiosidade. Veja Gn 4:5b. É a reação característica do orgulho ferido. O espírito de religiosidade é sempre o espírito do farisaísmo, o qual é marcado por uma idéia elevada de si próprio, o que leva-o automaticamente a não cogitar jamais a possibilidade de ser recusado. Neste ponto, é diametralmente oposto ao espírito do cristão, o qual é marcado por um coração quebrantado. Vemos uma ilustração clara disso na parábola do fariseu e do publicano (veja Lc 18:9-14). Se a situação fosse inversa, e o publicano fosse rejeitado, ele simplesmente continuaria orando por misericórdia, porque era um homem de coração quebrantado; mas o fariseu jamais suportaria ser rejeitado, porque estava firmado nos seus “méritos”! Gn 4:7 Todas as religiões sempre têm sua base no que o homem pretende fazer ou ser, por si só, independente de quem quer que seja. A palavra de Deus para Caim foi “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?”. Se bem fizeres, aqui, tem o sentido de fazer o que é correto, aproximar-se de Deus da maneira certa. No Velho Testamento, essa maneira era a observância da lei e dos sacrifícios, tendo em vista a obra de Jesus que se manifestaria no futuro. No Novo Testamento, é a aproximação de Deus unicamente através de Jesus, submetendo-se ao Seu senhorio, governo e confiando apenas nos méritos da Sua obra realizada em nosso favor. Não é difícil, contudo, verificamos como o homem procurou seguir o caminho de Caim desde o princípio da humanidade. Gn 4:16,17 Caim foi tanto o iniciador da religião como o primeiro a procurar construir uma sociedade à parte de Deus. A expressão “E saiu Caim de diante da face do Senhor” (v.16) nos mostra que Caim optou por afastar-se de Deus, vivendo longe dEle. À partir desse homem, surgiu toda uma linha de seres humanos que não tinham consciência da pessoa de Deus, mas que experimentavam o anseio inconsciente por comunhão com seu Criador, ao qual já nos referimos. Entre essas pessoas temos sem dúvida os primeiros a adorarem os elementos da natureza, seguindo seus corações corrompidos. Rm 1:21-24 Apesar da revelação disponível de Deus na criação, os homens preferiram escolher seus próprios caminhos, marcados pela religiosidade. O fim disso, como o v. 24 demonstra, está sempre em carnalidade e imoralidade. Rm 1:21 “… e o seu coração insensato se obscureceu.” O coração do homem foi obscurecido a fim de que perdesse de vista qualquer traço de revelação do verdadeiro Deus e direcionasse o anseio de seu coração para outros seres. 2 Co 4:4 O diabo é o autor desse entenebrecimento dos corações e da transformação desse anseio legítimo num espírito pervertido de religiosidade. At 19:17-20, 27; 2 Co 10:4,5; Ef 6:11,12 Se a ação do diabo é que está por detrás do espírito de religiosidade, precisamos concluir que todas as religiões são de iniciativa diabólica, e que a maneira pela qual podemos combatê-las não é através de debates ou coisas parecidas, mas unicamente através da batalha espiritual, discernindo sua origem satânica e combatendo com armas espirituais, os demônios que estão por detrás delas. “HERESIAS E SEITA” O mesmo espírito religioso que está por detrás de cultos como o islamismo, o animismo (adoração de espíritos, englobando todas as formas de umbanda), o espiritismo e outras manifestações religiosas, está também por detrás de todas as seitas e heresias que surgiram no meio da Igreja no decorrer da história. Na verdade, o diabo é especialista em variar suas armas no ataque contra a Igreja. A diferença entre o paganismo e o cristianismo é fácil de ser detectada, mas o mesmo não acontece entre o cristianismo verdadeiro e alguns movimentos heréticos. O interesse aqui não é formar um painel acerca das religiões que atuam ou atuaram no mundo, mas analisar principalmente algumas heresias e seitas que surgiram no meio da Igreja. Para isso, precisamos compreender primeiramente a diferença entre “heresia” e “seita”.

HERESIA

A palavra “heresia” vem do termo grego “hairesis”. Essa palavra é empregada no Novo Testamento com dois sentidos principais: (1) seita, no sentido de facção ou partido, um corpo de partidários de determinadas doutrinas (veja At 5:17; 15:5; 24:5; 26:5; 28:22); e (2) opinião contrária à doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista é considerada heresia (veja 2 Pe 2:1). 1 Co 1:10; 11:18 Em ambos os textos, a palavra traduzida “divisões (ou dissensões)”, no grego, é schismata, que significa literalmente “rasgões em pano”. Alguns estudiosos sustentam que essa palavra indica divisões em torno de personalidades, e não em torno de ensinos. Segundo esse ponto de vista, divisões em torno de personalidades seriam um “mal menor”, não tão grave quanto as “heresias” (negações de verdades da fé). O texto de 1 Co 11:19, no entanto, parece relacionar as divisões aos partidos (haireseis). Podemos resumir isto dizendo que, na perspectiva do Novo Testamento, toda divisão no corpo de Cristo (seja motivada por personalidades ou por diferenças no ensino) é considerada heresia. Isto coloca como heresia todo o denominacionalismo, tão comum na igreja. No entanto, o uso histórico da palavra “heresia” passou a apontar quase que exclusivamente para seu segundo sentido assinalado acima, ou seja, o de opinião contrária à doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista é heresia. Desta maneira, passaram a ser qualificadas de “heresia” os ensinos que, de alguma maneira, contrariam alguma verdade da fé cristã. Nesta perspectiva, heresia pode ser definida como a “negação de uma verdade cristã definida e estabelecida, ou uma dúvida concernente a ela”. A heresia não pode ser confundida com a apostasia. O apóstata é alguém que rejeitou completamente a fé cristã; o herege continua vinculando-se à fé, excetuando-se os pontos em que seu sistema nega a fé cristã. 1 Co 15:12; Cl 2:8,16,20-22; 2 Ts 2:2; 1 Tm 4:1-3,7; 1 Jo 2:18,19,22; 4:2,3 Estes textos exemplificam diversas ocorrências de heresias, ainda no período da Igreja primitiva. Em Corinto, algumas pessoas negavam a possibilidade de ressurreição, influenciados pelo conceito grego de que a matéria seria algo inerentemente mau; no caso da igreja em Colossos, a heresia era uma forma particular de legalismo, oriunda de uma influência do gnosticismo grego sobre a igreja; o texto de 2 Ts 2:2 aponta outra heresia específica, relacionada com a volta de Jesus, a qual, segundo alguns, já teria acontecido; em 1 Tm Paulo prevê diversos ensinos heréticos que surgiriam na história da igreja; em 1 Jo, é a encarnação de Jesus que é especificamente atacada (uma forma da heresia conhecida como “docetismo”, do grego dokein, “parecer”, que ensinava que Jesus não possuíra um corpo físico, mas apenas uma “aparência” de corpo!). Aparentemente, essas heresias podem “variar em grau”. Uma coisa é atrelar-se a um legalismo estrito, como no caso dos colossenses; outra, bem diferente, é afirmar que Jesus não possuía um corpo físico. No entanto, toda heresia significa uma introdução de fermento na massa da fé cristã que, com o tempo, levedará a massa toda! Uma análise cuidadosa da carta aos Colossenses, por exemplo, nos mostrará que a influência do gnosticismo sobre a igreja (manifesta no temor aos “rudimentos do mundo”, citados em Cl 2:8, e no extremo legalismo) diminuía aos olhos da igreja o próprio valor da obra redentora de Jesus (em razão do que, Paulo teve de afirmá-la em termos tão vigorosos em Cl 2:13,15). O arianismo é outro exemplo de ensino herético que podemos tirar da História da igreja. Ário, que foi presbítero de Alexandria, sustentava que Jesus não era eterno, mas havia sido criado por Deus Pai. Ele não divergia do restante da igreja em nenhuma outra verdade, apenas nesta. Todavia, com a negação de que Jesus era co-eterno e co-igual com o Pai, ele na realidade abalava o alicerce mais fundamental do cristianismo.

SEITA

Podemos compreender melhor o que são seitas se, em primeiro lugar, verificarmos qual a diferença entre “seita” e “heresia”. “Por definição, um herege é um cristão professo que está errado com relação a alguma verdade particular, ao passo que o ponto essencial quanto às seitas é que elas absolutamente não são cristãs, e sim contrafações do cristianismo.” Em seu sentido mais genérico, seita é “devoção a uma pessoa ou coisa particular, dedicada por uma corporação de adeptos”. Esta definição está na raiz de termos como “sectarismo”, e por esse ângulo tanto um partido político como uma torcida organizada de futebol poderiam ser classificados como “seita”. Em nosso estudo, no entanto, estamos interessados em estudá-las de uma perspectiva cristã e, nesse prisma, as seitas aparecem invariavelmente como falsificações da fé cristã. Podemos dizer que as seitas, em sua maior parte, são o produto final das heresias, ou seja, o resultado da fermentação herética na massa da igreja. Nem toda heresia culmina na formação de uma seita, mas toda seita possui em seu sistema elementos heréticos. Vamos notar abaixo algumas características e sinais que podem nos ajudar a identificar o que são as seitas.

1 – SEMELHANÇA COM O CRISTIANISMO.

Virtualmente todas as seitas possuem forte semelhança com a fé cristã legítima, e é justamente essa semelhança que se constitui na principal estratégia do diabo com relação a elas (veja 2 Co 11:13-15).

2 – ADEPTOS SINCEROS.

As seitas são povoadas por pessoas zelosas, mas destituídas de verdadeiro entendimento (veja Rm 10:2). Nunca devemos cometer o erro de questionar a sinceridade dos adeptos de qualquer seita; no entanto, precisamos reconhecer que esse zelo extremo a que se dispõem é uma característica do espírito de religiosidade que age por detrás delas.

3 – A QUESTÃO DA ORIGEM.

Todas as seitas, praticamente, reivindicam como sua fonte inicial alguma nova revelação da parte de Deus. Aqui temos uma diferença interessante entre heresia e seita. As heresias, geralmente, começam com pessoas que, estudando diligentemente as Escrituras, acabaram se afastando em sua interpretação.

4 – RECONHECIMENTO DE AUTORIDADE ADICIONAL ÀS ESCRITURAS.

Este ponto praticamente decorre do anterior. As seitas sempre reconhecem uma autoridade adicional às Escrituras, que acaba sobrepujando a Bíblia e se torna sua base para doutrina e governo. O Mormonismo tem O Livro de Mórmon, a Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Alianças; a Ciência Cristã tem o livro Ciência e Saúde, escrito pela fundadora, Mary Baker Eddy; os Adventistas do Sétimo Dia têm os escritos de Ellen G. White; e etc.

5 – NEGAÇÃO DE VERDADES ESSENCIAIS À FÉ CRISTÃ.

As seitas não se limitam a discordar sobre assuntos periféricos ou não essenciais; elas via de regra negam aspectos essenciais da fé cristã. Embora a lista possa variar ligeiramente de seita para seita, em geral seus ensinos discordam da verdade bíblica em áreas tão centrais quanto a Pessoa de Jesus (Testemunhas de Jeová), a Pessoa do Espírito Santo (Testemunhas de Jeová) a obra expiatória de Jesus (Adventistas do Sétimo Dia), a Justificação pela Fé (Mórmons), a Triunidade de Deus (Testemunhas de Jeová), o ensino das Escrituras sobre o pecado (Pensamento Positivo) a ressurreição e ascensão físicas do corpo de Jesus (Testemunhas de Jeová), entre outros. Além disso, muitas vezes as seitas conjugam, às negações dessas verdades essenciais, as invenções de ensinos que não possuem nenhuma base bíblica. É o caso tanto dos Adventistas do Sétimo Dia quanto dos Testemunhas de Jeová, os quais ensinam as doutrinas do sono da alma após a morte e do aniquilamento dos ímpios.

6 – REJEIÇÃO DO ESPÍRITO DE ORAÇÃO.

Este é um dos sinais mais interessantes acerca das seitas. Em sua quase totalidade elas desvalorizam a oração, e isso não é de causar surpresa. A oração é uma atividade que não oferece atrativos, exceto para aqueles que são filhos de Deus. Como pode haver um legítimo espírito de oração numa seita que, por exemplo, nega o conceito de pecado, repudia a obra redentora de Jesus e rejeita o Espírito Santo como Pessoa (note que esses pontos estão intimamente ligados uns aos outros)?

7 – ÊNFASE NUMA “FÓRMULA” PARTICULAR.

Todas as seitas enfatizam geralmente uma “fórmula” específica, muitas vezes um esquema rígido que deve ser seguido a fim de que determinados resultados sejam obtidos. Segundo um autor, há uma semelhança interessante entre todas as seitas e os famosos “remédios de charlatões”: algo muito simples, sem complicação, que serve para curar todos os males. Muitas vezes, um ensino (às vezes até mesmo bíblico e correto) é repetido à exaustão e indicado como solução para todos os tipos de problemas.

8 – PRETENSÃO DE EXCLUSIVIDADE.

Esta é uma característica invariável das seitas: consideram-se a única expressão válida do cristianismo. O caso do Adventismo do Sétimo Dia é típico: para ministrar o batismo, esse grupo exige do “catecúmeno” uma confissão de que “a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a Igreja remanescente”, o que exclui todos os demais grupos cristãos. Seguindo nessa escola, um grupo saiu da Igreja Adventista do Sétimo Dia sob a direção de uma “profetisa” chamada Jeanine Sautron, e fundou a Igreja Adventista do Sétimo Dia – Os Remanescentes, a qual, num panfleto distribuído recentemente, chamou tanto a Igreja Adventista original como todos os demais grupos cristãos de “apóstatas”. A título de conclusão, poderíamos ilustrar da seguinte maneira a diferença entre “heresia” e “seita”: heresia é como um câncer num ser humano; começa lento, insidioso, mas tende a crescer e a dominar todo o sistema do indivíduo. Já a seita, é como um “homem artificial”, uma imitação do ser humano. Ef 6:11,12 Notamos que as seitas possuem diversos sinais ou características comuns, e que revelam a existência de uma mente diabólica por detrás de todas elas. Devemos ter isto em mente, para nunca cometermos o erro de combatermos forças espirituais com armas naturais. Podemos e devemos estudar acerca das seitas, a fim de que possamos principalmente instruir pessoas que estão ou estiveram aprisionadas por elas e desejam ser libertas; nunca, porém, para debatermos com seus seguidores. A quase totalidade das seitas são alimentadas por um espírito de contenda religiosa, e quando passamos a discutir com seus adeptos estamos na verdade “fazendo o jogo” do demônio. Nossa posição deve ser a de rejeitar seus ensinos sem discussão, ao mesmo tempo em que devemos amar as pessoas que estão presas por esses ensinos e demonstrar a elas o nosso cristianismo através de nossas vidas, não de nossas palavras.

HERESIOLOGIA

Heresiologia é o estudo das heresias. Heresia deriva da palavra háiresis e significa: escolha, seleção, preferência. Daí surgiu a palavra seita (latim secta – doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos), por efeito de semântica. Do ponto de vista cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias idéias, ou as idéias de outrem, em matéria de religião.

1. CONHECENDO AS SEITAS

As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e benéficas.

Com a proximidade do final do século, surgiram novas seitas religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essas idéias confusas estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes em tragédias de grandes proporções.

Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras.

Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças.

Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.

No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano.

Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto-intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.

Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, etc. Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc.

Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseqüente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a salvação pela Graça e contrariam outros princípios bíblicos.

a. ASPECTOS COMUNS
Existem muitos aspectos comuns entre as seitas que têm se disseminado pelo mundo. É importante que nós saibamos reconhecer suas características, a fim de que não sejamos enganados ou até mesmo desviados da verdadeira fé cristã.

1) As seitas subestimam o valor do Senhor Jesus ou colocam-no numa posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos como conseqüência.

2) Crêem apenas em determinadas partes da Bíblia e admitem como “inspirados” escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa parte daquilo que crêem;

3) Dizem ser os únicos certos;

4) Usam de falsa interpretação das escrituras;

5) Ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação, muitas vezes, sob um conceito totalmente naturalista;

6) Costumam buscar suas presas em outras religiões, conseguindo desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons cristãos.

b. CONHECENDO MAIS

Este esboço básico lhe dará informações de como as seitas trabalham e como evitá-las. Se você tem alguém conhecido que está perdido numa seita, é preciso orar e pedir ao Senhor que tire essa pessoa de lá e lhe dê a perspicácia e as ferramentas para ajudá-lo neste trabalho. Pode ser uma tarefa longa e árdua, porque, definitivamente, este não é um ministério fácil.

1) O que é uma seita?

Geralmente é um grupo não-ortodoxo, esotérico (do grego esoterikós, que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos). Podem ter uma devoção a uma pessoa, objeto, ou a um conjunto de idéias novas. As seitas costumam fazer uso das seguintes práticas:

a) Freqüentemente isolacionistas – para facilitar o controle dos membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e emocionalmente.

b) Freqüentemente apocalípticas – dão aos membros um enfoque no futuro e um propósito filosófico para evitar o apocalipse.

c) Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos – revelados pelo seu líder. 0

d) Fazem doutrinação – para evangelismo e reforço das convicções de culto e seus padrões.

e) Privação – quebrando a rotina do sono normal e privação de comida, combinados com a doutrinação repetida (condicionamento), para converter o candidato a membro.

2) Muitas seitas contém sistemas de convicção “não-verificáveis”.

a) Por exemplo, algumas ensinam algo que não pode ser verificado:

(1) Uma nave espacial que vem atrás de um cometa, para resgatar os membros.

(2) Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao líder e lhe deram uma revelação.

b) Os membros são anjos vindos de outro mundo, etc.

(1) Freqüentemente, a filosofia da seita só faz sentido se você adotar o conjunto de valores e definições que ela ensina.

(2) Com este tipo de convicção, a verdade fica inverificável, interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filosóficos de seu(s) inventor(es).

2. O LÍDER DE UMA SEITA:

a. É freqüentemente carismático e considerado muito especial por razões variadas:

1) O líder recebeu revelação especial de Deus.

2) O líder reivindica ser a encarnação de uma deidade, anjo, ou mensageiro especial.

3) O líder reivindica ser designado por Deus para uma missão

4) O líder reivindica ter habilidades especiais

b. O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.

3. COMO SE COMPORTAM AS SEITAS?

a. Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém procuraria entrar para elas.

b. Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.

c. Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam também “escrituras” ou livros complementares.

1) A Bíblia, quando usada, é sempre distorcida, com interpretações próprias, que vão de encontro à filosofia da seita.

2) Muitas seitas “recrutam” o Senhor Jesus como sendo um deles, redefinindo-o adequadamente.

4. ALGUMAS SEITAS PODEM VARIAR GRANDEMENTE…

a. Do estético ao promíscuo.

b. Do conhecimento esotérico aos ensinamentos muito simples.

c. Da riqueza e poder à pobreza e fraqueza.

5. QUEM É VULNERÁVEL A ENTRAR PARA UMA SEITA?

a. Todas as pessoas são vulneráveis.

Rico, pobre, educado, não-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.

b. Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos os itens seguintes)

1. Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.

2. Intelectualmente confuso em relação a assuntos religiosos e filosóficos

3. Às vezes desiludido com toda a sociedade

4. Tem uma necessidade por encorajamento e apoio

5. Emocionalmente carente

6. Necessidade de uma sensação de propósito, um objetivo na vida.

7. Financeiramente necessitado

6. TÉCNICAS DE RECRUTAMENTO

a. As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas mais usadas são:

1. “Bombardeio de Amor – Love Bombing ” – que é a demonstração constante de afeto, através de palavras e ações.

2. Às vezes há muito contato físico como abraços, tapinhas nas costas, toques e apertos de mão.

3. Emprestam apoio emocional a alguém em necessidade.

4. Ajuda de vários modos, onde for preciso.

1) Desta maneira, a pessoa fica em débito então com a seita e procura de algum modo retribuir.

5. Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.

b. Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como sendo um deles; dando validade assim ao seu sistema.

1. Escrituras distorcidas;

2. Usam versículos tirados da Bíblia fora do contexto;

3. Então misturam os versículos mal interpretados com a filosofia aberrante delas.

c. Envolvimento gradual

1. Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de convicção da pessoa, através da repetição dos seus ensinos (condicionamento).

1) As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um ponto de cada vez.

2) Convicções novas são reforçadas por outros membros da seita.

7. POR QUE ALGUÉM SEGUIRIA UMA SEITA?

a. A seita satisfaz várias necessidades:

1. Psicológica – Alguém pode ter uma personalidade fraca, facilmente manipulável;

2. Emocional – A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional recente ou no passado;

3. Intelectual – O membro tem perguntas que este grupo responde.

b. A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma sensação de pertencer a algum grupo.

c. A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser. . .

1. Rigidez moral e demonstração de pureza;

2. Segurança financeira;

3. Promessas de exaltação, redenção, “consciência mais elevada” ou um conjunto de outras recompensas.

8. COMO AS PESSOAS SÃO MANTIDAS NA SEITA?

a. Dependência:

As pessoas querem freqüentemente ficar porque a seita vai de encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.

b. Isolamento:

1. O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais a vida do membro é construída ao redor da seita.

2. Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.

c. Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):

1. Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e ser submisso a seus líderes.

2. Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.

d. Substituição:

1. A Seita e os líderes ocupam freqüentemente o lugar de pai, mãe, pastor, professor etc.

2. Freqüentemente o membro assume as características de uma criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do grupo.

e. Obrigação

O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes financeiramente, etc.

f. Culpabilidade

1. É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo, etc.

2. É dito também que deixar o grupo é rejeitar o amor e a ajuda que o grupo deu.

g. Ameaça:

1. Ameaça de destruição por “Deus” por desviar-se da verdade.

2. Às vezes ameaça física é usada, entretanto não freqüentemente.

3. Ameaça de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do julgamento, etc.

9. COMO PODEMOS TIRAR ALGUÉM DE UMA SEITA?

a. A melhor coisa é não tentar um confronto direto no primeiro encontro, o que pode assustar o membro e afastá-lo de você.

b. Se você é um Cristão, então interceda em oração pela pessoa primeiro.

c. Para tirar uma pessoa de uma seita é necessário tempo, energia, e apoio.

d. Ensine a verdade:

1. Dê-lhe a verdadeira substituição para o sistema de convicção aberrante que ela aprendeu, ou seja, o Evangelho da Graça de Jesus Cristo;

2. Mostre as inconsistências da filosofia do grupo, à luz da Bíblia;

3. Estude a seita e aprenda sua história, buscando pistas e informações.

e e. Tente afastá-lo fisicamente da seita por algum tempo, para quebrar o laço de isolamento.

f. Dê o apoio emocional de que ele precisa.

g. Alivie a ameaça de que se ele deixar o grupo, estará condenado ou em perigo.

h. Geralmente, não ataque o líder do grupo, deixe isso para depois. Freqüentemente o membro da seita tem lealdade e respeito para com o fundador ou líder.

i. Confronte outros membros da seita ao mesmo tempo, somente quando for inevitável.

10. APRENDENDO COM AS SEITAS

Ao analisar crenças contrárias à Bíblia e nos empenhar em defender a nossa fé acabamos por descobrir falhas em nós mesmos que precisam ser corrigidas, pois, tão grave quanto seguir crenças erradas é “não viver o que pregamos”, não obedecer ‘a Palavra de Deus!

VEJA:
Os muçulmanos oram cinco vezes por dia ‘a Alah , prostrando-se a ponto de encostar a testa no chão.

– Quantas vezes oramos por dia ao nosso Deus Vivo?

Os budistas e outros religiosos orientais utilizam-se de meditação constantemente.

– Você tem meditado na Palavra de Deus de dia e de noite como diz o Salmo 1, verso 2?

Os adeptos da seita Hare Krishna adoram cantar o mantra <Hare-Krishna>.

– O que você tem cantado? Você costuma louvar ao Senhor com frequência ou fica ouvindo e cantando música mundana? (Sl.100)

A Seicho-No-Ie espalha de tal forma suas “belas palavras” que se torna difícil encontrar alguém que nunca viu um calendário de parede com suas mensagens de “pensamento positivo”.

– Você tem semeado a Palavra de Deus? Você tem visto versículos bíblicos em paredes ou em calendários?

Os judeus e adventistas guardam o sábado enquanto outros cristãos defendem o domingo.

– Você tem dedicado 1 dia da semana para Deus?

Mórmons e Testemunhas de Jeová são vistos nas ruas entregando folhetos e batendo de porta-em-porta propagando seus ensinamentos.

– Você tem feito evangelismo? (Leia Mc 16.15)

A Maçonaria destaca-se pela fidelidade entre os membros uns aos outros. Quando algum deles precisa de ajuda é prontamente atendido por seu companheiro de crença.

– Você tem ajudado o seu irmão? (Mt 5.40-48)

Os espíritas são elogiados por seus feitos assistenciais na área de caridade.

– Será que estamos agindo assim também? O que a Bíblia diz sobre caridade? (Leia Tg. 1.27)

Católicos durante a missa mantem-se em silêncio enquanto o padre fala. Da mesma forma em um julgamento as pessoas silenciam-se enquanto fala o juíz.

– Será que nós, diante da presença do Senhor, por uma questão de reverência, ficamos sem conversas-de-lado durante o culto?

Católicos confessam seus pecados aos Padres.

– Nós confessamos os nossos pecados uns aos outros conforme ensina Tg. 5.16?

Algumas pessoas crêem em Astrologia e não saem de casa sem antes ler o seu “horóscopo do dia”.

– E quanto a nós cristãos? Lemos a Bíblia, ao menos um versículo antes de sair de casa? (Mt 4.4)

Esotéricos “comem” cada livro lançado no mercado editorial aumentando assim a quantidade e destaque deste gênero nas livrarias.

– Você tem o hábito de ler livros cristãos? De comprar bons livros de Estudos Bíblicos?

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(Estudo elaborado pelo Pb Fábio Peres Peixoto – Secretário Geral de Evangelismo e Missões)

Teoria da Reencarnação

CRISTIANISMO E ESPIRITISMO

INTRODUÇÃO
Ao estudar a doutrina espírita, mais especificamente, ao ler o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, fiquei perplexo e ao mesmo tempo preocupado com algumas afirmações ali encontradas, como por exemplo: “o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa”; “o espiritismo é de tradição verdadeiramente cristã”; “no cristianismo se encontram todas as verdades”. No referido livro, diversas citações bíblicas são analisadas sob o enfoque e a ótica do espiritismo.

Seguindo o caminho de Allan Kardec, várias mensagens da Bíblia Sagrada são citadas pelos espíritas como prova de que a doutrina espírita tem o apoio da Palavra de Deus.

Sabe-se que muitos crentes, principalmente os novos convertidos, não se encontram preparados para rebater essas inverdades e investidas contra a pureza do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, este trabalho tem por objetivo esclarecer que espiritismo e cristianismo são irreconciliáveis e não ensinam a mesma coisa. Por exemplo, para os espíritas Jesus foi um homem como outro qualquer, no máximo um grande médium, ou um espírito puro. Para nós, evangélicos, Jesus é Senhor; Jesus é o Verbo que desceu de Sua glória e habitou entre nós.

Tive a preocupação, também, de analisar várias das questões levantadas pelos espíritas, nas quais eles tentam explicar que a Bíblia Sagrada dar legitimidade à doutrina da reencarnação; da preexistência da alma; da comunicação dos vivos com os mortos; da salvação somente pela caridade, e outras. Que esta leitura lhe seja proveitosa.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”
(1 Timóteo 4.1).

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema” [amaldiçoado]
(Gálatas 1.8).

A bíblia do espiritismo é o Livro dos Espíritos, escrito em 1857 pelo escritor francês Hyppolyte Léon Denizart Rivail, conhecido pelo nome de Allan Kardec. Este livro, segundo seu autor, contém mensagens recebidas de espíritos desencarnados. Entre 1859 e 1868, escreveu outros livros: O Que é Espiritismo, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, Livro dos Médiuns, Céu e Inferno. Esses compêndios formam o que se chama codificação da doutrina espírita, nascendo daí o Espiritismo, denominação criada pelo referido escritor.
Inúmeras religiões há no mundo e algumas até defendem princípios e doutrinas ensinados por outras. É exemplo o ensino budista e hinduísta da transmigração das almas adotado no espiritismo, com algumas alterações, com o nome de reencarnação. Outro exemplo é a absorção, pelo espiritismo, da teoria evolucionista do inglês Darwin, desenvolvida no livro A Origem das Espécies, em 1859, na mesma época em que Kardec escrevia seus livros. Até aqui nada de anormal nessa colcha de retalhos, não fosse a moldura que o kardecismo colocou em sua doutrina: o cristianismo, mais precisamente o Evangelho do Senhor Jesus.
Assim, difunde-se o “Espiritismo Cristão”, com fachada cristã, com nomenclatura cristã, com apelos cristãos, mas na verdade nega as doutrinas do cristianismo. Qual trepadeira enrosca-se o kardecismo na frondosa árvore do cristianismo, não para lhe dar vida ou beleza, mas, suponho, para ter mais credibilidade e sustentação. Os cristãos-evangélicos denunciamos e rejeitamos, porque falsos, os afagos, aplausos e palavras doces originários de uma seita que se compraz, por exemplo, em desonrar a imagem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e negar a autoridade e inspiração divina das Sagradas Escrituras, como veremos mais adiante. Assim, o quadro do espiritismo apresenta uma moldura falsa.

A MOLDURA

“Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da SUA MISSÃO DIVINA” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. I, item 4).
“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos: que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, QUE HÁ DE TRANSFORMAR A TERRA, TORNANDO-A MORADA DE ESPÍRITOS SUPERIORES aos que hoje a habitam”(E.S.E., cap. I, item 9).
“O espiritismo não encerra uma moral diferente daquela de Jesus” (Livro dos Espíritos, seção VIII, conclusão).
“Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na JUSTIÇA DE DEUS, QUE CRISTO VEIO ENSINAR AOS HOMENS” (E.S.E., cap. VI, item 2).
“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. NO CRISTIANISMO ENCONTRAM-SE TODAS AS VERDADES. São de origem humana os erros que nele se enraizaram” (E.S.E., cap. VI, item 5).
“Deus transmitiu a sua lei aos hebreus, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus”(E.S.E., cap., XVIII, item 2).

“O Espiritismo diz: Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução. NADA ENSINA EM CONTRÁRIO AO QUE ENSINOU O CRISTO, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica”(E.S.E., cap. I, item 7).
“Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, POIS QUE UM O MESMO É QUE OUTRO. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam” (E.S.E., cap. XVII, item 4).

“O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa” (E.S.E., Introdução, VII).
“O espiritismo é a única tradição VERDADEIRAMENTE CRISTÃ e a única instituição verdadeiramente divina e humana” (Obras Póstumas, Allan Kardec, p. 308).
“O reino de Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar” (E.S.E., cap. I, item 10).
Sobre o apóstolo Paulo: “Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!” “E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho” (E.S.E., cap. I, item 11).
“Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso” (A Gênese, p. 60, FEB, 28a Ed., Rio de Janeiro, 1985).
“O Espiritismo é a terceira revelação de Deus… e os Espíritos são as vozes do Céu” A primeira revelação de Deus teria sido em Moisés, e a segunda, em Jesus. (E.S.E. cap.I, item 6).
“Assim, será com os adeptos do Espiritismo. Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo” (E.S.E., cap. XXIV, item 16).
“Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam” (E.S.E., cap. XV, item 10. Esta mensagem teria sido do desencarnado apóstolo Paulo – Paris 1860).
“Jesus promete outro Consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece… O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa de Cristo… Assim o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra” (E.S.E., cap. VI, item 4).
Vimos, portanto, as palavras afáveis e elogiosas ao cristianismo dirigidas. A pintura, todavia, não guarda sintonia com a moldura. Somente a fachada é cristã, como veremos a seguir. (O realce nas citações acima é nosso). O espiritismo tem-se esforçado por encontrar na Bíblia Sagrada passagens que dêem sustentação ou legitimidade aos seus ensinos sobre comunicação com os mortos, preexistência das almas, reencarnação, salvação somente pela caridade, mediunidade, pluralidade de mundos habitados, inexistência de céu, de inferno e de juízo final, e outros. O principal objetivo deste trabalho é refutar essas doutrinas e mostrar que o ensino das Palavra de Deus é totalmente diferente.

A ORIGEM DO HOMEM

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:
“Da semelhança, que há, de formas exteriores entre o corpo do homem e do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura dos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. VESTIU-SE ENTÃO DAS PELE DE MACACO, sem deixar de ser espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem” (A Gênese, Allan Kardec, FEB, Rio de Janeiro, 1985, 28a ed., p. 212).
Allan Kardec, como se vê, ficou muito impressionado com a teoria revolucionista do seu contemporâneo inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), e resolveu incluí-la na codificação do Espiritismo. Seus adeptos seguiram-lhe os passos. O espírita Alexandre Dias, no livro Contribuições para o Espiritismo (2a ed., Rio de Janeiro, 1950, a partir da p. 19), além de corroborar o pensamento kardecista, acrescentou que antes de serem macacos, os homens foram um mineral qualquer, ou seja, uma pedra ou um tijolo. Não apenas isso: “A espécie humana provém material e espiritualmente da pedra bruta, das plantas, dos peixes, dos quadrúpedes, do mono (macaco). E, de homem, ascenderá a espírito, a anjo, indo povoar mundos superiores…” (Leopoldo Machado, Revista Internacional do Espiritismo, 1941, Matão, SP, p. 193).
“A espécie humana não começou por um só homem. Aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra” (Livro dos Espíritos, Allan Kardec, resposta à pergunta número 50).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO


A teoria da seleção natural das espécies é contrária ao que ensina a Bíblia Sagrada. Esta teoria diabólica que incorpora o pensamento panteísta (Deus é tudo em todos) é a negação do Deus criador de todas as coisas. “NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA”. É assim que inicia o primeiro livro da Bíblia, Gênesis, escrito por Moisés. Com a Sua palavra, Deus criou a luz, as águas, o firmamento, a parte seca (a terra), a relva e árvores frutíferas para “darem frutos segundo a sua espécie”; depois produziu os astros luminosos para iluminarem a terra; produziu os peixes e as aves, segundo suas espécies; produziu Deus os animais domésticos, répteis e animais selvagens conforme a sua espécie.
“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra. Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Viu Deus que tudo o que tinha feito, e que era muito bom” (Gênesis 1 e 2).

“Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1 Timóteo 2.13).

Como vimos, depois de fazer a terra e os céus, Deus criou as matas, as árvores frutíferas, os animais, e, enfim, o homem. O sopro de Deus no homem formado do pó representa que a vida é um dom de Deus; que o homem foi criado para ser moralmente semelhante a Deus, como expressão do seu amor e glória; para ter permanente comunhão com Deus. Portanto, não tem respaldo das Sagradas Escrituras a afirmação de que a alma humana encontrou morada primeiramente em animais, e que o homem é conseqüência de uma seleção natural das espécies. O Senhor Jesus legitima o livro de Gênesis, ao dizer: “Não leste que no princípio o Criador os fez macho e fêmea”?
Como poderia a alma humana, nascida do sopro de Deus, haver se instalado no macaco, criado antes do homem? Por que então afirmar que espiritismo e cristianismo ensinam a mesma coisa? Proselitismo, engodo, mentira, hipocrisia ou leviandade? Moisés teria escrito uma asneira? Mas como, se o espiritismo diz que Moisés foi a Primeira Revelação de Deus? Se as revelações de Deus não sabem o que afirmam ou mentem, a Terceira Revelação, o espiritismo, seria uma exceção?

A BÍBLIA SAGRADA


A PALAVRA DO ESPIRITISMO:

“A Bíblia não pode ser considerada produto da inspiração divina. É de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece o mais das vezes” (Cristianismo e Espiritismo, de León Denis, p. 130, 5a, FEB).
“Do velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento, apenas a moral de Jesus. Já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor, mais de 90% do texto da Bíblia” (FEB, O Reformador, p. 13, janeiro/1953).
“Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo” (À Margem do Espiritismo, FEB, 3a edição, 1981, p. 2l4).
“A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são os nossos” (A Gênese, p. 87, opinião de “espíritos”).
Os evangelistas S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João foram alvo de uma dura crítica do codificador da doutrina espírita: “Eles possivelmente se enganaram quanto ao sentido das palavras do Senhor, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos…” (A Gênese, p. 386). Contudo, na tentativa de legitimar seu espiritismo Kardec buscou a experiência cristã e as palavras dos evangelistas, principalmente de Mateus, muito citado no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo. Ademais, como vimos inicialmente, Kardec declarou que o espiritismo é de tradição verdadeiramente cristã, e que no cristianismo estão todas as verdades. Podemos levar a sério o que o espiritismo diz? O kardecismo seria muito mais autêntico se se firmasse em seus próprios pés, na palavra e experiência de seus “espíritos”.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).

Esta belíssima mensagem é da lavra do apóstolo Paulo, de quem Allan Kardec disse ter sido “um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho”. É o mesmo Paulo que escreveu 1 Coríntios 13.13, mensagem plenamente aceita pelo codificador da doutrina espírita. Podemos dizer que “o cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa”? No mesmo livro, em 1
Coríntios 15, Paulo empresta o devido valor às Escrituras Sagradas: “Pois primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21). O Senhor Jesus confirma a inspiração divina da Bíblia quando diz:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26).

“Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Jesus, Mateus 22.29). Quem assim falou foi o Senhor Jesus, aquele que veio em “missão divina” para ensinar a justiça de Deus aos homens”, conforme assim definiu Allan Kardec, na embalagem do espiritismo. Podemos confiar no Livro dos Espíritos e nos demais, soprados por “espíritos” que dizem e se contradizem, fazem e desfazem, juram e negam? Fiquemos com o Salmo 119.105: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”.

COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS


A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


“Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente compelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho” (E.S.E., Allan Kardec, Introdução, item I).

Vê-se a nítida propensão do Espiritismo de Kardec de criar um sincretismo doutrinário envolvendo o cristianismo. A intenção é revelada também nos textos de início citados, como por exemplo: “O Espiritismo é uma tradição verdadeiramente cristã”. Sobre o enunciado acima, podemos dizer que não foram os Espíritos que ensinaram a lei evangélica; que esta nunca foi letra morta; que os evangélicos não têm guias espirituais; que os espíritos não são canais de comunicação entre Deus e os homens. A comunicação com os mortos, o esforço de um estreito relacionamento com os espíritos desencarnados, e a possibilidade de as almas retornaram à vida corpórea em corpos diferentes, são os baluartes da doutrina espírita. Este não é o Evangelho que os evangélicos pregam. Logo, cristãos e espíritas não ensinam a mesma coisa. A moldura é falsa.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. o Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas…”(Deuteronômio 18.10-12). Necromante era o nome dado ao espiritismo de hoje, isto é, pessoa que invoca os mortos. Abominar significa rejeitar, detestar, afastar.
Há um ingênuo argumento contra esta Palavra, segundo o qual não havia como Deus proibir o espiritismo porque este não existia naquela época. Então, nenhum mal existe em darmos cheques sem fundos ou de seqüestrarmos pessoas. Sem maiores comentários. O espiritismo está sob condenação divina porque consulta os mortos, tenta manter diálogo com eles, recebe mensagens de seres espirituais que dizem ser espíritos desencarnados, e, além disso, distorce a Palavra de Deus e nega as principais doutrinas bíblicas. Ademais, quem escreveu os versículos acima, de Deuteronômio, foi Moisés, a “Primeira Revelação de Deus”, segundo o espiritismo. Logo…
“Assim morreu Saul (primeiro rei de Israel) por causa da sua infidelidade ao Senhor. Não guardou a palavra do Senhor, e até consultou uma adivinhadora, e não buscou ao Senhor, pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé”(1 Crônicas 10.13.14).
Alguns espíritas argumentam que o rei Saul não participou de uma sessão espírita. Qualquer ritual que tenha por objetivo contatar espíritos de pessoas falecidas, exercer a adivinhação e a mediunidade, qualquer que seja o nome a isto atribuído – umbanda, candomblé, quiromancia, grafologia, astrologia, quimbanda, esoterismo, mediunidade -, enquadra-se no conceito de espiritismo.
A Bíblia diz em 1 Samuel 28.7 que Saul procurou uma NECROMANTE, isto é, uma mulher que consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma palavra do Senhor, que viesse por intermédio do profeta Samuel, já falecido. O espíritas têm usado esta passagem para justificar que houve a comunicação com o espírito Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: 1) Deus não iria favorecer uma prática por Ele próprio condenada, em função da qual condenou Saul, conforme Deuteronômio 18.10-12, e 1 Crônicas 10.13-14; 2) Se Samuel fora enviado por Deus – o espiritismo ensina que Deus só se comunica com os homens através dos Bons Espíritos -, teria cumprido com prazer sua missão, e não teria dito a Saul: – “Por que me inquietaste, fazendo-me subir”? 3) O espírito maligno que se incorporou na pitonisa (médium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e seus filhos morreriam (1 Samuel 28.19). A morte de Saul não ocorreu no dia seguinte, e somente três de seus filhos morreram (1 Samuel 31.2, 6; 1 Crônicas 10.2, 6). Os outros filhos, Is-Bosete (2 Samuel 4.7), Armoni e Mefibosefe (2 Samuel 21.8) não foram mortos na batalha contra os filisteus.
“Fez seus filhos passarem pelo fogo no vale do filho de Hinon, praticou feitiçaria, adivinhações e bruxaria, e consultou médiuns e adivinhos, fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira”(2 Crônicas 33.6). O trecho refere-se a Manassés, décimo-quinto rei de Judá. Por estes pecados, foi levado cativo para a Babilônia.
“Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei… porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderia eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará a mim” (Declarações do rei Davi, referindo-se à morte de sua filha, em 2 Samuel 12.15-23). “Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (Jó 7.9-10).
Na parábola do rico e Lázaro, Lucas 16.19-31, o Senhor Jesus confirma a impossibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos. Em resposta ao rico, que estava em tormentos e lhe rogava que enviasse Lázaro aos seus irmãos na Terra, Abraão foi categórico: “Têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos”. Ou seja, seus irmãos possuem os cinco livros de Moisés (o Pentateuco) e os livros dos profetas. Devem eles buscar suas verdades, ler essa Escritura para alcançarem a vida eterna. Mas o rico insistiu: “Não, pai Abraão, mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam”. O rico estava aterrorizado diante do que estava vendo e sofrendo. Não desejava a mesma coisa para o seu pior inimigo. Acreditava o rico no testemunho de Lázaro. Pensava ele que a Lázaro seria concedido sair do seu lugar para levar a boa mensagem de salvação aos vivos. Mas Abraão fechou a questão, peremptório: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos volte à vida”. Somente um morto terá condições de falar aos vivos se ressuscitar, ou seja, se o espírito voltar ao mesmo corpo, e ir pessoalmente levar o recado. Os destinos desses dois homens, do rico e de Lázaro, eram irreversíveis. Vê-se que em nenhum momento Abraão acena com a possibilidade de o sofrimento do rico ser amenizado.
O kardecismo ensina que Deus se comunica com os homens somente através dos bons espíritos. Lázaro representa um bom espírito. O bom espírito Lázaro não teve permissão de levar boas mensagens aos irmãos do rico. Ao dizer Abraão que eles tinham as leis de Moisés e a palavra dos profetas, estava afirmando que a Palavra é um meio seguro e natural para Deus falar aos homens.
Quem nos ensinou através dessa parábola foi Jesus, o mesmo Jesus sobre o qual Allan Kardec disse que “veio em missão divina de nos ensinar a justiça de Deus”. Vamos recordar o que Kardec disse: “Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista… a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus. Viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz…” (E.S.E., cap. I, item 4). Esta a moldura. Mais adiante veremos que Kardec desdenha do ensino de Jesus através de parábolas. Posicionando-se como tal, merece crédito o espiritismo? É flagrante o disparate entre a bula e o remédio. O espiritismo acredita que algumas passagens bíblicas legitimam a comunicação com os espíritos de pessoas falecidas. Vejamos:

A Transfiguração de Jesus
Não houve nesse evento comunicação entre vivos e mortos, como deduz o espiritismo (Lucas 9.28-36):

1. Não aconteceu ali nenhuma sessão espírita. Jesus, Pedro, João e Tiago não incorporam espíritos;

2. Aprouve a Deus, na sua infinita sabedoria, promover aquele evento e oferecer àqueles apóstolos a feliz oportunidade de verem com seus olhos carnais o Senhor Jesus na sua glória, a glória que sempre teve;

3. Também serviu para dar um alento a Jesus, haja vista a proximidade do seu sacrifício: “Os quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém” (Lucas 9.31);

4. Jesus não falou com Moisés e Elias na condição de homem, ou seja, em corpo humano. Antes, seu corpo foi transfigurado, transformado num corpo glorioso, celestial, espiritual. Com igual corpo estavam Moisés e Elias.

5. Pedro, João e Tiago não conversaram com Moisés e Elias. Estes falaram com Jesus.

6. Somente após a saída de Moisés e Elias referidos apóstolos falaram a Jesus (Mateus 17.3; Marcos 9.4).

7. Demorou pouco tempo a visão que os apóstolos tiveram da transfiguração de Jesus e da sua conversa com Elias e Moisés: “E Pedro e os que estavam com ele estavam ‘carregados de sono’ e quando despertaram viram a Sua glória e aqueles dois varões que estavam com Ele” (Lucas 9.32).

8. Ao que tudo indica, Deus preparou aquele momento para que os apóstolos não tivessem nenhuma dúvida da eternidade de Jesus na condição de Deus Filho ou Filho de Deus. Daí haver o apóstolo João escrito com tamanha convicção e inspirado pelo Espírito Santo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.

A proibição e a comunicação
É comum a argumentação de que se Deus proibiu a comunicação com os mortos é porque ela existia. Em Deuteronômio 18, Deus proíbe a necromancia, a consulta a espírito adivinhante, a feiticeiro e, mais claramente, a consulta aos mortos. E diz que essas práticas são abomináveis, isto é, detestáveis, repreensíveis, execráveis; e “todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor”. Em Isaías 8.19, lê-se: “Não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos”? Desde a formação do homem no Éden Deus estabeleceu o princípio da obediência. Se Deus proíbe qualquer prática ou ato que tenha por objetivo entrar em comunicação/comunhão com espíritos de pessoas mortas, devemos obedecer. Obedecer sem murmurações, sem levantarmos dúvidas quanto à validade da proibição. Deus proíbe a tentativa de comunicação, o ato de se tentar obter, através de adivinhos e necromantes, certas informações dos espíritos, ou até mesmo alívio para os males do corpo e da alma. Deus, na sua infinita sabedoria, sabe dos perigos envolvidos em tais práticas, porque conhece as artimanhas do inimigo. Se a invocação dos espíritos dos mortos fosse bom para os homens, Deus a aprovaria. Allan Kardec declarou que “Deus só se comunica com os homens através dos bons espíritos” (E.S.E. Introdução, VI). Ora, se isto fosse verdade Deus não proibiria essa comunicação. Muito pelo contrário.

SATANÁS E OS DEMÔNIOS

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


“A palavra daimon, da qual fizeram o termo demônio, não era, na antiguidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens. Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são incumbidos de lhe transmitirem as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono. Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã”(E.S.E., introdução, item VI).
“O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles” (E.S.E., cap. XII, item 6).
Num passe de mágica, Allan Kardec transformou demônios em espíritos desencarnados e maus, e diz que Deus só se comunica com os homens através dos Espíritos puros. Por que Deus tardou em revelar a existência desse veículo de comunicação, somente o fazendo no século 19? O espiritismo fechou o inferno, dispensou os demônios e seu chefe, e confia em que um dia eles possam ser salvos. Enquanto isso, usando de seu livre-arbítrio, eles ficam por aí matando e destruindo, ouvindo ou deixando de ouvir o conselho dos Bons Espíritos. E Deus sem nada poder fazer, porque impera a Lei do Carma.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás” (Palavras do Senhor Jesus, Mateus 4.10).

“E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa”? (Palavras do Senhor Jesus, Lucas 13.16).

“Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Palavras do Senhor Jesus, João 8.44).

“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Apocalipse 20.10).

“Como pode Satanás expulsar a Satanás? Se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir. Antes tem fim. (Palavras do Senhor Jesus, Marcos 4.23-26).

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5.8).

“Quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”(1 João 3.8).

Satanás, que significa adversário, é o maior inimigo de Deus e dos homens. Os demônios são seus servos. Esses espíritos malignos são mentirosos, destruidores, perversos, enganadores, malfazejos, capazes de todos os ardis; capazes, porque inteligentes, de criar sistemas danosos para a humanidade; capazes de influenciar homens para criar doutrinas contrárias à palavra de Deus; são imitadores de caligrafias e de vozes; levianos, semeadores de discórdia. São tudo o que Allan Kardec mencionou (O Evangelho Segundo o Espiritismo, caps. XXI e XXVIII; Livro dos Médiuns, pp. 272, 281, 282 e 285) e muito mais. A diferença é que o espiritismo não os classifica como demônios, mas como espíritos passíveis de recuperação.
Esses seres demoníacos são inteligentes e muito bem organizados. Antes de sua rebelião contra Deus, Satanás era um anjo de luz chamado Lúcifer. Vivia na presença de Deus. Era chamado de “aferidor de medidas”, isto é, aquele que serve de exemplo; chamado de “protetor”, dada a sua condição de ungido do Altíssimo; era “perfeito em seus caminhos” porque destacado dos demais por sua sabedoria e formosura; era a “estrela da manhã, filha da alva”, título inerente ao significado do nome Lúcifer (“o portador da luz”). Lúcifer encheu-se de arrogância, vaidade e ambição e desejou ser “semelhante a Deus”, “subir acima das estrelas e assentar-se no trono do Altíssimo. Em razão disso perdeu sua pureza e o privilégio de viver nos céus. Um número incontável de anjos participaram dessa rebelião e formaram com o seu líder o exército da maldade. (Isaías 14.12; Ezequiel 28.2, 9; 28.13-17; Mateus 4.1-11; João 8.44; 12.31; Lucas 12.31; Efésios 6.12; 1 Pedro 5.8; 2 Pedro 2.4; Judas 6; 2 Coríntios 4.4; 1 Tessalonicense 2.18; Apocalipse 12.4-10). O cristianismo ensina assim.

“Pois se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (2 Pedro 2.4).
“Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Como vimos, o cristianismo ensina uma coisa e o espiritismo, outra. Não se pode confundir galhos com bugalhos, um bife à milanesa, com um bife ali na mesa. O real significado das palavras satanás e demônio, ou a afirmação quanto a existência de seres malignos vamos encontrar nas palavras do Senhor Jesus: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mateus 4.10). O Senhor Jesus não se dirigiu a um espírito desencarnado, mau ao extremo, capaz de tentar perverter o Filho de Deus. Se o fora, Ele certamente diria: Você por aqui Manuel, querendo me levar na conversa! Pelo contrário, o Senhor Jesus sabia com quem estava falando. Ao chamá-lo pelo nome – Satanás – o Senhor Jesus identifica, nomeia, aponta, distingue, intitula, indica, mostra, esclarece, particulariza, dá nomes aos bois. Mas o espiritismo teria alguma razão para acreditar nas palavras de Jesus? Certamente. Recordemos o que Allan Kardec disse a seu respeito, na moldura:

“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo… uma perfeita moral. A autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. O seu papel não foi o de um simples legislador moralista” (E.S.E., cap. I, itens 4 e 9).
“Cristo veio ensinar aos homens a justiça de Deus” (E.S.E.,cap. VI, item 2).
“No cristianismo se encontram todas as verdades” (E.S.E., cap. VI, item 5).

Como se vê, não podemos confundir espiritismo com cristianismo. Este leva em conta o que o Senhor Jesus ensinou, Ele e seus apóstolos. O espiritismo deve levar em conta o conteúdo da doutrina espírita, sua essência, aquilo que julgam haver recebido dos espíritos, a prática da mediunidade, a comunhão com espíritos desencarnados, a lei da reencarnação, a lei do carma, etc. Os evangélicos repelem de forma enérgica essa tentativa de mistura, de enlaçamento.

A DIVINDADE DE JESUS

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


“Não obstante, parece que todo o testemunho recebido dos espíritos avançados mostra apenas que Cristo era um médium e um reformador da Judéia, e que agora é um espírito avançado na sexta esfera” (Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism).

“Cristo foi um homem bom, mas não poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez em que todos somos divinos” (Mensagem de um “espírito”, conforme registro de Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretation).

“Das suas afirmações espontâneas, deve-se concluir que ele não era Deus, ou que, se disse que era, voluntariamente e sem utilidade, fez uma afirmação falsa” (Obras Póstumas, Allan Kardec, p. 132).


A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será; Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,. Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. O Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Ninguém nunca viu a Deus, mas o Deus unigênito, que está ao lado do Pai, é quem o revelou” (João 1.1,2,3,14,18).
“Eu e o Pai somos um” (Declaração de Jesus, João 10.30). “Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu”(João 10.28). “Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente” (Romanos 9.5). “Ele é o primogênito de toda a criação”(Colossenses 1.l5).
“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).
“Ninguém subiu ao céu senão o que desceu do céu – o Filho do homem” (Palavras do Senhor Jesus, em João 3.13). Jesus, o “grande médium”, um espírito que alcançou elevado grau de perfeição, logicamente mediante muitas reencarnações, segundo o espiritismo, declarou que veio diretamente do céu. Na moldura de Kardec, Jesus é só moral e justiça. No pincel da doutrina kardecista, foi um homem capaz de produzir afirmações falsas, como vimos acima. Vejamos outras afirmações do Senhor Jesus sobre Sua divindade:

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17). “Que aconteceria então se vísseis o Filho do homem subir para onde primeiro estava?” (João 6.63). “Ainda por um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me enviou”(João 7.33). “Eu o conheço (o Pai), porque dele sou e ele me enviou” (João 7.29). “Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai”(João 16.28).
“E agora, Pai, glorifica-me em tua presença com a glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17.5). “Pois lhes dei as palavras que tu me deste, e eles as receberam. Verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que me enviaste” (João 17.8).
O próprio Jesus fala de sua eternidade quando diz que estava na glória do Pai “antes que o mundo existisse”. O espiritismo diz, com blasfêmia, que essa declaração é mentirosa, falsa, sem muita utilidade. No exórdio do discurso kadercista, Jesus é considerado o ensinador divino da mais pura moral evangélico-cristã e da justiça de Deus. Logo depois, não passa de um mentiroso que não mede suas palavras. É fácil detectarmos onde estão a falsidade e a hipocrisia!

DEUS – PERDÃO – SALVAÇÃO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


Corroborando as idéias do seu contemporâneo Charles Taze Russel (1852-19l6), fundador da seita “Testemunhas de Jeová”, Allan Kardec, ao negar a divindade de Jesus, nega, em conseqüência, a existência da Trindade, isto é, de um Deus trino, subsistente em três pessoas: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, como ensinam o cristianismo e a Bíblia Sagrada. O espiritismo nega, também, a existência de um Deus pessoal, capaz de perdoar totalmente os pecados dos que a Ele se chegam com arrependimento. Vejamos:
“Ab-rogamos a idéia de um Deus pessoal” (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed).
“Deve-se entender que existem tantos deuses quantas são as mentes que necessitam de um deus para adorar; não apenas um, dois, ou três, mas muitos” (The Banner of Light, 03.02.1866).
“Deus é, pois, a inteligência suprema, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso” (A Gênese, Allan Kardec, p. 60).
“Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte” (Depois da Morte, de León Denis, p. 114). Esta declaração não está em sintonia com o pensamento kardecista. Nas questões de números 14, 15 e 16, do Livro dos Espíritos, é dito que “as obras de Deus não são o próprio Deus”, ou seja, Deus é um ser distinto de Sua criação.

Tudo indica que o pensamento dominante, na doutrina espírita, é o que considera Deus o Criador de todas as coisas, mas não envolvido pessoalmente com o mundo. O mundo estaria sujeito e controlado pelas leis físicas, pelas leis de causa e efeito, pelas leis naturais por Ele criadas. Daí o interesse de muitos espíritas pelo estudo dessas leis. Estas leis também estariam regulando o aperfeiçoamento dos espíritos desencarnados. Vejamos o pensamento espírita sobre salvação, perdão e arrependimento.

“Indeterminada é a duração do castigo, para qualquer falta; fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno à senda do bem; a pena dura tanto quanto a obstinação do mal; seria perpétua, se perpétua fosse a obstinação; dura pouco, se pronto é o arrependimento. Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe faculta esperá-la. Mas, não basta o simples pesar do mal causado; é necessária a reparação, pelo que o culpado se vê submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito… Assim, o Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar-se a si mesmo (o realce é nosso): a lei de Deus estabelece a condição em que se lhe torna possível fazê-lo. O que mais das vezes lhe falta é a vontade, a força, a coragem” (E.S.E., cap. XXVII, item 21).

Vamos tentar decodificar o hieróglifo. O espírito que praticou o mal, em um corpo humano ou não, pode clamar a Deus por misericórdia. Deus ouve o clamor, concede misericórdia ao espírito arrependido, permitindo-lhe receber esta misericórdia quando quiser (“lhe faculta esperá-la”). Mesmo tendo recebido de Deus misericórdia, o arrependido espírito deve, para reparar sua culpa, praticar o bem ou através dos médiuns ou em vidas corpóreas, isto é, voltar à Terra em corpo humano (reencarnações). Mas tudo isso se o espírito julgar conveniente fazê-lo. Tudo depende dele. Deus não exige nada. Aqui aparece a figura do Deus pessoal, que ouve e deseja atender. Mas depois se afirma que as “leis estabelecem condições”. Meditemos: se o espírito não acreditar em Deus; não aceitar dar duro na Terra, passar fome, ser aposentado ou lavrador no sertão de Pernambuco; enfim, se o espírito mau for ateu e rebelde, então ele continuará fazendo suas maldades, infernizando a vida dos parceiros, xingando os bons espíritos e atanazando os terráqueos. E Deus ficará esperando eternamente por sua boa vontade, e pela lei do Carma. Sobre a graça de Deus, assim se expressou Allan Kardec:

…”aquele que possui a virtude a adquiriu por seus esforços, em existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas imperfeições. A graça é a força que Deus faculta ao homem de boa-vontade para se expungir do mal e praticar o bem” (E.S.E., introdução, XVII).

Cristianismo e espiritismo não falam uma mesma linguagem. Graça é graça, é favor imerecido. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23-24). Isoladamente, o sofrimento e as boas obras não justificam os homens perante Deus: “Todos nós somos como o imundo, e todos os nossos atos de justiça como trapo da imundícia…” (Isaías 64.6).
A doutrina espírita ignora a obra expiatória do Senhor Jesus; despreza, com desdém, o Seu sacrifício na cruz; nega haver remissão de pecados para os que O aceitam como Senhor e Salvador; nega a eficácia da graça e da fé ao admitir que o pecador salva-se a si mesmo. Vejamos o que escreveu Léon Denis: “A missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, ao milhares afirmam em todos os pontos do mundo”. Aqui o espiritismo é explícito em afirmar que o homem não depende de Deus. Para que os desencarnados clamam a Deus por misericórdia e, em suas preces, os espíritas lhe pedem para enviar os bons espíritos?

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


De Gênesis a Apocalipse, na Bíblia Sagrada, Deus é apresentado como um Deus pessoal, que ouve, atende, perdoa, fala, corrige, disciplina, nomeia, orienta. O espiritismo ao mesmo tempo em que diz ser Deus “infinito em suas perfeições”, declara que Deus fez os espíritos rudes e ignorantes. Ao mesmo tempo em que diz que Deus é onipotente, pode todas as coisas, não admite que Ele possa perdoar totalmente os pecados dos que se arrependem.
Deus fala: “E disse Deus: Haja luz; e houve luz (Gênesis). “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hebreus 1.1 e 2). Deus ouve, perdoa, responde: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14). Deus tem vontade própria: “Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou (Salmos 115.3). Deus tem sentimentos de misericórdia e de profundo amor: “Compassivo e piedoso é o Senhor, lento para a cólera, e abundante em amor” (Salmos 103.80).
O Deus do cristianismo é onipotente, onipresente, onisciente, imutável e eterno. É Deus trino, Deus em trindade, porque nele subsistem três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Sobre salvação, vejamos o que ensina a Bíblia:
“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
Quando o cristianismo fala em fé, fala em arrependimento; em obediência, dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo. Quando fala em graça, fala na infinita misericórdia imerecida (não por nossas obras) de Deus derramada sobre os homens. A fé salvífica – fé em Jesus Cristo – “é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação”. A fé, como colocada no versículo supra, funciona como o leito de um rio. É preciso que haja um leito (fé) para que as águas (graça) deslizem e formem o rio.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1).
“Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 8.44).
“Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.11). “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31).
“Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).

Quem morre em Cristo não fica por aí perambulando, entrando em fila para reencarnar; procurando um médium para fazer o bem, a fim de pagar seus pecados. Os de Cristo vão direto para Cristo. Vejam:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Palavras de Jesus, na cruz, ao ladrão arrependido, Lucas 23.43). Embora o ladrão tivesse muitos pecados, Jesus não acenou com a hipótese de serem necessárias várias reencarnações para que ele alcançasse a perfeição. Espíritas há argumentando que essa passagem é do seguinte modo em outras traduções: “Digo-te hoje: estarás comigo no paraíso”. Esta é uma tradução burra ou tendenciosa. Ou as duas coisas. O espiritismo se perde tanto nos remendos e interpretações que faz da palavra de Deus, para associar sua doutrina ao cristianismo, que vez por outra chega a ser hilariante. Jesus, por acaso, poderia ter dito: Digo-te ontem, ou digo-te amanhã? E mais:

“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo…” (Filipenses 1.23).
“Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.7, 9).
Quando Deus perdoa não o faz pela metade. Quando Ele salva não salva pela metade. Todo o sacrifício necessário à nossa salvação foi feito na cruz do calvário por Jesus. O povo de Deus não ficará errante no mundo espiritual, esperando a vez para ser purificado, pulando de galho em galho à procura de “mundos ditosos” onde estão os espíritos puros, como quer o espiritismo. O sacrifício do Filho de Deus foi completo, perfeito, eficaz e suficiente. O que nele crê será salvo; O que não crê já está condenado. Nele somos justificados. Portanto, o “cristianismo” que Allan Kardec apresenta não tem origem nas palavras de Jesus. Contrapondo-se à lei do Carma, à lei do “salva-se a si mesmo”, da negação do perdão, da salvação somente pela caridade, o Senhor Jesus responde: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados, levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mateus 9.6). Bem, quem falou isso foi Aquele que veio do céu “ensinar a justiça de Deus aos homens”.
Sobre a salvação só pela caridade, como ensina o espiritismo, necessário algumas explicações. Ninguém de sã consciência desaprova a caridade, o fazer o bem, o amar o próximo, o ajudar os necessitados. Agora, bom lembrar que somos salvos PARA as boas obras. Não somos salvos PELAS boas obras. O homem não pode comprar sua própria salvação, com obras. Vejamos: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie, pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10). O homem salvo, ou seja, que crê no Senhor Jesus, na Sua morte expiatória e ressurreição, e na remissão dos pecados, este, por ser nova criatura, faz boas obras. São boas obras – em pensamentos, palavras e atos – decorrentes da fé no Senhor Jesus. A fé a que o cristianismo se refere não é a fé na fé. É a fé no Senhor Jesus. “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça” (Romanos 11.6). A fé no Senhor Jesus é evidenciada por nossas obras: “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. “Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta” (Tiago 2.26). As obras distanciadas da fé, não decorrentes da fé no Senhor Jesus, não servem para a salvação. Se a caridade por si só salvasse, o homem pecador poderia alcançar os “mundos ditosos” sem depender de Deus, e de nenhuma espécie de fé. O cristianismo ensina que a fé salvífica é a fé no Senhor Jesus Cristo.


CÉU E INFERNO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


“São apenas alegorias (inferno e paraíso). Há, por toda parte, Espíritos felizes e infelizes. Contudo como já o dissemos, os espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. Mas, quando perfeitos, podem reunir-se onde queiram. Levamos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso. O céu é o espaço universal; são os planetas, as estrelas, e todos os mundos superiores, onde os Espíritos gozam de todas as suas faculdades…” (Livro dos Espíritos, questões 1012, 1016, 10l7).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“O céu é a morada de Deus e futura morada daqueles que confiaram no sacrifício de Cristo. Foi criado antes da Terra com o objetivo de manifestar a glória divina”. “O inferno é lugar de suplício, penas e açoites, criado por Deus para abrigar as almas dos iníquos, até que se instaure o Juízo Final” (Dic.Teológico, Claudionor Andrade, 1997).

“Pois esperava a cidade (o céu) que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Hebreus 11.10). A oração-modelo ensinada por Jesus começa assim: “Pai nosso que estais nos céus…” (Mateus 6.9). “Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés” (Isaías 66.1). “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.43).
Os “espíritos” que sopraram a doutrina espírita fecharam o inferno, despediram Satanás e seus demônios; aboliram o juízo final, e disseram aos desencarnados: salve-se quem quiser. No espiritismo o diabo se faz de morto. O céu, assim como o inferno, é um lugar espiritual separado do espírito, distinto do espírito. O inferno não se resume a um sentimento de culpa, ou o céu a um sentimento de paz, como ensina o espiritismo.
Allan Kardec no seu livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” declara que o Senhor Jesus veio à Terra com missão divina de ensinar a justiça de Deus; implantar e difundir a mais pura e insuperável moral evangélico-cristã. Esta declaração não é de nenhum evangélico fanático. É do doutrinador mor e fundador do espiritismo moderno. Vejamos, portanto, o que o Senhor Jesus diz sobre inferno:
“E serão lançados (os que cometem iniqüidade) na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13.42, 49, 50). “Melhor é que entres na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno” (João 18.8-b). “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno”? (Mateus 23.33).

Os espíritas poderão, se quiserem, alterar as palavras do Senhor Jesus, para excluir a possibilidade de haver inferno e juízo final, assim: Onde Ele diz vida eterna, leia-se “eternidade nos mundos ditosos”. Onde se lê condenação, entenda-se condenados a sofrerem muitas reencarnações. Fornalha de fogo… são fogos de artifício, pela alegria da chegada de novos desencarnados para o início de uma nova caminhada rumo à pluralidade dos mundos. Fogo eterno? Não é bem assim: é forno terno, brando, ameno, amoroso. Inferno? Já o vivemos na terra. Inferno é o peso das culpas. Dia do juízo será o dia em que todos os desencarnados, que ainda não expurgaram seus males, tomarão juízo e seguirão com destino à Divina Luz.

Logo, a verdade vem à tona sem que seja preciso gastar muita tinta. A doutrina espírita não combina com a doutrina cristã.
A propósito, transcrevemos a seguir um trecho do livro Porque Deus Condena o Espiritismo, de Jefferson Magno Costa, 3a Edição, 1992, p. 121, 122, em que ironiza alguns aspectos da doutrina espírita: “Analisando-se a doutrina da reencarnação, chega-se à conclusão de que o Deus em quem os espíritas crêem, poderia conversar com eles nos seguintes termos:

“Ó meus filhos, não façam coisas erradas, ouviram? Eu ficaria muito triste com isso. Não gostei do que andaram fazendo alguns irmãozinhos de vocês. Ora, meus filhos, mas não é que o Nero, aquele garoto romano muito do peralta, mandou envenenar seu irmão, andou fazendo coisas feias com sua própria mãe e depois mandou matá-la, mandou matar também sua mulher e milhares de outras pessoas: praticou atos homossexuais, mentiu, estuprou, tocou fogo em Roma e jogou a culpa do incêndio sobre os cristãos, resultando esse ato na morte de milhares deles, queimados em estacas enquanto Nero passeava em seu carro à luz das tochas humanas; lançou muitos cristãos aos cães, enrolados em peles de animais, e divertiu-se ao vê-los ser despedaçados, jogou centenas de outros diante de leões famintos, e depois de praticar inúmeras ações de menino mal comportado, matou-se, apunhalando-se.
“Vocês não concordam comigo que Nero merece uma boa punição? Mas não há de ser nada. Eu vou castigá-lo quando ele encarnar outra vez. Talvez ele volte como limpador de jaula de leão de circo. Ah! ele vai morrer de medo dos urros do leão! Assim estaremos quites! Aí vocês aproveitam pra dar uns conselhos a ele, e também a Herodes, conforme Kardec e seus “espíritos” deram a vocês.
“Muitos outros andaram fazendo certas coisinhas, como estuprar crianças, matar mulheres indefesas, jogar bebês para cima e apará-los na ponta de uma lança, mas tudo isso são coisas de meninos mal educados e ‘atrasados’, que não se comportaram direito na reencarnação. Aliás, aproveito nossa conversa para confessar que estou com um probleminha aqui. Talvez vocês, como espíritas inteligentes que são, possam ajudar-me a resolvê-lo. Estou aqui com uma turma de garotos que merecem um bom puxão de orelhas, umas palmadas e uns bons conselhos. Trata-se de Hitler e sua turma de meninos rebeldes: Eichman, Himmler, Hydrich e outros. Andaram assassinando aí uns 6.000.000 de judeus, e praticando certas coisas que nem é bom serem mencionadas aqui.
“O que é que eu faço com eles? Estive pensando em reencarná-los e torná-los lavadores de pratos, jardineiros ou faxineiros de restaurantes judeus. Aí eles ajustariam contas comigo! Ah! como eu ia gostar de ver Hitler, Joseph Mengele e toda aquela turma pagar-me, com uma vassoura ou um cortador de gramas na mão, as traquinagens que fizeram na Segunda Guerra Mundial!”
Continuando, diz o referido autor: “Considerando-se a permissividade e o inadmissível e absurdo sistema de justiça que o espiritismo prega aos que se interessam por suas doutrinas, certamente esse é o “Deus” do espiritismo, um “Deus” bonachão, só misericórdia e pequenos castigos, e incapaz de agir com justiça diante das ações da humanidade”.

O ESPÍRITO SANTO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


“Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito… O
Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei: ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas… O Espiritismo vem trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra… Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra” (E.S.E., cap. VI, itens 3 e 4).
Em resumo, Kardec diz que o Espírito Santo prometido é o espiritismo que, através de seus “espíritos”, estará sempre conosco, nos consolando e nos levando ao conhecimento da verdade.

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


Allan Kardec foi infeliz na interpretação acima. O Consolador prometido não pode ser uma religião ou um conjunto de práticas ocultistas. Não pode ser e não é uma instituição, uma seita orientada por entidades espirituais. O Consolador não são os espíritos. O Consolador é o Espírito da Verdade, e não o Espírito de Verdade, como quer o kardecismo. Se os bons espíritos ou espíritos puros representassem o Consolador, o Senhor Jesus certamente diria: enviarei os consoladores, aqueles que estarão sempre convosco, ensinando todas as coisas através de canalizadores que receberão o dom do Pai.
“E rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16). A palavra “outro”, traduzida do grego allon, significa “outro da mesma espécie”; e “consolador”, do grego parakletos, tem o sentido de “alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar”. Se o consolador é o espiritismo, os cristãos do mundo inteiro ainda não receberam essa promessa. Para recebê-la seria necessário aderirem ao espiritismo e receberem os “passes” mediúnicos. Pelo menos, quanto a mim, o espiritismo não está ao meu lado para me ajudar em nada. O Senhor Jesus afirmou que quando Ele fosse, o Consolador viria (João 16.7). Teria Jesus atrasado o cumprimento de sua promessa por dezenove séculos, considerando-se a época do surgimento do espiritismo como o conhecemos hoje? O Consolador é o Espírito Santo, uma pessoa da Trindade:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar der tudo quanto vos tenho dito (João 14.26). O artigo definido “o” define (desculpe-me pelo óbvio). Logo, o Senhor Jesus, nessa passagem, diz que Espírito Santo e Consolador são a mesma Pessoa. O Senhor Jesus define, nomeia, estabelece, distingue, identifica. Nada nos leva a deduzir que o Consolador seja uma doutrina, um conjunto de doutrinas, uma religião, um espírito ou vários espíritos desencarnados, bons ou maus.

O Consolador é o Espírito de Deus (Mateus 3.16); o Espírito da Verdade (João 14.17); o Espírito da Profecia (Apocalipse 19.10); Espírito de Vida (Romanos 8.32); Espírito de Santidade (Romanos 1.4); Espírito de Sabedoria, de Conselho, de Inteligência, de Poder (Isaías 11.2); Espírito do Senhor (Isaías 61.1); Espírito do Filho (Gálatas 4.6); Espírito Eterno (Hebreus 9.14); Espírito de Juízo (Isaías 4.4); Espírito de Graça (Zacarias 12.10). Seus atributos são os mesmos da Divindade: eternidade (Hebreus 9.14); onipresença (Salmos 139.7-10); onipotência (Lucas 1.35); onisciência (1 Coríntios 2.10). Vê-se claramente que o Espírito Santo é uma PESSOA – a terceira – da Trindade.
“Naqueles dias veio Jesus de Nazaré, na Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. Logo que saiu da água viu os céus abertos, e o Espírito que, como pomba, descia sobre ele. Então ouviu-se esta voz dos céus: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo” (Marcos 1.9-11). Aí temos Jesus (o Deus Filho;); o Espírito (o Deus Espírito Santo). e a voz dos céus (o Deus Pai). O cristianismo ensina que o Espírito Santo guia, reprova, pensa, fala, intercede, determina, capacita, vivifica, convence do pecado, nomeia e comissiona ministros, e habita com os santos. Logo, o Espírito Santo não é espiritismo, nem o espiritismo é o nosso Consolador.
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós” (1 Coríntios 3.16). O espiritismo ou os espíritos não habitam nos homens. Os “espíritos” possuem os corpos daqueles que a eles se entregam, se consagram e lhes obedecem. O Espírito da Verdade não incorpora em corpos. Os “espíritos” de verdade do espiritismo, estes sim, possuem os corpos de suas montarias; comandam a mente dos médiuns, tornando-os inconscientes, quando em transe. Os crentes não ficam possessos do Consolador. A possessão é a posse de um corpo humano por uma entidade maligna.
Ademais, a Bíblia nos ensina que Jesus Cristo foi concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1.35), foi ungido pelo Espírito Santo (Atos 10.38), guiado pelo Espírito Santo (Mateus 4.1), foi cheio do Espírito Santo (Lucas 4.1). Não se fala aqui em bons espíritos, espíritos puros ou espiritismo. Allan Kardec falou de algo que ele desconhecia. Os espiritistas não podem argüir a insuficiência da Bíblia para a elucidação do caso, dizendo que nela não acreditam, porque Allan Kardec usou-a para admitir que o Consolador prometido é o espiritismo. Também usou a Escritura em tantos outros casos, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, sempre dando interpretação particular aos textos bíblicos. Logo, para rebater suas idéias discordantes e destoantes a única arma é a verdade da Palavra de Deus. Lembremo-nos do que foi dito: “o espiritismo não rodopia junto à Bíblia”; “seus princípios não se assentam nos das Escrituras”. Allan Kardec declarou alto e bom som que “o cristianismo contém todas as verdades” (?!).

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

A PALAVRA DO ESPIRITISMO:


A espinha dorsal do kardecismo é a crença na reencarnação, isto é, na possibilidade de as almas, preexistentes, voltarem à vida corpórea para purificação, quantas vezes seja necessário. Preexistência da alma e pluralidade das existências são termos chaves no ensino reencarnacionista. Ressurreição é o retorno, à vida, de um corpo morto, com a mesma alma.

“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome ressurreição… Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Não há, pois duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo” (O Evangelho Segundo Espiritismo, cap. IV, itens 4 e 16). Note-se que Allan Kardec declara ser cientificamente impossível a ressurreição, mas aprova a de Lázaro.
“Com efeito, demonstra a Ciência a impossibilidade da ressurreição conforme o dogma vulgar. Se os despojos do corpo humano ficassem homogêneos, mesmo que dispersos e reduzidos a pó, ainda poderia compreender-se sua reunião num dado momento… Sendo a matéria em quantidade definida e, por outro lado, sendo as suas transformações indefinidas, como é que cada um dos corpos poderia ser reconstruído com os mesmos elementos? Eis aí uma impossibilidade material. Racionalmente é, pois, inadmissível a ressurreição da carne, a não ser como uma figura, simbolizando o fenômeno da reencarnação, e, assim, nada que choque a razão, nada em contradição com os dados da ciência” (Livro dos Espíritos, questão 1011).

A PALAVRA DO CRISTIANISMO:


“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo…” (Hebreus 9.27). O homem não precisa morrer várias vezes para alcançar a suprema glória de morar no céu e estar com Cristo. A doutrina da reencarnação nega o poder de Deus de perdoar totalmente nossos pecados, e despreza o sacrifício de Jesus na cruz. Ora, perdão é perdão. Havendo sincero arrependimento e desejo de não mais pecar, o perdão de Deus será incondicional. Prova inequívoca disto é a afirmação de Jesus que disse o seguinte ao ladrão arrependido, crucificado ao seu lado: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Com esta afirmação Jesus confirmou que os salvos – arrependidos, perdoados e crentes em Jesus -, após a morte, seguirão imediatamente para o céu ou paraíso. Aquele ladrão, segundo a doutrina da reencarnação, teria que passar por uma ou várias vidas corpóreas, ou seja, sua alma voltaria à vida humana para expurgar toda nódoa do mal.
Paulo, “servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”, declarou em Filipenses 1.23: “…tenho desejo de partir e estar com Cristo…”. Paulo tinha a certeza de que não ficaria vagando no espaço à espera de uma oportunidade para voltar à vida corpórea.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(João 3.16). “Perecer” aí significa morte eterna, que significa eterna separação de Deus. “Vida eterna” não é uma existência espiritual cheia de pesar, de sentimentos de culpa, de dores, de necessidade de retornar à Terra por uma, duas ou mais vezes para expiação. Para o kardecismo, vida eterna significa a eternidade espiritual. Então Jesus teria dito uma bobagem, porque crendo ou não crendo todos nós iremos viver nessa eternidade. E Jesus arremata: “Quem nele crê (no Filho de Deus) não é condenado, mas quem não crê já está condenado” (João 3.18); “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora”(João 15.6). Jesus definiu claramente, em termos objetivos, a essência do plano de salvação de Deus para a Humanidade, e quais as condições estabelecidas. Quem acredita que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne; quem crê na Sua morte substitutiva; na Sua morte e ressurreição; na remissão de pecados que há no Seu sangue; quem O aceita como Senhor e Salvador pessoal, não é condenado. Não será condenado a voltar várias vezes à Terra para cumprir pena. Não será condenado a trabalhos forçados. Lembremo-nos de que depois da morte vem o juízo (Hebreus 9.27).

“Se permanecerdes no meu ensino, verdadeiramente sereis meus discípulos. “Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.31, 32, 36). Ora, o espírito que necessita voltar em carne para sofrer, não está verdadeiramente livre. Não se livrou de suas culpas, de seus pecados, do peso de suas transgressões. Carrega-os consigo. E quem poderá livrá-lo de uma vez por todas desse peso? Jesus.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8). “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.23-24).

Ressurreição e Milagres


“A ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível…” (E.S.E., Allan Kardec, cap. IV, item 4). Dito isto, o espiritismo não acredita na ressurreição de Jesus.

A Bíblia registra duas formas de ressurreição:

1) ressurreição do corpo que estava morto, ou restauração da vida, mas que voltará a morrer. São sete os casos:

a. O filho da viúva de Serepta (1 Reis 17.19-22);

b. O filho da sunamita (2 Reis 4.32-35);

c. O defunto na cova de Eliseu (2 Reis 13.21);

d. A filha de Jairo (Marcos 5.21-23, 35-43);

e. O filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-17);

f. Lázaro (João 11.1-46);

g. Dorcas (Atos 9.36-43).

2) ressurreição plena, real, para não mais morrer. Exemplo único: a ressurreição de Jesus (Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1.12; João 20.1-10; 1 Coríntios 15.4, 20-23). Haverá, ainda, uma ressurreição coletiva: a dos justos, na segunda vinda de Jesus (1 Tessalonicenses 4.16-17); e a dos ímpios, para condenação (Apocalipse 20.5). A Bíblia registra, ainda, uma ressurreição coletiva ocorrida logo após a morte de Jesus (Mateus 27.52). Sobre a ressurreição de Jesus, Paulo assim se expressou:
“Pois primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos Doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos, e por último de todos apareceu também a mim, como a um abortivo” (1 Coríntios 15.3-8). Da mesma forma como Jesus ressuscitou num corpo celestial e glorioso, os que dormem em Cristo ressuscitarão quando do Seu retorno à Terra, e os que estiverem vivos nessa ocasião serão arrebatados: “Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4.16-17).
Jesus foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos (Atos 26.23). “Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15.20). “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos… os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós [os que estiverem vivos por ocasião da vinda de Jesus] seremos transformados” (1 Coríntios 15.51).
Como não é possível explicar cientificamente ou racionalmente o milagre da ressurreição, o espiritismo tropeça e não ensina com segurança. Vejam o que Allan Kardec diz na conclusão do Livro dos Espíritos, item II: “Que são os milagres? Não são fatos maravilhosos e sobrenaturais por excelência, uma vez que, conforme o sentido litúrgico, são derrogações das leis da natureza? Não cabe ao Espiritismo examinar se há ou não há milagres; isto é, se, em certos casos, pode Deus derrogar as leis eternas, que regem o universo. A tal respeito ele (o Espiritismo) deixa inteira liberdade de crença”. Ó céus! Se Allan Kardec afirma que o Espiritismo é a Terceira e última Revelação de Deus; que Deus só se comunica com os homens através dos Bons Espíritos; que o Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus para ensinar aos homens todas as coisas; que o Espiritismo veio dar luz às coisas obscuras, esclarecer o que foi dito através de alegorias, etc. , como é que o Espiritismo não possui os meios necessários para explicar a ocorrência de milagres?
Entretanto, no capítulo XIX, item 12, do E.S.E., Kardec expõe com maior nitidez seu pensamento sobre milagres: “Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis? O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres… prodígios que não passam de um desenvolvimento das faculdades humanas”.
Em suma, o espiritismo de Kardec nega a operação de milagres mediante manifestação sobrenatural do poder de Deus. Seriam efeitos naturais, produto das leis naturais. Diz que quem cura é o Magnetismo, que atua através de nossa fé, e que qualquer um pode operar milagres desde que desenvolva suas faculdades humanas. Como teria funcionado o Magnetismo na ressurreição de Lázaro, há quatro dias sepultado? E a de Jesus, ressuscitado depois de três dias? No caso de Lázaro, poder-se-ia alegar que o Magnetismo operou através da fé de Jesus. No caso de Jesus o Magnetismo teria funcionado sozinho?! Então, para o espiritismo, Jesus foi um grande magnetizador, pois deu vista aos cegos, levantou paralíticos, curou surdos, mudos, leprosos e outros enfermos, aos milhares.
A ressurreição de Jesus foi o evento mais importante e extraordinário de toda a história da humanidade. Nesse milagre, como nos demais, Deus simplesmente ignorou as leis da natureza; passou por cima de todas elas, porque Ele é superior à Ciência. Deus está acima das leis por Ele criadas. As leis existem, mas Deus pode a qualquer momento mudar-lhes o curso para a satisfação de seus desígnios. O próprio Jesus predisse sua ressurreição:
“Vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. No terceiro dia ele ressurgirá” (Mateus 20.18-19). “Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia”(Mateus 26.32).
O corpo de Lázaro já cheirava mal, pois estava sepultado já havia quatro dias. Os elementos físicos estavam em fase de decomposição, mas Jesus bradou para que todos ouvissem: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.25-26). E apenas disse: “Lázaro, vem para fora!”. E o morto saiu, tendo as mãos e os pés enfaixados, e o rosto envolto num lenço.
O próprio Deus responde aos incrédulos: “Operando eu, quem impedirá?” (Isaías 43.13). Deus não está sujeito à Física, à Ciência, às leis da natureza. Ele é soberano, Todo-Poderoso. Se Ele pode dar vida a um corpo que morreu há quatro dias, também pode ressuscitar corpos que dormem há mil anos. Ou alguém há que acredite num Deus limitado? O que é mais fácil: dar vida a um corpo morto há 500 anos, ou criar o universo com milhões de galáxias, com bilhões de estrelas? Olhemos só para o nosso Sistema Solar: sol, lua, estrelas, marés alta e baixa; noite e dia; verão, primavera, outono, inverno, tudo funcionando mais perfeito do que qualquer relógio suíço. Pois bem, todos ressuscitarão. Uns, para a vida eterna com Cristo. Outros, para a morte eterna. Não há explicações científicas para as diversas manifestações do poder de Deus. Como explicar as pragas no Egito, para permitir a saída do povo de Deus? A abertura do Mar Vermelho? O livramento dos três companheiros de Daniel, jogados numa fornalha? A ressurreição de Lázaro? A ressurreição de Jesus? As demais ressurreições? Centenas de outras manifestações sobrenaturais, como explicar de forma racional? Na verdade, o ensino do espiritismo no particular é igual ao do movimento Nova Era: você é Deus; você pode salvar-se a si mesmo; você pode operar prodígios com sua mente.

Reencarnação – Aspectos particulares


“A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo”(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. IV, item 4). Reencarnar é, literalmente, encarnar de novo. Segundo o kardecismo, as almas já existem no espaço entre o céu e a terra; Deus as teria produzido em grande quantidade. Há um estoque de almas “simples e ignorantes” esperando a vez de encarnarem. Daí o termo “preexistência das almas”.
A volta da alma a um corpo humano para sofrer e, com isso, livrar-se das faltas cometidas em vidas passadas, seria uma injustiça. Deus seria injusto se castigasse um ser humano por faltas cometidas por outro em outra(s) existência(s); e, além disso, sem o punido ter consciência do mal praticado. Se assim fosse, evitaríamos até de mitigar o sofrimento de uma pessoa para não interromper ou retardar o processo de seu aperfeiçoamento. O ensino reencarnacionista desqualifica o sacrifício de Jesus, que morreu em nosso lugar para que, nele crendo, tivéssemos salvação.

João Batista e Elias


O kardecismo afirma que João Batista era a reencarnação de Elias, e baseia-se na seguinte declaração de Jesus: “E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem, então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem. Então, entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista (Mateus 17.10-13). Em outra oportunidade Jesus falou: “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir” (Mateus 11.14). Este é o prato predileto dos que defendem a reencarnação. O incongruente é que o Evangelho é verdadeiro nos casos em que há possibilidade de confirmar a doutrina espírita. Caso não confirme, é mentiroso. Ou seja: em alguns casos Jesus fala a verdade; noutros, é um mentiroso, ou fala falsamente, ou leva a coisa na brincadeira. Refutamos a idéia de que João Batista era Elias reencarnado, pelos seguintes motivos:

1. A Bíblia interpreta-se a si mesma. Será que João Batista, um homem de Deus, escolhido por Deus mesmo antes de nascer, não teria conhecimento de que no seu corpo estava o espírito de Elias? Se a crença da reencarnação fosse assim tão difundida e aceita; se Jesus fosse um médium, como diz o espiritismo; se vivessem os apóstolos nesse clima de experiências espirituais, é claro que algum espírito já teria revelado tal coisa a João Batista ou ele teria feito uma regressão. Exemplo disso é o do francês Léon Hippolyte Rivail que sabia ser ele a reencarnação dum poeta celta com o nome Allan Kardec. Mas, quando perguntaram a João Batista se ele era Elias reencarnado ou não, a resposta foi: “Não sou” (João 1.21).

2. O profeta Elias não passou pela morte física. Seu corpo foi transformado num corpo glorioso, celestial e arrebatado, levado para o céu: “Indo eles andando e falando, de repente um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho” (2 Reis 2.11). A reencarnação, segundo o kardecismo, tem por objetivo livrar as almas do peso das culpas, pelo sofrimento, e proporcionar melhor purificação. Não teria nenhum sentido o retorno daquele profeta para sofrer como sofreu João Batista, e ainda ser decapitado. Elias foi arrebatado vivo, e o espiritismo não admite a possibilidade de pessoas vivas reencarnarem. Seria insensatez admitir a existência do corpo de Elias no corpo de João Batista.

3. Os judeus julgavam que João Batista fosse Elias ressuscitado, e não reencarnado. (Lucas 9.7,8 ). Em certa ocasião admitiram acreditar que Cristo era a ressurreição de Elias (Lucas 9.7, 9).

4. Em Malaquias 4.5 lê-se que o profeta Elias ressurgirá para cumprimento de um ministério especial “antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”. Tal acontecimento escatológico diz respeito à plenitude dos tempos, certamente na Grande Tribulação ou pouco antes. Ora, o tempo de João Batista e de Cristo de maneira nenhuma pode ser assim considerado.

5. A profecia que Zacarias ouviu acerca de seu filho João Batista revelou que “Ele irá adiante dele [de Jesus] no espírito e poder de Elias” (Lucas 17). Quando Jesus falou “eis aí o Elias tão esperado”, referindo-se a João Batista, estava, em suma, dizendo que Elias não ressuscitara como todos esperavam, mas que João Batista iria desempenhar o papel de precursor do Messias, com a mesma coragem e espírito de Elias. Expressão análoga vamos encontrar em 1 Reis 2.15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Eliseu, momentos antes de Elias ser arrebatado, disse-lhe: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (2 Reis 2.9). Isto não significaria que o espírito de Elias iria encarnar em Eliseu. Na verdade, este pedira a Deus que lhe permitisse ser um digno sucessor de Elias, em todos os aspectos.

6. Por ocasião da transfiguração de Jesus no monte, quando apareceram Moisés e Elias, João Baptista já havia morrido, pois fora decapitado por ordem de Herodes. Quem deveria aparecer ali seria João Baptista, e não Elias. Segundo a doutrina reencarnacionista, apareceria a reencarnação mais recente. Na questão 150 do Livro dos Espíritos lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última encarnação”

Nascer de novo


O espiritismo admite que as expressões “nascer de novo” e “nascer da água e do Espírito”, ditas por Jesus a Nicodemos (João 3.1-21), confirmam a doutrina da reencarnação. Não é verdade. “Nascer do Espírito” é semelhante a “nascer de Deus”, ser nova criatura. Exemplo: “Todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber: aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.12-13), e “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5.17). Portanto, nascer de novo nada tem a ver com a volta de um espírito desencarnado a um corpo.

Jó 1.21
“Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá”.

A palavra ventre tem o significado, também, de “interior da terra”. Analisemos: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Este versículo também é usado pelos espíritas para afirmar que a doutrina da reencarnação é bíblica, ou seja, “nu voltarei” significaria que Jó, após sua morte, voltaria à vida corpórea. Essa interpretação não é verdadeira. Se ele reencarnasse iria para o ventre de outra mãe. O sentido correto é que Jó não trouxe nada quando veio ao mundo, e voltaria sem levar nada. Vejamos: Em Gênesis 3.19 lemos: “…porquanto és pó e em pó te tornarás”. Paulo escreveu: “Porque nada temos trazido para o mundo nem coisa alguma podemos levar dele” (1 Timóteo 6.7). “Como saiu do ventre da sua mãe, assim nu voltará, indo como veio. Nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão” (Eclesiastes 5.15) …”quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará” (Salmo 49.17). Então, Jó voltaria nu ao interior da terra, da mesma forma como saiu, nu, do ventre da sua mãe. Portanto, nada há nessas passagens que possa justificar ou legitimar o ensino da preexistência das almas ou da reencarnação.

Salmo 126.5-6
“Os que semeiam com lágrimas, segarão com cânticos de alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará com cânticos de alegria, trazendo consigo os seus molhos”.

A mensagem do referido Salmo está longe de significar qualquer coisa relacionada com reencarnação. A sua abordagem não é espiritual; é material. O Salmo é uma manifestação de alegria pelo fim do cativeiro babilônico, e retorno à terra natal. Mas a alegria é mesclada de tristeza e de lágrimas por ver a terra desolada, a atividade rural quase sem perspectiva. No verso 4 a oração de confiança no Senhor: “Restaura a nossa sorte, ó Senhor, como as correntes do Neguebe [ou as correntes do sul]”, isto é, os riachos temporários da região árida do sul da Judéia, conhecida como Neguebe. Aquela gente estava disposta a recomeçar a atividade rural. Com tristeza ou não, o povo de Deus estava disposto a semear para mais tarde colher com alegria os frutos.
Se o entendimento se relacionar com a semeadura de boas obras, também não encontramos qualquer relação com reencarnação das almas. Vejamos:
Em Gálatas 6.8 lê-se: “O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. Em Mateus 13.37-43, Jesus diz: “O que semeia a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do reino. O joio são os filhos do maligno, e o inimigo que o semeou é o diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa pecado, e todos os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o Sol, no reino de seu Pai”. Gálatas 6.9: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos”. 2 Coríntios 5.10: “Pois todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito [semeado] por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

O espiritismo acredita que haverá várias semeaduras e várias colheitas. A alma, através do corpo, plantaria na primeira, na segunda e em outras tantas encarnações, e a cada uma delas colheria os frutos do que semeou. Assim continuaria até alcançar o estado de espírito puro. Essa doutrina é antibíblica. Se semearmos na carne, isto é, se trabalharmos apenas para satisfazer as paixões do corpo, sofreremos na própria vida os danos dessa decisão: prostituição, impureza, idolatria, feitiçarias, orgias, bebedices, invejas, etc. Mas se semearmos no Espírito, isto é, andarmos guiados pelo Espírito Santo, a Ele submisso, colheremos o que a Bíblia chama de “fruto do Espírito”: amor, paz, bondade, mansidão, domínio próprio. (Gálatas 5.16-24). Portanto, o que semeia no Espírito ganhará a vida eterna. A Bíblia fala da grande colheita, no final dos tempos, na volta de Jesus, quando a igreja será arrebatada e os mortos, salvos, ressuscitarão. Jesus disse que a ceifa é o fim do mundo (Mateus 13.37-43). Todos comparecerão diante do Justo Juiz para colherem conforme o que semearam.

Ezequiel 37.1
“…me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos… profetizei como ele me ordenara, então o espírito entrou neles e viveram. Então ele me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel”.

Nenhuma conotação de reencarnação da alma. De acordo com os propósitos de Deus, Ezequiel foi arrebatado em espírito e teve uma visão: ele viu um vale de ossos secos; e depois de profetizar sobre eles, ouviu do Senhor a promessa de dar vida a esses ossos. O próprio Senhor, no verso 11, esclarece o significado real da visão: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel”.
“Os ossos representam “toda a casa de Israel”, isto é, tanto Israel como Judá, no exílio, cuja esperança pereceu na dispersão entre pagãos. Deus mandou Ezequiel profetizar para os ossos. Os ossos então reviveram em duas etapas: (1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv.7,8), e (2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv.9,10). Esta visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de Deus e o restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias críticas de então (vv. 11-14). Essa restauração teve início no tempo de Ciro (Esdras 1), mas só terá pleno cumprimento quando Deus congregar os israelitas na sua terra, nos tempos do fim, numa ocasião de grande despertamenrto espiritual. Muitos judeus crerão em Jesus Cristo e o aceitarão como seu Messias antes de Ele voltar para estabelecer o seu Reino”.

João 9.1-5
“Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais, mas isto aconteceu para que se manifestem nele as obras de Deus. Devemos fazer as obras daquele que me enviou enquanto é dia. A noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.

Espíritas há que vêem nesses versículos conotação reencarnacionista, talvez não explícita, pelo menos velada. Nenhuma coisa nem outra. Pelo contrário. Jesus afirma que as nossas boas obras devem ser feitas enquanto temos vida (“enquanto é dia”), porque depois da morte (“a noite vem”) ninguém pode trabalhar. E não haverá outra oportunidade. Os judeus estavam errados em acreditar que toda enfermidade era resultado de um pecado cometido pelo enfermo ou por seus ascendentes. Esta enfermidade, como a de Jó, foi permitida, dentro dos propósito divino, para manifestação do poder, do amor e da glória de Deus. Mas há doenças que têm como causa direta o pecado. A AIDS é um exemplo. A maioria dos aidéticos cometeu o pecado do adultério, do sexo fora do casamento ou do homossexualismo: “E, semelhantemente, também, os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Romanos 1.27). Tal assertiva foi confirmada por Jesus, quando disse a um inválido por ele curado: “Olha, agora estás curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (João 5.14). Veja-se: aquela enfermidade de oito anos foi decorrente de pecados cometidos pelo próprio enfermo, e não por existências anteriores. Não podemos pagar pelos erros dos outros. Todavia, os filhos, por má influência, podem continuar cometendo os mesmos pecados dos pais, por várias gerações, como veremos a seguir.

Êxodo 20.5
“…visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

O espiritismo vê nessa mensagem uma alusão à pluralidade de existências, em que os pecadores de uma geração pagariam pelos descaminhos de gerações anteriores. Como texto fala “dos pais nos filhos”, teriam os espíritas de admitir que os filhos seriam necessariamente reencarnações dos pais, o que é contrário ao ensino kardecista. Ora, em Êxodo 34.6-7, Deus se revela “tardio em iras e grande em beneficência”; que “perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado”; “que ao culpado não tem por inocente”. E, é lógico, ao inocente não tem por culpado. Deus castigará “aqueles que me odeiam”, como está no texto. Ademais, a geração posterior será culpada e castigada se continuar no pecado; se os filhos, por mau exemplo familiar, seguirem os passos dos pais, adotando seus hábitos e procedimentos pecaminosos, sofrerão as conseqüências. Ainda hoje se vê não uma família apenas, mas nações inteiras na prática da idolatria e do ocultismo. Não porque estejam pagando pelos erros dos outros, mas porque seguiram a mesma tradição, os mesmos hábitos e costumes dos antepassados. Por isso, o Evangelho da salvação do nosso Senhor Jesus Cristo deve ser pregado a toda criatura. Deus oferece a fórmula para uma reconciliação: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”(2 Crônicas 7.14). O filho não carregará a culpa do pai, salvo se seguir-lhe o mesmo caminho pecaminoso.

Ezequiel 18.1
“A alma que pecar, essa morrerá. Sendo um homem justo, e fazendo juízo e justiça… o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Deus. Se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue… não viverá [o filho] porque fez todas estas abominações. Mas se gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes… o tal não morrerá pela maldade de seu pai; certamente viverá. Seu pai, porque praticou extorsão, roubou os bens do próximo e fez o que não era bom… morrerá pela sua própria maldade. Por que não levará o filho a maldade do pai? Porque o filho fez juízo e justiça, guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá. O filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá. De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele. Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva? Eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos. Arrependei-vos e vivei”. (v. Jeremias 31.30).
A Palavra acima é o corolário de tudo quanto foi dito antes, neste trabalho, sobre arrependimento, perdão, julgamento, salvação e morte eterna. “Certamente morrerá/viverá” significa viver a alma eternamente separada de Deus, ou eternamente com Deus. E esse julgamento será na plenitude dos tempos. Não sei onde os espiritistas encontraram nesses versículos algo que possa confirmar a transferência de culpas de pai para filho ou de qualquer pessoa para outra. Aquele que pecar, pagará pelos seus pecados. Não existe maldição hereditária. A salvação é pessoal. O julgamento é individual. Os versículos sob análise dão maior clareza ao que está em Êxodo 20.5 (“visito a maldade dos pais nos filhos”),já comentado, e enfatizam que cada um presta conta de seus próprios pecados. Outras passagens confirmam o que acabamos de ler. Vejamos:

Deus perdoa totalmente: “Ainda que vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve” (Isaías 1.18); “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”(Isaías 43.25); “Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados”(Jeremias 31.34); “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados…” (Atos 3.19). A prestação de contas é individual, e haverá o Dia do Juízo: “…todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De modo que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14.11-12); “Cada um morrerá pela sua iniqüidade…”(Jeremias 31.30); “De toda palavra frívola que os homens proferirem hão de dar contas no dia do juízo”(Mateus 12.36); “Mas hão de dar conta àquele que está preparado para julgar os vivos e os mortos” (1 Pedro 4.5).

MUNDOS HABITADOS

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Palavras de Jesus, Mateus 14.2-3). Allan Kardec assim interpretou esta mensagem: “A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço”, habitados pelos espíritos. Refutamos tal interpretação:

1) A casa de Deus é o céu, e para lá iria Jesus. Ao ladrão crucificado ao seu lado, Jesus prometeu: “Hoje estarás comigo no paraíso”. “Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés… não fez a minha mão todas estas coisas, e assim vieram a existir?” (Isaías 66.1-2). Aquele ladrão não iria vagar por muitas encarnações e planetas outros até morar num “mundo ditoso”, como quer o espiritismo.

2) Jesus promete voltar para levar os seus para junto de si: os vivos serão arrebatados, e os mortos, ressuscitarão (1 Tessalonicenses 4.16-17). Com isso, a doutrina da reencarnação perde seu sentido: na Sua volta, como ficariam os desencarnados que não cumpriram as etapas para purificação? É evidente que Allan Kardec ignorou a segunda parte do versículo em que Jesus promete voltar para ressuscitar os que dormem. Não estaremos espalhados por vários mundos, mas reunidos, numa só família, com Cristo. A ressurreição dos mortos anunciada na passagem acima está de acordo com Hebreus 9.27: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo”. Só morremos uma única vez.

PREEXISTÊNCIA DAS ALMAS

O espiritismo ensina que as almas, criadas por Deus, já existem em estado “simples e ignorantes”. Aos poucos vão sendo encaminhadas à Terra para viverem num corpo humano: “O mundo espírita preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos estão por toda parte; povoam o espaço infinito. Estão continuamente ao vosso lado, observando e agindo, malgrado vosso, porque são uma das forças da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a realização de seus desígnios providenciais” (Livro dos Espíritos, questões 85 e 87). A mim me parece que o espiritismo confunde anjos com espíritos humanos. Em certo debate, um espírita apresentou uma série de passagens bíblicas, como a seguir, para justificar a preexistência da alma. Refutamos do seguinte modo:

Malaquias 3.1
“Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem desejais; eis que vem, diz o senhor dos exércitos”.

A palavra “ANJO” (hebraico malak; grego angelos) significa mensageiro. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação”? No versículo sob comento, o anjo que seria enviado – “envio o meu anjo” – seria João Batista, ou seja, o mensageiro João Batista, que viria preparar o caminho de Jesus, o qual assim se referiu: “João é aquele de quem está escrito: adiante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o caminho” (Mateus 11.10; Marcos 1.2; Lucas 1.76). O “anjo do concerto” é Jesus, conforme Malaquias 3.5.
Não vejo nessa passagem qualquer vestígio de que a alma de João Batista estivesse previamente preparada, guardada no almoxarifado de Deus; salvo se se queira entender, forçando uma interpretação, que o anjo encarnou em João Batista. Ora, os anjos têm funções específicas. Não se transformam em almas, para, a partir daí, necessitarem de sucessivas reencarnações. Os anjos – não estamos falando dos “anjos caídos” – são seres inteligentes, superiores aos seres humanos (Hebreus 2.6,7); habitam no céu (Marcos 13.32); lutam contra as forças demoníacas (Apocalipse 12.7-9); protegem os santos (Salmos 34.7; 91.11); acompanharão a Cristo quando ele voltar (Mateus 24.30-31); trazem respostas às orações (Atos 10.4), etc. Os anjos são seres espirituais distintos dos espíritos humanos. Portanto, muito longe estão de serem semelhantes às almas “simples e ignorantes” de Allan Kardec. A única encarnação de um Espírito preexistente foi a de Jesus – porque eterno -, para que o plano de salvação dos homens nEle se cumprisse. Mas esta é outra história.

Jeremias 1.5
“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.

Deus não está limitado ao tempo. Deus, onisciente, tem o conhecimento de todas as coisas, do ontem ao amanhã, do início do mundo à plenitude dos tempos. O próprio Deus assim se revelou: “Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Isaías 46.9-10). É por isso que há profecias que falam de um fato futuro como se já tivesse passado. Vejamos: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro”(Isaías 53.3-7, 700 a.C.) “Deram-me fel por alimento, e na minha sede me deram a beber vinagre”(Salmos 69.21. séculos X a V a.C. ). Logo, antes que Jeremias nascesse Deus já o conhecia; antes mesmo de sua formação, de sua concepção. Antes que o espermatozóide atingisse o óvulo, para dar início a um novo ser humano, Deus já o chamava pelo nome e preparara para ele um ministério profético. Expressões equivalentes foram ditas por Paulo: “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça…”(Gálatas 1.15), e por Davi: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe…”(Salmo 139.16).

Isaías 49.1, 2, 5
“Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe! O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe, fez menção do meu nome. E fez a minha boca como uma espada aguda… E, agora, diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para seu servo”.

Diz o espiritismo que a mensagem acima dar legitimidade ao ensino da preexistência das almas. A profecia está se referindo ao Servo do Senhor, Jesus Cristo, pelo seguinte: 1) Em “ouvi-me ilhas”, a palavra ilhas representa o mundo, e “povos de longe” refere-se a todas as gerações. O ministério profético de Isaías não teria tal magnitude e alcance. 2) “Chamou-me desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome”, diz respeito à missão messiânica de Jesus, concebido no ventre de Maria, e chamado pelo nome antes do seu nascimento: “Conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó” (Lucas 1.31, 33). 3) Somente Jesus seria a “luz dos gentios” e a “salvação até à extremidade da terra”, como está no verso “6”. Esta não seria tarefa para o profeta Isaías. 4) As expressão “fez a minha boca como uma espada aguda”, no verso 2, alude às palavras do Messias esperado, palavras semelhantes a uma espada afiada que penetra na consciência dos homens: “… e da sua boca saía uma afiada espada de dois gumes” (Apocalipse 1.16; 2.12, 16). A profecia, portanto, nada tem a ver com preexistência das almas.

Salmo 139
Vejamos alguns versículos desse salmo: “Ó Senhor, tu me sondaste e me conheces. Conheces o meu assentar e o meu levantar… conheces o meu caminho. Tu me cercaste em volta. Para onde fugirei da tua face? Pois criaste o meu interior; entreteceste-me [tecer, armar, fazer] no ventre da minha mãe. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe. Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda”.
Também mencionado como argumento de que a preexistência das almas é aí ensinado. O Salmo 139 não é nada mais nada menos do que uma revelação da onipresença e da onisciência de Deus. Não se trata de uma declaração da alma do salmista, que estaria revelando situações ocorridas antes da formação do corpo. O próprio espiritismo declara que, quando encarnada, a alma não se recorda de sua vida extracorpórea. Deus está presente em todos os momentos de nossa vida, desde a concepção e, antes desta, Ele já conhecia nosso destino: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”. Deus tem um plano de salvação para todos os homens. O primeiro passo foi dado por seu Filho, na cruz. O passo seguinte é o nosso: aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e permitir que o plano de Deus se realize em nossas vidas. O salmista fala, também, do Juízo Final, quando diz: “Ó Deus! Tu matarás, decerto, o ímpio. Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (v. 19, 24). Aqui o salmista busca a graça salvadora de Deus, para que possa viver na eterna paz. Portanto, o Salmo 139 nada tem a ver com preexistência das almas.

Mateus 18.8-9 – Marcos 9.42-48
“Se tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no mar”.

Jesus, usando o recurso da linguagem figurativa, diz que para entrarmos no reino Deus é necessário cortarmos todas as ligações com o pecado, pois é melhor vivermos uma vida de sacrifício, de repulsa aos prazeres mundanos, do que sermos lançados no inferno. Jesus advertiu sobre a imperiosa necessidade de os crentes darem bons exemplos às crianças, afastando-as das influências ímpias do mundo; não induzirem pessoas à prática do mal; não serem instrumentos de “escândalos” para a perdição dos demais (drogas, bebidas, pornografias, falsas doutrinas, filmes imorais, piadas obscenas, prática do ocultismo). Portanto, nada do que foi dito Por Jesus tem qualquer ralação com preexistência da alma. Mais uma vez Jesus fala do castigo eterno para os recalcitrantes, os duros de coração, os ímpios.
Gênesi 25.22 “O Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço”.
Os versículos acima contam a história do nascimento dos gêmeos Esaú e Jacó. Deus, de antemão, sabia que desses dois sairiam duas nações e seriam entre si antagônicas: os israelitas, descendentes de Jacó, de cuja linhagem surgiria o Redentor; e os edomitas, descendentes de Esaú. Esses “dois povos” se hostilizaram e se guerrearam por muitos e muitos anos. O maior exemplo desse relacionamento conflituoso foi quando o rei de Edom negou a passagem de Israel pelo seu território, por ocasião do Êxodo (Números 20.21). A menção da luta no ventre de Rebeca reforça o entendimento de que desde o começo haveria desavenças entre Jacó e Esaú no seio da família, e entre seus descendentes, tal como aconteceu. A Palavra do Senhor foi cumprida em sua inteireza. Portanto, nada que possa legitimar o ensino da preexistência ou reencarnação das almas encontra-se na passagem bíblica sob análise.

MEDIUNIDADE – “DR. FRITZ”

O Brasil todo assistiu ao desenrolar das apurações e debates em torno do mais espetacular e desastroso fenômeno de mediunidade de todos os tempos. Um milhão de pessoas atendidas pelo médium Rubens Faria Júnior, que diz incorporar uma entidade espiritual denominada “Dr. Fritz”. Num período de três a quatro anos teriam sido realizados cerca de duzentos mil atos cirúrgicos em doentes que diariamente buscavam alívio para suas dores.
Esse espírito, “Dr. Fritz”, há vinte anos atua no Brasil. Foi incorporado de início pelo médium Zé Arigó; depois, pelo médium Edson Queiroz, e, por último, pelo médium Rubens. Conforme declarações dos referidos canalizadores, “Dr. Fritz” é o espírito de um médico alemão falecido há muitos anos.
O trabalho de atendimento médico-cirúrgico do médium foi suspenso como conseqüência de graves denúncias: morte de uma jovem paciente, ocultação de cadáver, enriquecimento ilícito, exercício ilegal da Medicina, e outras. Nada temos contra a pessoa do Sr. Rubens, que, diga-se de passagem, é vítima do maior inimigo de Deus e dos homens, como veremos a seguir. Pretendemos tão-somente analisar o fenômeno espiritual em si, à luz da palavra de Deus, à luz dos ensinos bíblicos. Para que os leitores possam conhecer a extensão do problema, transcrevemos matéria publicada no jornal O Dia, Rio, 6.2.99, sob o título “DR. FRITZ SOB INVESTIGAÇÃO”:

“A briga entre o médium Rubens Faria Júnior, o Dr. Fritz, e sua ex-mulher Rita de Cássia Costa Faria não só ainda vai dar panos para mangas como está virando escândalo. Policial. A Polícia Federal, que entrou no caso para investigar possíveis crimes de sonegação fiscal e remessas ilegais de dólares para o exterior, feitas por Rubens, descobriu três mortes, que teriam ocorrido no galpão de atendimento do médium, na Rua Quito, na Penha. O delegado Marcelo Bertolucci soube dos cadáveres pelo segurança de Rubens – Nélson José Nunes Júnior – preso no dia 26 de janeiro por porte ilegal de pistola 9mm (arma privativa das Forças Armadas). Ele confessou ter sido o responsável pela remoção dos três corpos, pacientes do Dr. Fritz. Os cadáveres não foram para o Instituto Médico Legal (IML) mas, segundo Nélson contou no depoimento, para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde existiria um esquema montado para registrar os óbitos como se fossem de internos daquele hospital. Essa semana, o delegado Bertolucci pretende colher mais subsídios com Nelson, para investigar as mortes. Mas ele não estará sozinho. Ao saber da história pelo O DIA, o superintendente de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Ricardo Peret, prometeu promover uma auditoria ao HGV para cruzar os registros de óbitos com os de entrada dos pacientes no hospital, tentando confirmar a história.
A dor-de-cabeça que Rubens Faria terá a partir da briga que vem mantendo com Rita, em torno da partilha dos bens do casal, não pára por aí. Tanto Rita como seu irmão, Sebastião Odilo Moreira da Costa, que durante muito tempo auxiliaram Rubens Faria quando ele incorporava o Dr. Fritz, agora o acusam de charlatanismo. Sebastião, que no galpão era conhecido como Renato, era quem organizava todos os atendimentos, funcionando com uma espécie de coordenador, tanto na Penha (RJ), como no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo. Ambos garantem que demoraram a descobrir que tudo não passava de um embuste. Eles dizem que a injeção que o médium costumava dar nos pacientes não passava de um fingimento. A seringa era abastecida com aguarrás, álcool e iodo. “A injeção não era dada na pessoa, mas num pedaço de gaze escondida na mão esquerda do Dr. Fritz”, afirmou Sebastião. Rita não só confirma a história da falsa injeção como põe mais pimenta na história do galpão. Garante ter surpreendido o médium sozinho com moças sem roupas na sala de cirurgia. Em depoimento que assinou, confessa:
“senti uma grande vergonha de ter participado daquela farsa”.

Espírito mau ou bom?

O espiritismo não admite a existência de demônios, Inferno, Juízo Final, Satanás, Diabo, pecado, salvação pela graça, morte expiatória de Jesus, condenação eterna, e outras doutrinas bíblicas. Por isso, cristianismo e espiritismo são irreconciliáveis. Portanto, a partir da crença espírita, o Dr. Fritz é o espírito de uma pessoa falecida. Resta saber se é um espírito bom ou mau. Hippolyte Léon Denizart Rivail, que usa em seus livros o pseudônimo Allan Kardec, o codificador das doutrinas espíritas, afirmou que existem espíritos capazes de tudo: mentirosos, enganadores, imitadores de caligrafias e de vozes, perversos, orgulhosos, semeadores de discórdia, criadores de sistemas absurdos (e porque não criadores de doutrinas absurdas), enganadores de médiuns, levianos, vaidosos, medíocres, ambiciosos, capazes de todos os ardis, etc. (O Evangelho Segundo o Espiritismo (E.S.E.), de Allan Kardec, caps. XXI e XXVIII, págs. 335, 340, 342 e 414; Livro dos Médiuns, págs. 272, 281, 282 e 285). Se o Dr. Fritz é do grupo dos perversos, então justificam-se as dificuldades enfrentadas pelo “canal” Rubens, os transtornos na sua vida conjugal, a morte de doentes por ele atendidos, e de outras coisas mais. Ninguém sabe quantas pessoas atendidas pela entidade espiritual chamada Dr. Fritz ficaram em situação pior, nem quantas sofreram ou morreram nas mãos dos médiuns Zé Arigó e Edson Queiroz. Não se trata do exercício legal de práticas religiosas, assegurado na Constituição. O exercício da mediunidade, nesses termos, equivale-se ao curandeirismo.
Se os espíritas consideram como válida a hipótese de o Dr. Fritz ser um espírito mau, seria de bom alvitre fazê-lo “subir” numa sessão espírita para tentar doutriná-lo, ou aconselhá-lo a reencarnar. Então, a comunidade espírita apresentaria mais tarde um novo Dr. Fritz, em melhores condições de dar prosseguimento ao seu trabalho. Entretanto, os defensores dessa idéia estariam diante de algumas dificuldades: 1) Dr. Fritz, usando de seu livre-arbítrio, poderia recusar a reencarnação ou a conversão; 2) Os espíritos bons presentes nessa sessão poderiam não ser tão bons assim, porquanto, segundo Kardec, há espíritos que enganam os médiuns; 3) Possibilidade de o Dr. Fritz não atender ao convite, ou seja, não “subir”. Kardec consente nessa real possibilidade quando diz no cap. XXVIII, pág. 447, do Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Os maus espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportaram e perseguem com o seu ódio aqueles a quem fizeram mal durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta. Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos. Aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são”.

Kardec acertou na descrição das qualidades desses espíritos malignos, mas errou em não chamá-los de demônios liderados por Satanás, o maior inimigo de Deus e dos homens.
Se bem entendi, os maus se dividem em maus de verdade, e hipócritas. Os maus, genuinamente maus, são de fácil recuperação e podem ser doutrinados facilmente. Com jeitinho aceitam reeencarnar para sofrerem em muitas outras vidas. Já os hipócritas são osso duro de roer. Ora, os maus são bons ouvintes que procuram seguir os conselhos. Os maus hipócritas são da pesada. Tenho a impressão que muitos leitores estão perguntando onde o francês León Hippolyte Denizart Rivail foi buscar essas idéias. Como os espíritas não acreditam em Juízo Final ou Inferno, espíritos dessa espécie ficarão por aí fazendo o mal eternamente sem serem molestados, e Deus sem nada fazer, até porque “Deus não mandaria um filho seu para o castigo eterno”, como argumentam os espíritas.

Admitida a hipótese de ser Dr. Fritz um espírito bom, teriam que explicar porque a vaca foi pro brejo, ou seja, porque as coisas desandaram. Os espíritos bons, no entender da doutrina espírita, protegem e ensinam o bom caminho. Logo, o Dr. Fritz não permitiria que o trabalho mediúnico fechasse as portas. Digo isto porque, segundo Kardec, Deus se comunica com os homens SOMENTE através dos espíritos bons. Fico a meditar se Deus, soberano e ilimitado, estaria limitado nas suas comunicações. Em resumo, entendo que o médium Rubens não incorpora um bom espírito, porque um bom espírito ter-lhe-ia dado total proteção para o êxito no exercício da mediunidade.

A hipótese de o Sr. Rubens ser médium e não ser espírita não encontra respaldo nos ensinos kardecistas. Kardec declara que os “médiuns receberam de Deus um dom gratuito”, ou seja, “o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé…”. Não esclarece em quem é a fé. O médium, segundo a doutrina espírita, é um canal (daí a expressão moderna de “canalizador”) por onde fluem os espíritos dos mortos. Os bons espíritos ouvem a Deus, recebem de Deus as instruções e as repassam aos homens, diz o espiritismo. É por essas e outras que Kardec considera o espiritismo a Terceira Revelação de Deus. Resumindo, temos: Kardec diz que médium é o que incorpora espíritos de mortos; o Sr. Rubens diz que incorpora espíritos de mortos; logo, o Sr. Rubens é médium. Nem todo espírita é médium; mas todo médium é espírita. Como também nem todo médico é cardiologista, mas todo cardiologista é médico. Creio que a maioria dos espiritistas aspiram à mediunidade. E os líderes incentivam os novos a essa prática: “você tem mediunidade e precisa desenvolvê-la”. A mediunidade é para o espiritismo, como a enxada é para o lavrador. Logo, não se pode dissociar a mediunidade do espiritismo. Nós, cristãos, sabemos que não são espíritos de pessoas falecidas que eles incorporam.

Outra hipótese é a que não aceita as qualidades mediúnicas do Sr. Rubens, e, portanto, não o tem como espírita. Seria um pseudo-médium, charlatão, trapaceiro. Os que assim pensam certamente enfrentam alguma dificuldade em explicar:

1) A comunidade espírita engoliu por muitos anos a farsa sem nada perceber?

2) Idem, idem, com relação aos médiuns Zé Arigó e Edson Queiroz?

3) Os bons espíritos, que “sobem” ou “descem” nas centenas de sessões por esse Brasil a fora, não falaram nada, não deram nenhuma dica, levando em conta que estava em jogo o conceito da mediunidade, o conceito do espiritismo, o conceito dos próprios bons espíritos?

4) A comunidade de médiuns, embora sabendo da farsa, resolveu silenciar? Não há como, com os “dons” mediúnicos disponíveis, detectar um falso médium?

5) As alterações de voz e semblante observáveis no Sr. Rubens, quando este se diz possuído pelo Dr. Fritz, denunciam ou não a presença de uma entidade espiritual?

6) Se se trata de uma farsa, o que dizem milhares de pessoas que estiveram com ele?

7) Como explicar os cortes cirúrgicos – de peles, nervos e ossos – sem que as vítimas demonstrassem sentir qualquer dor?

Os mortos não voltam


Segundo os ensinos da Palavra de Deus os mortos não voltam. O princípio é que os mortos nada podem fazer pelos vivos, e estes, nada, pelos mortos. Após a morte do corpo, o espírito segue para um lugar determinado, para a paz eterna ou para o eterno sofrimento. Assim diz o Senhor Jesus:

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. QUEM NELE CRÊ NÃO É CONDENADO, MAS QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, PORQUE NÃO CRÊ NO NOME DO UNIGÊNITO FILHO DE DEUS” ( João 3.17-18).

Da parábola do “rico e Lázaro”, proferida pelo Senhor Jesus, ficamos conhecendo a que tipo de condenação Ele se referiu. Deduz-se que os mortos se encontram em lugares já definidos, sem condições de mudança e sem permissão para se comunicarem com os vivos. O rico – não pelo fato de ser rico, mas porque idolatrava sua riqueza – estava num lugar infernal, em tormentos; e Lázaro, em um lugar de gozo e paz.


JESUS É A VERDADE

Não é demais lembrar que o espiritismo exalta as qualidades morais de Jesus, embora não o reconheça como Senhor e Salvador. Kardec não diz que Jesus é totalmente mentiroso. Ele afirmou que “o Cristo veio ensinar aos homens a justiça de Deus”; que “no Cristianismo encontram-se todas as verdades”; que “o Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos”. Ora, o cristianismo, religião fundada pelos discípulos de Jesus, tem por base doutrinal os ensinos do Mestre, a Sua condição de Cristo, o Messias, Sua morte expiatória, Sua ressurreição, dentre outros. Kardec se rende às divinas mensagens do Senhor Jesus, mas ensina que o tempo do Senhor Jesus já passou; que o espiritismo é a Terceira Revelação de Deus; que a alma humana se instalou inicialmente em macacos; que a alma salva-se a si mesma, etc. Kardec se contradiz. Aproxima-se do cristianismo e o reconhece como o caminho da verdade, mas nega essas verdades. Usou o cristianismo para apresentar sua tese, qual planta trepadeira que busca sustentação e vida nas árvores robustas.

A que conclusão quero chegar? Concluir que todas as palavras pronunciadas pelo Senhor Jesus, suas mensagens e parábolas, devem ser aceitas e acatadas pelos espiritistas, sob pena de se colocarem em atitude de rebelião contra Kardec ou, copiando o mestre, cair no contraditório. Daí porque deve ser considerada veraz a palavra do Senhor Jesus, e reconhecida a autenticidade dos livros bíblicos por Ele citados, tais como os livros da lei mosaica, o livro de Salmos, a palavra dos profetas, o livro de Jonas, o de Isaías, as palavras de seus apóstolos, que dEle receberam instruções e, por extensão, toda a Bíblia Sagrada. Os espíritas costumam acreditar em algumas mensagens do Senhor Jesus, e rejeitar outras. Como se Ele fosse verdadeiro em apenas parte do que falou e ensinou. Como se Ele fosse metade mentira, metade verdade. Em João 17.17, o Senhor Jesus, intercedendo pelos discípulos, diz: Santifica-os na verdade; A TUA PALAVRA É A VERDADE. Logo, a Palavra santifica e contribui para que a fé nasça nos corações dos homens. O próprio Jesus declara: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, E A VIDA (João 14.6). Ora, Kardec disse que Senhor Jesus ensinou a justiça de Deus, que Deus revelou-se nEle, que o cristianismo contém todas as verdades, e que a missão de Jesus foi divina.

Kardec foi muito esperto na elaboração de sua doutrina. Colocou o Senhor Jesus nas alturas, e disse que o cristianismo é a verdade. Porém, quando se vê encurralado dá o pulo do gato. Ele simplesmente diz que o Senhor Jesus não estava falando sério quando se referiu a Satanás e seus demônios, os quais, para Kardec, seriam tão-somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição. No Livro dos Espíritos, questão 131, referindo-se a Jesus e a satanás, diz:

“Não se sabe que a forma alegórica é uma das características de sua linguagem?

Em síntese, Kardec está duvidando da seriedade do Senhor Jesus. Para Kardec, Jesus estava brincando quando ordenou que Satanás saísse de sua presença (Mateus 4.10); quando classificou o Diabo de homicida e pai da mentira (João 8.44); quando libertou uma mulher das amarras de Satanás (Lucas 13.16); quando outorgou poderes aos crentes para expulsarem demônios (Marcos 16.17).

QUEM É O DR. FRITZ?

Tenho dúvida se ele é o próprio Satanás, se um simples demônio, ou, quem sabe, um grupo de demônios, uma falange como disse o médium Rubens. Muito bem disse Kardec quando afirmou que eles mentem, falsificam, são perversos ao extremo, capazes de tudo. Errou por muito pouco não lhes dispensando a denominação correta, a correta denominação que o Senhor Jesus lhes deu. Capazes de tudo, astutos, inteligentes e organizados, esses demônios dizem que são espíritos desencarnados (coitadinhos!); enganam os incautos nas sessões espíritas, imitam caligrafias de pessoas falecidas e suas vozes; falsificam quadros de pintores famosos; tomam posse dos corpos dos que invocam seu nome; e, como vimos no fenômeno Rubens/Fritz, cortam corpos e matam.
A entidade incorporada pelo médium Rubens não é um espírito desencarnado, mau ou bom. É maligno o espírito por ele recebido, qualquer que lhe seja o nome dado: exu, preto-velho, satanás, diabo, demônio, pomba-gira, caboclo, capeta, belzebu, espírito-guia, espírito mau, espírito malfazejo, espírito perverso, iemanjá, orixá, tranca-rua, ogum, oxóssi, xangô, omolu, iansã, oxum, caboclo, espírito-guia, ou Dr. Fritz.

LOUVADO E ENGRANDECIDO SEJA
NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO!

B I B L I O G R A F I A

ANKERBERG, John (e John Weldon) – Os Espíritos-Guias (The facts on Spirit Guides), 1988.

BEZERRA, Edir Macedo – Orixás, Caboclos e Guias, 1993.

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL – Almeida Revista/corrigida.

COSTA, Jefferson Magno – Porque Deus Condena o Espiritismo, 1957.

KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, 1985; O Livro dos Espíritos, 1997.

LEWIS, C.S. – Milagres, Um Estudo Preliminar, 1947

OLIVEIRA, Raimundo F. de – Seitas e Heresias de Todos os Tempos, 1993; As Grandes Doutrinas da Bíblia, 1949.

(Elaborado pelo Pr Airton Evangelista da Costa, AD Palavra da Verdade, em Aquiraz-CE)

A História do Movimento “Nova Era”

INTRODUÇÃO

As raízes do Movimento Nova Era originam-se na fundação da Sociedade Teosófica em 1875, em Nova York, pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Uma das doutrinas básicas da teosofia ensina que todas as religiões têm “verdades comuns”, as quais transcendem todas as diferenças. Os adaptos da Sociedade Teosófica acreditavam na existência de “mestres”, os quais seriam seres espirituais ou homens especialmente favorecidos pelo destino e que haviam “evoluído” mais do que grande massa, isto é, os que haviam se tornado especialmente “iluminados”.

A terceira presidente, Alice Bailey (1880-1949), uma inglesa que emigrou para os EUA, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o Movimento Nova Era e é reconhecida como sua suma sacerdotisa. Como médium espírita, recebia mensagens de um assim-chamado “mestre da sabedoria”, o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens, as quais este demônio lhe transmitia através de escrita automática, foram publicadas em numerosos livros, como doutrina secreta, e constituíam o “Plano”, o qual até hoje, para o Movimento Nova Era, é determinante e obrigatório.

 

A REVELAÇÃO AO PÚBLICO

Conforme ordens secretas, o movimento deveria permanecer completamente clandestino até 1975. A partir daquele ano, a ordem era de se trazer à luz do público o “Plano” para a “Nova Ordem Mundial” e as suas características. Agora as doutrinas da “Nova Era” deveriam ser divulgadas mundialmente, juntamente com a anunciação de um “Cristo da Nova Era”, usando-se todos os meios de comunicação disponíveis. E foi exatamente isto o que aconteceu.

Os programas dos grupos Nova Era, que à primeira vista têm assuntos sobre um estilo de vida saudável, foram aceitos na economia e em todas as camadas sociais, até mesmo em alguns círculos cristãos. Eles contêm, normalmente, os seguintes itens, os quais, no fundo, são diversas formas de técnicas orientais de ocultismo: meditação (ioga e terapias de relaxamento), hipnose, cura psíquica (visualização e “pensamento positivo”). Estas duas últimas partem da hipótese de que o homem converte em vida o que ele pensa, isto é, que o subconsciente transforma em realidade os nossos pensamentos e desejos. Especialmente o “pensamento positivo” é freqüentemente praticado e até mesmo baseado em versículos bíblicos e denominado como “fé”, apesar de premissa anti-bíblica de que a força básica de qualquer homem seja boa.

A penetração profunda da ideologia Nova Era no público deu-se, principalmente, devido à obra de Marilyn Ferguson (“A Conspiração Aquariana”), a qual pode ser considerada, atualmente, como o “livro de culto” do Movimento Nova Era. Neste livro, a “era prometida”, como as alegrias dos “estados de consciência alterados”, é apregoada com entusiasmo e o Plano Nova Era é propagado mundialmente.

Até mesmo as crianças e os jovens são influenciados pelas idéias da Nova Era, entre outras coisas pela assim chamada “onda de fantasia”, com seus filmes, vídeos, fitas cassetes, revistas cômicas, livros, jogos e brinquedos. Sete dos dez filmes mais bem sucedidos na história do cinema pertencem ao gênero “fantasia”. Em primeiro lugar encontra-se o filme “E.T.”, o qual deu início a todo um novo culto da juventude, e, em segundo lugar, o filme “Star Wars” (“Guerra nas Estrelas”). 75% (setenta e cinco por cento) dos sucessos de bilheteria têm temas de fantasia. Livros de fantasia são best-sellers e têm tiragens de milhões de exemplares. Do gênero “fantasia”, já existem centenas de livros de títulos, em quase todos os livros é apresentada alguma forma de ocultismo, como: invocação aos mortos, esconjuração de espíritos, clarividência, levitação de objetos através do poder da mente, etc. Feiticeiros, bruxas e mágicos têm um papel importante. Cinturões mágicos, espadas mágicas e amuletos caracterizam o mundo da geração jovem. Sob a classificação geral de “esotéricos”, oferecem-se, nas livrarias , livros de ocultismo com instruções claras sobre como se entrar em contato com forças sobrenaturais.

 

A FILOSOFIA DA NOVA ERA

O objetivo da filosofia Nova Era é reconciliar todos os opostos: a ciência e o ocultismo são colocados no mesmo nível, todos os valores éticos desmoronam-se, o bem e o mal já não mais existem. Tudo é uma coisa só. Deste ponto de vista, entende-se também a tendência à síntese das religiões.

 

OS OBJETIVOS E PLANOS DO MOVIMENTO NOVA ERA

O “Plano”, o qual foi transmitido a Alice Bailey através de ditados mediúnicos, consiste no estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, de um Novo Governo Mundial e de uma Nova Religião Mundial. O objetivo político principal do movimento é o domínio do mundo. “A dissolução ou destruição de nações individuais, no interesse da paz e da conservação da humanidade”, é propagada abertamente.

No caminho para o domínio do mundo são fixados numerosos objetivos intermediários (políticos, sociais e econômicos), como por exemplo:

– um sistema universal de cartões de crédito

– uma central mundial para distribuição de alimentos, a qual controlaria todo o abastecimento à humanidade.

– um sistema de impostos mundialmente unificado.

– Um serviço militar obrigatório em escala mundial (apesar das idéias pacifistas).

 

Quando em 1975 o movimento se tornou público, destes objetivos desenvolveram-se programas detalhados para os grupos Nova Era, como:

– criação de um sistema econômico mundial.

– Entrega das propriedades privadas nos setores de crédito, transporte e de produção de gêneros de primeira necessidade a um diretório mundial.

– Reconhecimento da necessidade de submissão a um controle mundial com relação a assuntos biológicos, como densidade populacional e os serviços de saúde.

– Garantia mundial de um mínimo de liberdade e bem-estar.

– Obrigação de se subordinar a vida pessoal aos objetivos de um diretório mundial.

 

AS ERAS

A razão por que tem-se ouvido tanto sobre uma nova era fundamenta-se na crença de que os ciclos divinos de evolução são desenvolvidos através de diferentes eras astrológicas, cada uma com sua características distinta.

Acreditam que a humanidade evoluiu dentro das seguintes eras:

Era de Touro: de 4304 a 2154 a.C.

Era de Carneiro: de 2154 a 4 a.C.

Era de Peixes: de 4 a.C. a 2146 d.C.

Era de Aquário: 2146 a 4296 d.C.

A Era de Touro é atribuída à antiga cultura egípcia, que tinha a vaca como deusa da fertilidade e a pecuária como principal cultura. Os astrólogos dizem que essa foi a era em que a cultura egípcia se desenvolveu e foi o centro da civilização.

Com o final da Era de Touro, o domínio egípcio cessou e deu lugar a Carneiro, o signo que passou a dominar. Os astrólogos dizem que foi Israel que dominou essa era, devido ao sacrifício do cordeiro, o ritual mais marcante da religião de Israel, além da ovinocultura (criação de ovelhas), sua principal cultura. Dizem que a fase de transição entre as duas era s foi a saída de Israel do Egito, e que os hebreus ainda tentaram preservar o poder de Touro, quando fizeram o bezerro de ouro no deserto, mas Moisés (avatar da Era de Carneiro) os repreendeu e inaugurou a Era de Carneiro. Afirmam que Jesus foi chamado de “Cordeiro de Deus” (Jo 1.29) porque era filho do povo dominante da Era de Carneiro.

Jesus Cristo (avatar da Era de Peixes) teria, então, inaugurado essa era, dando evidência disso ao chamar os apóstolos para serem pescadores de homens, fazendo alusão à humanidade pisciana.

Por causa de Jesus Cristo, o povo dominante da Era de Peixes seriam os cristãos. Para provar que o cristianismo é o que domina Era de Peixes, apegam-se ao fato de que o mais antigo símbolo cristão é o peixe.

Terminando a Era de Peixes surge a de Aquário. Aquário é um signo regido pelo planeta Urano, que foi descoberto em 1781, coincidindo com a Revolução Francesa.

 

ERROS DOUTRINÁRIOS DA NOVA ERA

DEUS

A Nova Era ensina que tudo é Deus. Que Deus não é uma pessoa, mas uma força, uma energia, uma consciência universal. Os adeptos crêem que os homens, animais, vegetais e minerais fazem parte da divindade. Consideram a Terra como uma divindade, a quem chamam de Mãe-Terra.

Refutação: (I Reis 19.11-1

Este é um breve resumo do “Movimento Nova Era”, que serve para o despertarmento do Povo de Deus.

(O texto acima é uma cortesia do Pastor Silas Soares de Souza)

As Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo. 

 

Em Que Crêem as

 

Testemunhas de Jeová

É claro que, em algumas áreas, as testemunhas de Jeová acreditam no mesmo que os cristãos  ortodoxos.  Por  exemplo,   rejeitam  corno  pecado  o  sexo  fora  do casamento; aceitam o criacionismo bíblico que se opõe à teoria  da evolução; e acreditam que a Bíblia é a  palavra  inspirada  de  Deus.  Mas,  em muitas outras áreas, suas doutrinas  as colocam à parte  e  as  marcam  como  praticantes  de  um  culto  pseudocristão – particularmente os ensinamentos  da  seita  sobre  as  seguintes questões (para mais detalhes e textos bíblicos relacionados consulte o Índice de Assuntos):

 Armagedom: Deus   vai   em   breve travar guerra contra a humanidade, destruindo todos sobre  a terra, exceto as testemunhas de Jeová. As igrejas cristãs, dizem, serão as primeiras a sofrer destruição.

Aniversários: Celebrar  o  dia  do  nascimento,  de  qualquer   forma,   é   expressamente proibido.   Até   mesmo enviar  um  cartão  de  aniversário  pode  provocar uma ação imediata contra   o   ofensor   determinada    por   um   “Comitê  Judicial”  oficial.  A  punição  é  a “desassociação” (veja abaixo).

Transfusão de sangue: Na prática, do ponto de vista das testemunhas de Jeová, aceitar transfusão  de  sangue  é  um pecado mais sério do que o roubo ou o adultério. Ladrões e adúlteros  são  mais rapidamente perdoados pelos comitês judiciais  da Torre de Vigia  do que   aqueles  culpados  de  aceitar  sangue.  Uma  testemunha  de  Jeová  deve  recusar  sangue   em   toda   e   qualquer  circunstância,  mesmo  quando  esteja  certa  de  que esta recusa resultará   na   morte.   A   organização   também   requer   que  os  adultos  recusem  transfusões para seus filhos menores.

 Cristianismo:    Exceto    por    poucos  e  esparsos  indivíduos  que  mantiveram  a  fé,  o verdadeiro  cristianismo  desapareceu da terra logo após a morte dos doze apóstolos – de acordo  com  as  testemunhas de Jeová. E não foi restaurado até que Charles Taze Russell fundou  a  sociedade  Torre  de  Vigia  no final da década de 1870. Quando  Cristo  voltou  invisivelmente   em   1914,   encontrou   o  grupo  de Russell fazendo o trabalho dos “servos sábios   e   fiéis”   (Mat. 24:45)   e   os   nomeou   sobre  todas as suas posses. Todas as outras igrejas e cristãos professos são, na verdade, instrumentos do diabo.

 A Volta de Cristo: 0 Senhor voltou invisivelmente no ano de 1914 e tem estado presente desde então, governando como Rei através da Sociedade Torre de Vigia. Referências à segunda “volta” são traduzidas como “presença” na Bíblia das Testemunhas de Jeová.
A geração daqueles que testemunharam a volta invisível de Cristo em 1914 não vai morrer antes que venha o Armagedom (veja Mat. 24:34).

 Cronologia:   As   testemunhas  de  Jeová  acreditam  que  Deus  tem  um  preciso  cronograma  para   todos  os  acontecimentos  passados  e  futuros,  que  estão  unidos  por  simples  fórmula  matemática   e   são  revelados à humanidade  através  da  Sociedade  Torre  de  Vigia. Os sete “dias” da criação em Gênesis tiveram a extensão de sete mil anos cada um, totalizando uma semana de quarenta e nove mil anos. Deus criou Adão no ano 4026 a.C. A criação  de  Eva  pouco  tempo depois marcou o fim do sexto dia da criação e o início do sétimo. Dessa forma, nós estamos  agora  aproximadamente  no  ano  seis  mil  de  um  período  de  sete  mil  anos   –  o que significa que o Armagedom  logo  colocará  um  fim  no  governo  humano  que  durou  seis  mil anos, abrindo o caminho para uma espécie  de  sábado  – um período de mil anos de reinado de Cristo. Baseados nessa cronologia a organização das Testemunhas de Jeová promulgou um número de profecias específicas do final dos tempos.

Cruz:  Segundo  as  testemunhas  de  Jeová,  a  cruz  é  um  símbolo  religioso pagão adotado pela  igreja  quando Satanás, o demônio, assumiu o controle da autoridade eclesiástica.  A  cruz  não  teve  nada  a ver com a morte de Jesus, já que as testemunhas de Jeová sustentam que ele foi pregado em um poste ereto e sem trave horizontal. As  testemunhas  de Jeová abominam a cruz e espera-se que os novos convertidos destruam quaisquer cruzes que possam ter, ao invés de simplesmente se disporem delas.

Deidade:  Somente  o  Pai  é  Deus,  e  seus  verdadeiros  adoradores  devem  chamá-lo  pelo  nome de Jeová. As testemunhas  de  Jeová  aprendem  que  Jesus  Cristo  foi  meramente  a manifestação do arcanjo Miguel em forma humana  –  não  Deus,  mas  um  mero  ser criado. O Espírito Santo é apresentado não como Deus nem como uma pessoa, mas como uma “força ativa”.

Desassociação:  Esta  é  a  punição  para  qualquer  infração  aos  regulamentos  da Sociedade Torre de Vigia. Ela consiste  num  decreto  público,  anunciado  em  audiência  em um Salão do Reino e proibindo toda associação ou comunhão  com  o  ofensor. As outras testemunhas de Jeová são proibidas até mesmo de cumprimentá-lo caso se encontrem  com  o  ofensor  na  rua.  As únicas exceções dizem respeito aos membros da família do ofensor. Eles podem  conduzir  “negócios necessários”  com  a  pessoa  desassociada,  e aos anciãos que podem falar com ela, caso esta os aborde penitentemente em busca de reconciliação.

Céu:  Apenas  144  mil  indivíduos  vão  para  o  céu.  Esse “pequeno rebanho” começou com os doze apóstolos, o número  foi  completado  no  ano  de  1935.  Aproximadamente  nove mil anciãos das Testemunhas de Jeová são o remanescente  na  terra  hoje,  dos  que irão para o céu. O restante das testemunhas de Jeová espera viver na terra para sempre.

Inferno:  Segundo  a  diretriz  de  seu  fundador, Charles T. Russell, a Sociedade Torre de Vigia ainda ensina que o hades é meramente a sepultura, que o fogo do Geenadesintegra instantaneamente suas vítimas, transformando-as em nada, e que não há existência consciente para os mortos até o tempo de sua ressurreição corpórea.

Dias Santos:  A  celebração  de  qualquer  “dia santo mundano” é expressamente proibida para as testemunhas de Jeová.  Essa  proibição  se  aplica aos dias patrióticos, Dia dos Namorados,  Dia dos Mortos,  Natal, Páscoa,  Ano Novo, Dia de Ação de Graças, Sexta Feira Santa e assim por diante – até mesmo o Dia das Mães e o Dia dos Pais são  proibidos!  Mesmo  que  uma “origem pagã” não possa ser descoberta como base para banir a observância de certa  data  comemorativa,  o simples fato de que as “pessoas do mundo” celebram essas datas é razão suficiente para que as testemunhas de Jeová não as celebrem.

Espírito Santo: O Espírito Santo não é nem Deus nem uma pessoa, segundo os ensinamentos da Torre de Vigia. É simplesmente uma “força atuante” impessoal que Deus usa para fazer a sua vontade.

Esperança:  As  testemunhas  de  Jeová  acreditam que Deus parou de chamar cristãos para a esperança celestial em  1935.  Desde  então, ele tem oferecido às pessoas a oportunidade de viver eternamente na terra. (“Milhões que agora  vivem  jamais  morrerão” – é um slogan familiar das testemunhas de Jeová.) Deus vai destruir todas as outras pessoas  no  planeta,  deixando  apenas  as testemunhas de Jeová, e ele vai restaurar o paraíso do Jardim do Éden em todo o mundo.

Jesus Cristo:  Na  teologia  da  Torre  de  Vigia,  Jesus Cristo é um mero anjo – o primeiro criado por Deus,  quando começou  a  criar  os  anjos.  As  testemunhas  de  Jeová  identificam  Cristo  como Miguel, o arcanjo, embora elas chamem  Jesus  “o Filho do Homem”  –  “porque a primeira pessoa espiritual criada por Deus era para ele como um filho  primogênito”.   (Livrete da Torre de Vigia, Enjoy Life on Earth Forever! [Goze a Vida na Terra Para Sempre!], p. 14, 1982). Elas também o chamam de “o deus”, e traduzem João 1:1 de acordo com essa idéia em suas Bíblias.

A Organização:  As testemunhas de Jeová acreditam que Deus estabeleceu a sociedade Torre de Vigia como seu canal  de  comunicação  para  reunir aqueles, dentre toda a humanidade, que serão salvos. Como agência visível do reino   de  Deus  na  terra,  essa  organização  exerce  plena  autoridade  governamental  sobre  seus  seguidores – ela  promulga  leis,  julga  os  violadores,  dirige as escolas do reino e assim por diante ‑ paralelamente ao governo secular. Se  existir  qualquer conflito entre a organização e o   governo  secular,  é   a  organização  que  deve  ser  obedecida.

 

 

    

As Testemunhas de Jeová refutadas

 

versículo por versículo no Antigo Testamento

GÊNESIS 1:1,2
No princípio criou Deus os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia; e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas. (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado.) As testemunhas de Jeová usam este versículo para atacar a fé cristã na questão da personalidade do Espírito Santo. A maioria das traduções do versículo 2 dizem que “o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. Mas a sociedade Torre de Vigia tem ensinado a seus seguidores que o Espírito Santo é meramente uma força impessoal a serviço de Deus. Para provar isto a seus ouvintes as testemunhas de Jeová citam este versículo segundo a Tradução do Novo Mundo. Esta é uma situação na qual uma testemunha de Jeová não precisa distorcer as Escrituras para encaixar as doutrinas que aprendeu. O versículo vem pré-distorcido em sua própria Tradução do Novo Mundo. (Veja o capítulo 2.) Em outros textos, a tradução da Torre de Vigia fala do “espírito santo”, escrito em minúsculas. Para responder à alegação da testemunha de Jeová de que o Espírito Santo é uma mera força impessoal, enfatize que a Bíblia repetidamente se refere ao Espírito Santo como tendo atributos pessoais. Por exemplo, mesmo a Tradução do Novo Mundo revela que o Espírito Santo fala (At. 13:2), dá testemunho (João 15:26), fala as coisas que ouve (João 16:13), sente-se magoado (Is. 63:10) e assim por diante. Para mais considerações sobre o Espírito, veja: João 16:13; Atos 5:3,4; Romanos 8:26,27; 1 Coríntios 6:19; e o Índice de Assuntos.

GÊNESIS 9:4
Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis (Imprensa Bíblica Braseira). Este versículo é o primeiro de muitos versículos das Escrituras que as testemunhas de Jeová usam para advogar a proibição feita a transfusões de sangue. A organização ensina que a transfusão de sangue é o mesmo que comer sangue, porque assemelha-se à alimentação intravenosa. De acordo com isso a sociedade Torre de Vigia proíbe transfusões de sangue para os seus seguidores. Uma testemunha de Jeová que aceite transfusão de sangue pode aguardar uma intimação para comparecer perante um Comitê Judicial para ser julgada, a portas fechadas, pela violação “da lei de Deus”. A punição, se a pessoa for considerada culpada, é a “desassociação”, por meio da qual o indivíduo é evitado pela própria família e amigos, que são proibidos até mesmo de cumprimentar o ofensor. As testemunhas de Jeová são muito radicais neste assunto. Elas preferem morrer a aceitar uma transfusão para repor o sangue perdido em uma operação ou acidente. E fazem o mesmo com respeito a seus filhos menores. A maioria das testemunhas de Jeová carrega uma plaqueta em suas bolsas ou no pulso, afirmando a sua recusa em receber sangue e instruindo o pessoal médico de emergência a não administrar uma transfusão de sangue se a testemunha de Jeová estiver inconsciente. Esta plaqueta é um documento legal, assinado pela testemunha de Jeová que a carrega e por duas outras pessoas. As testemunhas de Jeová reconhecem que a sua é a única religião que se posiciona contra a transfusão de sangue, embora não ocorra a elas que este fato é, em si mesmo, a demonstração que a sua doutrina não se baseia realmente na Bíblia. Ninguém mais, que tenta seguir a Bíblia como um guia para sua vida, proíbe a transfusão de sangue – e mesmo a sociedade Torre de Vigia não havia promulgado esta doutrina até 1944. A maioria das testemunhas de Jeová ignora que a sua liderança, no passado, introduziu outras proibições médicas, mudando de idéia mais tarde. Em 1967, por exemplo, eles proibiram o transplante de órgãos. Os seguidores deveriam preferir a cegueira a aceitar um transplante de córnea, ou morrer a se submeter a um transplante de rim. Mas, depois, em 1980, os líderes reverteram este ensinamento permitindo os transplantes novamente (A Sentinela 15/11/67, p. 702-704; Despertai! 08/06/68, p. 21; e A Sentinela 15/03/80, p.31, edições norte-americanas). Além disso, entre os anos 1931 e 1952 as testemunhas de Jeová recusaram aceitar a vacinação para si mesmas e para seus filhos porque a organização ensinava que: “A vacinação é uma violação direta da aliança eterna estabelecida por Deus…” (The Golden Age, 04/ 02/31, p.293). Embora as testemunhas de Jeová tentem citar as Escrituras para apoiar a sua posição contra a transfusão de sangue, a razão real desta posição é a obediência cega à Sociedade Torre de Vigia. Se a organização suspender esta proibição amanhã, as testemunhas de Jeová aceitarão livremente as transfusões, da mesma forma que fizeram vista grossa quando foi liberada a vacinação em 1952 e permitido o transplante de órgão em 1980. (Veja também os comentários sobre Levítico 7: 26,27 e Atos 12:28,29.)

ECLESIASTES 9:5
Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a memória ficou entregue ao esquecimento. Este versículo é freqüentemente usado pelas testemunhas de Jeová para argumentar que a morte traz aniquilação total da existência. Para apoiar essa idéia de forma ainda mais conclusiva, a Tradução da Torre de Vigia diz: “Pois os viventes estão cônscios de que morrerão, os mortos porém não estão cônscios de absolutamente nada…” Se este versículo for simplesmente tirado de seu contexto e citado como prova, tem-se a impressão de que as testemunhas de Jeová estão certas. Mas tirar esta passagem de seu contexto pode ser muito perigoso. Uma ilustração perfeita é o caso de certo cirurgião de transplantes que, falando a repórteres sobre um procedimento cirúrgico que estava advogando, citou as Escrituras: “Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida”. Quando eu li a narrativa no jornal, fiquei perturbado pelo uso que fazia do versículo, e, conferindo, descobri que as minhas suspeitas estavam corretas – ele citava o demônio! No contexto, o versículo diz: “Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (Jó 2:4). Além de apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas. Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima. Se estudarmos atentamente Cantares de Salomão, encontrado na maior parte das Bíblias logo depois de Eclesiastes, vamos descobrir que este livro é na verdade uma conversa que envolve, pelo menos, três diferentes pessoas, embora elas não estejam claramente identificadas no texto. Seria possível dizer coisa semelhante sobre Eclesiastes? Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e espiritual. O livro se desenvolve como um debate em andamento que acontece na mente do escritor. O ponto de vista divino triunfa no final, com a admoestação de Eclesiastes 12: “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade… Tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem” (Ecl.12:1,13). Mas e as partes que antecedem este capítulo? Os primeiros versículos de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. Não apenas o escritor diz no versículo 5 que os mortos não sabem nada, mas também acrescenta “para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (v. 6). (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que os mortos se foram para sempre. Ela irá responder não, porque acredita em uma futura ressurreição para esta terra debaixo do sol.). O versículo 2 expressa o seguinte pensamento: “Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro…”, uma idéia contraditória ao resto das Escrituras. (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que irá receber o mesmo destino, se for justa ou ímpia. Sua resposta terá que ser não.) Nós podemos concluir que o versículo 5 está localizado no meio de uma seção que expressa o ponto de vista secular, descrente – não o ponto de vista de Deus. Qual é o ponto de vista de Deus? Obviamente, Deus sabe se os mortos são ou não cônscios. E ele colocou nas Escrituras um número de referências indicando a resposta. Leia estes versículos com a testemunha de Jeová, perguntando a ela o que cada um deles revela sobre a condição dos mortos: E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta dizendo: Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster-se-á de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra? E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi-lhes dito que descansassem mais um pouco, até que completasse o número dos seus co-escravos e dos seus irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham dito (Rev. 6:9-11 [Apocalipse] Tradução do Novo Mundo). Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne (Fil. 1:23,24). Jesus disse: Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio, de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio (Luc. 16:22,23). (Veja também as considerações sobre Salmo 37:9,11,29, 146:3,4; Ezequiel18:4;e Lucas 16:22-28.)

ISAÍAS 9:6
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte Pai Eterno, Príncipe da Paz (Imprensa Bíblica Brasileira). As testemunhas de Jeová não questionam que este versículo fale profeticamente de Jesus Cristo, identificando-o como “Deus Poderoso” (Tradução do Novo Mundo). Mas elas acreditam que o Filho é meramente “um deus” – um dos “muitos deuses e muitos senhores” (1 Cor. 8:5, Tradução do Novo Mundo) – assim como Satanás, o demônio, é chamado de “o deus deste sistema de coisas” (II Cor. 4:4, Tradução do Novo Mundo). Elas vêem Jesus Cristo como um ser criado, um anjo. Segundo a teologia da Torre de Vigia, ele, definitivamente, não é o Poderoso Deus Jeová. ” As Testemunhas de Jeová na realidade têm dois deuses, um “Todo-Poderoso Deus”, Jeová – e um “poderoso deus”, Jesus Cristo. Na prática, no entanto, Jeová recebe toda adoração, e Jesus é apenas chamado de “um deus”, por concessão. Você pode começar perguntando à testemunha de Jeová se ela acredita que há apenas um Deus verdadeiro. Ela irá responder “sim”. Pergunte-lhe quem é ele, e lhe irá responder “Jeová”. Então peça-lhe que leia Isaías 9:6, e pergunte quem é o Deus Poderoso mencionado ali – “o menino que nos nasceu… um filho que se nos deu” (Tradução do Novo Mundo). Ela irá admitir que Jesus é o Deus Poderoso. Então pergunte-lhe se Jesus é o Deus verdadeiro. Ela responderá: “não!” – que Jesus é meramente “um deus”. Neste momento, pondere com a testemunha que sua teologia leva a uma de duas conclusões: (1) não sendo o Deus verdadeiro, Jesus teria que ser um falso deus, ou (2) as testemunhas de Jeová tem dois Deuses verdadeiros. Agora volte-se para a Bíblia para mostrar às testemunhas de Jeová que o Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são o mesmo. Primeiro, mostre que o Cristo ressurreto não é apenas poderoso, mas é Todo-Poderoso; segundo, mostre que Jeová, o Deus Todo Poderoso, é também chamado de Deus Poderoso. Primeiro: Peça à testemunha que leia em Hebreus 1:3 que Jesus Cristo está “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”. Como poderia alguém ser mais todo poderoso? Então volte-se para Mateus 28:18 e mostre que Jesus Cristo “tem toda autoridade” (Tradução do Novo Mundo) ou “todo poder… no céu e na terra”. Por definição, isto é o que a expressão todo poderoso significa. Desta maneira, Jesus é todo poderoso. Segundo: Pergunte à testemunha: “já que Isaías era um judeu e por isso acreditava em um único Deus – Jeová – quem Isaías acreditava ser o Deus Todo-Poderoso?” Certamente, Isaías entendia que o Deus Todo-Poderoso era Jeová. Em seguida, convide a testemunha a ler Isaías 10:20, 21 em sua própria Tradução do Novo Mundo: “…os restantes de Israel… certamente se apoiarão em Jeová, o Santo de Israel, em veracidade. Um mero restante retornará, o restante de Jacó, ao Deus Poderoso”. Sim, a palavra inspirada escrita através de Isaías chama Jeová de “o Deus Poderoso”. Finalmente, para reforçar este ponto, peça à testemunha que abra sua Bíblia em sua própria Tradução do Novo Mundo. Mas antes que ela leia, lembre-lhe que a Torre de Vigia ensina que o Deus Poderoso e o Deus Todo-Poderoso são diferentes – Jesus sendo o Deus Poderoso e Jeová o Todo-Poderoso. Então peça-lhe que leia o que Jeremias escreveu sobre “o verdadeiro Deus, o Grande, o Poderoso, cujo nome é Jeová dos exércitos…” (Jer. 32:18, Tradução do Novo Mundo). Então, uma vez que Jesus é o Deus Poderoso, e Jeová é o Deus Poderoso, quem é Jesus? (Deixe as testemunhas de Jeová chegarem à inescapável conclusão em suas próprias mentes que Jesus é Jeová). (Veja também as nossas considerações sobre João 1:1, 20:28 e Apocalipse 1:7,8.)

As Testemunhas de Jeová refutadas

 

versículo por versículo no Novo Testamento

MATEUS 3:11
[João Batista disse:] “Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo”. Segundo o livro da Sociedade Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth, (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), (p.40), “João, o Batista, disse que Jesus iria batizar no espírito santo, assim como João havia batizado em água. Assim, da mesma maneira que a água não é uma pessoa, o espírito santo também não é uma pessoa” (Mat. 3:11). Qual a validade do arrazoado das testemunhas de Jeová contra a personalidade do Espírito Santo? Não é válido de forma alguma! – porque o mesmo “argumento do batismo” poderia ser usado contra a personalidade de Jesus Cristo, que obviamente andou na terra como uma pessoa. Por exemplo, Romanos 6:3 diz: ” Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? (grifo acrescentado). “Da mesma forma que a morte não é uma pessoa, Jesus Cristo também não é uma pessoa” – este argumento poderia também ser usado. Gálatas 3:27 diz que: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo”. Aqui, o raciocínio poderia ser: “Já que as pessoas podem ser batizadas em Cristo e revestidas de Cristo, ele não pode ser uma pessoa”. Estas comparações contestam a personalidade de Cristo? Não! Então o “argumento do batismo” também não contesta a personalidade do Espírito Santo. (Veja também as considerações sobre o “derramamento” e o “enchimento” com o Espírito Santo em Atos 2:4. Para mais evidências da personalidade e divindade do Espírito Santo, veja também João 16:13; Atos 5:3, 4; Romanos 8.26,27; e I Coríntios 6:19.)

LUCAS 16:22-24, 27 e 28
Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição] junto ao seio de Abraão. Também, o rico morreu e foi enterrado. E no hades ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele (na posição junto). Por isso clamou e disse: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque estou em angústia neste fogo intenso… peço-te, pai, que o envies à casa de meu pai, pois, tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento (Tradução do Novo Mundo). As testemunhas de Jeová acreditam no ensinamento de sua organização de que o hades é simplesmente a sepultura e que não há existência consciente depois da morte até a futura ressurreição. Mas, já que as palavras de Jesus nos versículos acima realmente falam de tal existência consciente, a Sociedade Torre de Vigia tem que fazer alguma coisa para negar tais palavras. Assim, elas ponderam que esta narrativa é uma parábola, ou ilustração, e aplicam um significado simbólico para tudo o que acontece nesta história. Segundo a Torre de Vigia, Lázaro representa os discípulos de Jesus, e o homem rico os líderes religiosos judeus, a morte de cada um representa uma mudança nas condições de cada um destes grupos aqui na terra, e os tormentos do homem rico representam a maneira pela qual os líderes religiosos judeus ficaram expostos devido aos ensinamentos dos apóstolos. Assim, Jesus não estava falando sobre a condição dos mortos em Lucas 16, segundo a Sociedade Torre de Vigia. Os cristãos, de maneira geral também, concordaram que a história de Lázaro e o homem rico é mais uma das muitas parábolas de Jesus. Mas se examinarmos as outras parábolas de Jesus concluiremos que todas eram ilustrações baseadas em situações da vida real. Por exemplo, o filho pródigo retornou ao lar depois de esbanjar o seu dinheiro; um homem encontrou um tesouro enterrado num campo, o escondeu, e vendeu tudo o que possuía para comprar aquele campo; o rei que deu uma festa de casamento para seu filho; um senhor de escravos que viajou para o exterior e então voltou para sua casa e seus escravos; o homem que plantou uma vinha, arrendou-a, mas depois teve dificuldades em receber o que lhe era devido; e assim por diante. Aquele jovem realmente deixou a sua casa e esbanjou o dinheiro de sua herança, e Jesus usou a familiaridade que sua audiência tinha com tais circunstâncias para fazer ilustrações relacionadas ao reino. As pessoas realmente encontravam tesouros perdidos, davam festas de casamento, deixavam seus escravos encarregados de suas posses, enquanto viajavam, arrendavam vinhas, e assim por diante, e Jesus usou a familiaridade de seus ouvintes com estas coisas para ilustrar coisas espirituais. Assim, se a parábola de Lázaro e o homem rico é como as outras parábolas de Jesus, ele também deve ter usado uma circunstância real para ilustrar coisas espirituais. As pessoas devem realmente ter uma existência consciente depois da morte e algumas delas devem realmente estar “em tormentos”, profundamente arrependidas de sua vida pregressa. A despeito do que a parábola ilustra, a história básica, como as outras histórias que Jesus contou, deve ter sido tirada da vida real. Lembrando o que a Bíblia nos revela a respeito da misericórdia, do amor e da compaixão de Jesus, nós sabemos que Deus não é nenhum monstro cruel e sem sentimentos que tem prazer em atormentar as pessoas. Se nós realmente o conhecemos, compreende-mos que ele é mais bondoso e amoroso que nós mesmos. Assim, se nós somos incapazes de conciliar a bondade de Deus com os ensinamentos de Jesus a respeito da condição dos mortos, o problema deve estarem nós mesmos, e na nossa compreensão limitada de Deus. Abraão enfrentou um problema similar quando soube que Deus ia fazer chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Ele questionou até mesmo perguntando: “Não fará justiça o juiz de toda a terra?” (Gên. 18:25). Assim, uma pessoa que se irrita com os ensinamentos de Jesus deveria seguir o exemplo de Abraão levando a questão a Deus em oração e pedindo sua ajuda para confiar nele completamente, mesmo em questões que estão além do entendimento humano. Mas a solução não está em negar o que a Bíblia diz. Embora Jesus Cristo tenha sido a pessoa mais bondosa e amorosa que já andou na terra, ele também era quem mais tinha a dizer a respeito das coisas desagradáveis que as pessoas poderiam encontrar depois da morte. Disse, por exemplo: Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (M at. 13:41,42). E ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora (Luc. 13:27,28). Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 13:49,50). Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 22:13). Virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 24:50,51). Virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis. O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites… (Luc. 12:46-48). E lançai o escravo imprestável na escuridão lá fora. Ali é onde haverá [seu] choro e ranger de [seus] dentes (Mat. 25:30, Tradução do Novo Mundo) . … mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido. [Nota do autor: Se ele não tivesse nascido, o traidor não existiria. Mas a não existência era melhor que a punição que agora está reservada para ele. Desta forma, a Torre de Vigia deve estar errada no seu ensinamento de que a morte de Judas o precipitou na não existência eterna.] (Mat. 26:24). …melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado no Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue (Mar.9:47,48, Tradução do Novo Mundo). Alegrai-vos naquele dia e pulai, pois eis que a vossa recompensa é grande nos céus… Mas ai de vós ricos, porque já tendes plenamente a vossa consolação. Ai de vós os que agora estais saciados, porque passareis fome. Ai de vós os que agora rides, porque pranteareis e chorareis (Luc.6:23-25, Tradução do Novo Mundo). Além disso, eu vos digo, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e depois disso não podem fazer mais nada. Mas eu vos indicarei quem é para temer, temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar no Geena. Sim, eu vos digo, temei a Este (Luc. 12:4,5, Tradução do Novo Mundo). E na revelação que Jesus fez ao apóstolo João na sua velhice, a mensagem angélica do Senhor diz: Se alguém adorar a fera e a sua imagem e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor, e será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos anjos e à vista do cordeiro. E a fumaça do tormento deles acende para todo o sempre, e não tem descanso, dia e noite… (Apoc. [ Revelação] 14:9-11, Tradução do Novo Mundo). Conclua perguntando à testemunha de Jeová: “Se alguém nunca ler uma publicação da Torre de Vigia, mas ler apenas as palavras de Jesus, no que ela acreditaria com respeito a este assunto? Em que os leitores da Bíblia acreditaram por muitos séculos antes que o fundador da Torre de Vigia, ‘Pastor Russell, apresentasse no final dos anos 1800 a sua doutrina da não existência do inferno”? O Senhor usou linguagem figurativa – escuridão, fogo, tormento, exclusão – mas transmitiu claramente a idéia de que aqueles que são desobedientes vão encarar algum tipo de desprazer depois da morte, e que Jesus veio como Salvador para resgatar-nos de tal destino.

LUCAS 24:36-39
Enquanto ainda falavam destas coisas, ele mesmo estava de pé no meio deles… Mas visto que estavam apavorados, e tinham ficado amedrontados, imaginavam ver um espírito. De modo que lhes disse: Por que estais aflitos, e por que é que se levantam dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo, apalpai-me e vede porque um espírito não tem carne e osso assim como observais que eu tenho (Tradução do Novo Mundo). Em contraste com as palavras acima, extraídas de sua própria Bíblia, os líderes das Testemunhas de Jeová ensinam que o Cristo ressurrecto é um espírito e que: “O corpo humano, ao qual Jesus renunciou para sempre como um sacrifício redentor, foi despojado pelo poder de Deus, mas não pelo fogo do altar do templo de Jerusalém. A carne de um sacrifício é sempre despojada e tirada da existência, e assim não se corrompe” (Livro da Torre de Vigia Things in Which It Is Impossible for God to Lie [Coisas em Que É Impossível Que Deus Minta,], 1965, p. 354). Também dizem que: “Logo após a sua ressurreição, Jesus nem sempre apareceu no mesmo corpo [talvez para reforçar em suas mentes a idéia de que ele era um espírito]” (Livro da Torre de Vigia Reasoning from the Scriptures [Raciocínios a Base das Escrituras] ,1985, p. 335). Obviamente, a organização das testemunhas de Jeová usando estes argumentos poderia fazer com que acreditássemos o contrário do que dizem as Escrituras a esse respeito. Insiste que o corpo de Cristo não foi ressuscitado, mas destituído, e que ele se tornou um espírito. Se isto fosse verdade, então suas declarações em Lucas 24:36-39 teriam sido mentirosas; e quando ele mostrou aos discípulos as marcas dos pregos em suas mãos e pés, convidando–os a sentir a carne e ossos, teria sido um truque esperto para os enganar. Além de discutir os pontos acima, você pode também pedir à testemunha de Jeová que leia os versículos onde Jesus tinha predito o que aconteceria com seu corpo: “Em resposta, Jesus disse-lhes: ‘Demoli este templo e em três dias o levantarei’. Os judeus disseram portanto: ‘Este templo foi construído em quarenta e seis anos, e tu o levantarás em três dias?’ Mas ele estava falando do templo do seu corpo” (João 2:19-21, Tradução do Novo Mundo). A testemunha tem uma escolha a fazer – acreditar no que Jesus disse a respeito de sua ressurreição corpórea, ou acreditar no que a Torre de Vigia diz.

Livro

(Do Livro “As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo” de David A. Reed)  

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Romanismo

ESTUDO SOBRE “ROMANISMO”

ROMANISMO: CRISTIANISMO ADULTERADO

“Vi uma mulher assentada sobre uma besta escarlata… que tinha sete cabeças e dez chifres … as setes cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada… e a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra ” (Apoc 17.3,9,18).

“E os dez chifres que viste são dez reis … que receberão o poder … juntamente com a besta .” (Apoc 17.12)

” E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.”(Apoc 17.6)

” … Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas”.(Apoc 17. 1,15)

Na Bíblia, a religião falsa é representada por uma prostituta embriagada, e o governo mundial sobre o qual ela cavalga, por uma fera.

A cidade de Roma é das mais antigas da Península Itálica. Está edificada “sobre sete colinas”, que o apóstolo João chama de “sete montes”. Nos dias do império estas montanhas eram denominadas de: Aventino , Palatino, Célio, Esquilino, Vidimal, Quirinal e Capitólio.

INTRODUÇÃO

O que se vem há muito se apresentando como Cristianismo é um ensino corrompido. É um “cristianismo” (entre aspas) espúrio que usurpou o lugar da fé genuína, chamado Catolicismo Romano.

Desde os primórdios do Cristianismo, durante os três primeiros séculos da Era Cristã, Roma desencadeou dez grandes perseguições aos cristãos, que se sucederam uma após outra, à medida que seus césares ( de Nero a Diocleciano) iam subindo ao poder.

Com a subida do imperador Constantino ao trono e a de Teodósio, seu sucessor, proclamou-se em Roma e em todo o império, o principio de tolerância religiosa. Antes atroz perseguidora, Roma abraça o Cristianismo sem contudo deixar para trás seus deuses.

Dentre outras coisas que iremos abordar neste trabalho, veremos que a igreja católica se tornou romana, não pela pretensão de ter sido Pedro o primeiro bispo de Roma, mas pela influência do próprio império dentro da igreja, desvirtuando-a e descaracterizando-a ao ponto de sua paganização.

O testemunho da história conta-nos casos de opressão em que a igreja romana, em nome de Cristo e da sua religião, é acusada de usar da mentira, da violência, da prepotência para castigar, matar e destruir aqueles que julgava seus inimigos ou que de seus erros divergiam.

Confissões extorquidas pela tortura; morticínios e destruições como foi o caso da matança dos Valdenses e o massacre dos Huguenotes (protestantes franceses) conhecida como ” a noite de São Bartolomeu” , foram provocadas por causa da intolerância religiosa da igreja romana que ameaçava sufocar de uma só vez a Obra Evangélica na França como em toda a Europa. Perseguições eram promovidas com o fim de extirpar a “heresia” tudo em nome daquele que não veio destruir vidas, mas salvá-las.

Prova disso foi a “Santa Inquisição da Igreja Católica” que de santa só teve o nome. Estabelecida em 1231 pelo papa Gregório IX , os tribunais de “Santo Oficio” como também era conhecida a Inquisição, martirizaram milhares de santos, acusando-os de heréges e inimigos da igreja (romana). Fogueiras humanas iluminavam as noites sombrias enchendo o céu de fumo e a terra de luto. Roma insaciável, continuava a derramar o sangue dos martíres.

Os nefandos tribunais da Inquisição covardemente fizeram milhões de vítimas, entre judeus e cristãos. Período negro da história, obra prima da

crueldade satânica, permitida talvez para nos servir de aviso para sair-mos e nos livrar-mos de Roma e do seu Sistema.

Não chamamos a ele (romanismo) de religião, porque religião, do latim do verbo “religare” ligar outra vez ou religar o homem com Deus, não se lhe aplica. Muito menos podemos classificá-lo como igreja, porque igreja temos como ” o Corpo de Cristo” , a reunião dos santos, lavados e purificados pelo sangue de Jesus.

A nosso ver, a melhor designação que se lhe aplica é Sistema. A cabeça, a alma desse sistema é a Roma Papal.

Condenamos o Sistema porque o consideramos contrário a Cristo e ao seu Evangelho, e o maior obstáculo ao triunfo da religião cristã na terra, mas não acalentamos nenhuma animosidade contra qualquer pessoa que a ele pertença. Lamentamos e amamos as vítimas do Sistema , mas a ele o condenamos. Não mostramos má vontade contra o escravo quando condenamos a escravatura. Assim também não estamos contra os iludidos pela falsidade do romanismo. A eles falamos com afeição cristã, embora usando palavras que a verdade nos obriga a proferir.

Acusados por Nero, o imperador, de terem ateados fogo em Roma, milhares de Cristãos sofreram tremenda perseguição, e as levas eram jogados nas arenas do Coliseu Romano para serem destroçados pelas feras. Por cima dos gritos das turbas enraivecidas e dos rugidos ameaçadores dos leões ressoava a voz dos mártires como um hino de louvor a Deus: “somos como trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído pelos dentes das feras antes de se tornar em pão”. A pureza e o vigor dos primeiros seguidores de Cristo, os quais, mesmo coagidos, foram fiéis até a morte… cujos os nomes desprezados na terra, estão inscritos no Livro da Vida.

Por séculos e séculos a igreja romana proibiu ao povo a leitura da Palavra de Deus. Pelo simples ato de proibir o uso franco das Escrituras aos seus seguidores, a igreja romana admite que o seu sistema não pode suportar o confronto com a Bíblia.

Roma não somente desonrou a Cristo no tocante ao seu ofício de Sacerdote, mas gradualmente foi exaltando homens, levando-os a partilhar do ofício de Mediador que só pertence a Cristo. Aos apóstolos, aos mártires, à Maria, mãe de Jesus, a espíritos de homens e mulheres , e também aos anjos, essa igreja revestiu com os atributos da onipresença de Deus e agindo como impostores ensinou-lhes que se lhes poderiam dirigir orações como se fossem mediadores de intercessão.

A igreja de Roma já há muito abandonou a direção das Sagradas Escrituras e desprezou ” o guia da sua juventude” , se esquecendo do concerto do seu Deus. Não se assemelha agora à igreja cristã primitiva, pois introduziu-se em seu seio práticas e idéias pagãs. “COMO SE FEZ PROSTITUTA A CIDADE FIEL” (Apoc 17.1). Em lugar da adoração do seu Senhor e Salvador, achamos a igreja ” cuja fé era divulgada por todo o mundo” (Rm 1.8) e cujos primitivos crentes preferiam cheios de gozo ser lançados às chamas, às feras ou à tortura, do que praticarem o ato mais simples de idolatria, gloriando-se agora na sua própria vergonha; prestando homenagem e adoração a ídolos, a santos mortos, a espíritos e a relíquias, e até mesmo a homens e mulheres imaginários que somente existem nas lendas mentirosas que ela inventou! Há razão de sobra para dizer-se que a religião que Roma apresenta aos seus adeptos é uma forma de “cristianismo” adulterado, corrompido e paganizado, como passaremos a descrever nas páginas seguintes.

EIS ALGUNS PONTOS DO CONFRONTO:

BÍBLIA X CATOLICISMO ROMANO

IDOLATRIA: UM GRAVE ERRO DA IGREJA ROMANA

O primeiro mandamento bíblico prescreve: ” Eu sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança do que há em cima nos Céus… Não te curvarás diante delas nem as servirás” (Ex 20.4). No entanto no catolicismo romano as imagens tem prioridade por serem os esteios da Igreja. Os ídolos do paganismo e as estatuetas da Igreja Católica são formas de idolatria que confrontam-se com a Bíblia.

O culto a Deus deve ser realizado em espírito, sem o auxílio de qualquer objeto ou representação material, pois Deus é Espírito e importa que os que adoram a Deus o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24). Este é o culto preconizado nas Escrituras, exigido por Deus em todos os tempos.

As Escrituras condenam o culto por meio de imagens, isto sempre foi abominação a Deus. Porém, contrariando à sua Palavra, a igreja católica romana ensina a adoração de imagens e enche os seus templos de ídolos, conservando os seus adeptos na ignorância ao esconder-lhes a verdade bíblica.

Não há um só trecho no Novo Testamento que fale em Ter havido na igreja primitiva alguma procissão eucarística e que mostre algum dos apóstolos ou servos do Senhor incensando imagens. A razão porque não há é que o culto às imagens foi decretado pelo II Concílio de Nicéia em 787 dC, e a procissão eucarística teve seu início em 1360 dC.

O apóstolo Paulo em Atos 17.29 faz a seguinte declaração: ” Sendo nós pois geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.”

No entanto existe na Basílica de São Pedro em Roma, uma imagem deste apóstolo feita de bronze, cujo pés se gastaram de tantos beijos dos seus adoradores. O missal da igreja romana manda que se adore a cruz : “vinde e adoremos”. O clero e os leigos adoram a cruz tirando os sapatos, ajoelhando-se e beijando-a . Os fiéis carregam suas imagens em procissão, queimam incenso às imagens e lhes acendem velas . Fazem promessas a inúmeros “santos” e lhes atribuem milagres, não já aos santos mas imagens desses. E a Palavra de Deus adverte: “congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações: NADA SABEM OS QUE CONDUZEM EM PROCISSÃO AS SUAS IMAGENS DE ESCULTURA, feitas de madeira e rogam a um deus que não pode salvar” (Isaías 45.20).

Observe agora atentamente o Salmo 115 versos de 2 à 8:

Os romanistas adoram de fato as imagens e isto é pecado de idolatria, condenado por Deus em sua Palavra: “não erreis: nem os devassos, NEM OS IDÓLATRAS… herdarão o reino de Deus” (I Coríntios 6.10).

Devemos buscar a Deus conforme os ensinos de sua Palavra e seguir a orientação que nos dá quanto ao culto que lhe devemos tributar. O culto deve ser tributado tão somente a Deus. Todavia, a igreja romana estabeleceu três espécies de culto:

a) o de LATRIA, devido somente a Deus;

b) o de HIPERDULIA, que se deve prestar a Maria;

c) e o de DULIA, que se deve tributar aos santos e aos anjos. Esta divisão porém, não é bíblica nem lógica.

Não temos nem um simples exemplo nas Escrituras de adoração a Maria, ou aos santos e anjos. Antes estes, quando os pagãos os queriam adorar, eles os impediam, ensinando-os que só deviam adorar a Deus.

EXEMPLOS:

1) Jesus citando Deuteronômio 6.13, disse ao tentador:

“AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS” (Mt. 4.10)

2) Pedro rejeitou a adoração de Cornélio em Atos 10.26:

3) Barnabé e Paulo não receberam a adoração dos habitantes de Listra (Atos 14.11-18) dizendo ao povo: “Varões, porque fazeis estas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeito às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo” .

4) O Anjo não consentiu que o apóstolo João o adorasse (Apoc 19.10) e

5) Maria, mãe de Jesus nunca em seu coração teve a pretensão de se tornar objeto de culto, mas deixou-nos um único mandamento: “FAZEI TUDO QUANTO ELE VOS DISSER” (Jo 2.5).

E o que Jesus está nos dizendo é que “a hora vem e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (Jo 4.23).

Caro leitor(a), o nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Cor 6.19), e o Deus vivente quer fazer nele morada. Pois então me diga: Que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso temos nós com os ídolos que Deus abomina e que se encontram presentes no interior das igrejas católicas? A Bíblia diz: “convertei-vos e deixai os vossos ídolos” (Ez 14.6) e ” saí do meio deles e apartai-vos … e eu vos receberei, diz o Senhor Todo Poderoso” (II Cor 6.14c, 16 a, 17 e 18b).

Leitor (a) amigo (a) , atenta para o que está escrito na Palavra de Deus e converta-se dos ídolos para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, pois o fim dos idólatras é o ardente Lago de Fogo e Enxofre (Apoc 21.8).

O PAPA É IDÓLATRA

Outros versículos bíblicos sobre idolatria:

Lv 26.1 ; Dt 4.23; Dt 7. 25,26; Is 44.17-20; Is 45.20; Jr 10.5; Jr 10.14,15; Ez 20.18,19; Os 4.12; Zc 15.2; At 17.16,29; I Tess 1.9 e I Jo 5.21.

“… não te curvarás a elas nem as servirás” (Ex 20.4)

DOGMA DA INFALIBILIDADE PAPAL

O dogma da infalibilidade papal foi declarada pelo papa Pio IX no Concílio Vaticano I (1869-1870) realizado na Basílica de São Pedro, em Roma.

A pretensão do papado consiste em dizer que o bispo da diocese de Roma é o Papa ou Pai da Cristandade, o sucessor de Pedro e o Vigário de Cristo com autoridade temporal e espiritual não somente sobre as igrejas, mas também sobre os reinos que há na terra.

Estas declarações praticamente são baseadas em uma só passagem das Escrituras, Mateus 16.18, nas palavras que Jesus dirigiu a Pedro. A interpretação romanista é que ali Cristo constituiu a Pedro como uma Pedra ou o Alicerce da Igreja. Além disso, se diz que Pedro foi o fundador e o primeiro bispo da igreja cristã em Roma.

Estas declarações merecem de nossa parte uma análise serena, imparcial e conscienciosa. Devemos recorrer à Bíblia, para ver se ela dá seu apoio a tão alarmantes pronunciamentos. E a história nos dirá se a primazia do Papa e sua apetecida infalibilidade foram verdades religiosas e feitos patentes reconhecidos através dos séculos do Cristianismo.

MATEUS 16.18-20

“Pois também eu te digo que tu és pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”

Em torno destes dois versículos é gerada tal polêmica. Importante observar que o Antigo Testamento foi escrito na língua hebráica e o Novo Testamento em questão, na língua grega. Note se recorrer-mos ao original grego, pedra para Cristo no Gr. “PETRA”- Rocha firme e inabalável; pedra para Pedro no original grego “PETROS”- pedra pequena e móvel, tirada da “PETRA-CRISTO”

Na suposição de que Cristo edificou a sua Igreja sobre Pedro, os papas trataram de estabelecer uma linha de sucessão com esse apóstolo. Para isso embaralharam as palavrinhas gregas “petros e petra” encontradas em Mt. 16.18 e trapacearam com uma exegese tendenciosa confundindo a Cristandade.

Na verdade Cristo disse ao apóstolo: “Tu és petros, sobre esta Petra edificarei a minha igreja”.

O próprio Pedro afirma que Jesus Cristo é a “PEDRA PRINCIPAL”. “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina” (At 4.11). Ele é a “pedra viva, reprovada na verdade pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” (I Pe 2.4).

Paulo na carta aos Efésios afirma que Cristo é a cabeça da Igreja sendo Ele próprio o Salvador do corpo (Ef 5.23) . Em Isaías se lê: “Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como ALICERCE uma pedra, uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, de firme FUNDAMENTO” (Is 28.16). Esta pedra é Cristo (I Cor 10.4b).

Ninguém portanto de acordo com Paulo pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, o qual é Jesus Cristo (I Cor 3.11) . Ele é o alicerce “a Rocha cuja obra é perfeita” (Dt 32.4 a) na qual a sua Igreja está edificada. Somos pedras vivas edificados em Cristo casa espiritual e sacerdócio santo (I Pe 2.5).

QUANTO AS CHAVES

No sentido literal a palavra chave aparece uma única vez na Bíblia, em Juízes 3.25. No mais, CHAVE tem o sentido de autoridade, de poder.

Quando Jesus disse a Pedro: ‘´ Eu te darei as chaves…” Ele estava conferindo a Pedro esta autoridade e também o privilégio de ser o primeiro entre os apóstolos a pregar a Sua Palavra aos gentios. A porta da pregação foi aberta por Pedro no dia de Pentecostes quando quase três mil almas receberam de bom grado a sua palavra e se agregaram a eles naquele dia (At 2.41). É importante frisar e deixar bem claro que a autoridade das chaves não era somente para Pedro, foi dada também a todos os apóstolos (Mt 18.18-20).

É BOM SABER:

1º) A palavra “Papa” é uma expressão formada pela primeira sílaba de cada uma das palavras “Pastor pastorum” ou seja: Pastor dos pastores. Padre quer dizer pai. Quando alguém chama o “vigário” de padre é como se lhe chamasse de pai e ao Papa como Pai dos pais. Claro está que isso se aplica a uma condição espiritual. Porém Jesus no Evangelho de São Mateus disse a seus discípulos: “a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mt 23.9).

2º) Pedro nos esclarece a respeito de sua posição dentro da igreja: “aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu que sou também presbítero com ele, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar” (I Pe 5.1).

Pedro nunca foi papa e sim presbítero “com eles” e não acima deles. No verso 4 do capítulo 5 ele exalta o verdadeiro pastor das ovelhas dizendo “e quando aparecer o Sumo pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”.

3º) O papa aceita adoração, porém Pedro não aceitou a adoração de Cornélio, dizendo a este: “Levanta-te que eu também sou homem” (At 10.26).

4º) Tanto o papa como os demais ministros da religião, não se casam. O celibato sacerdotal teve seu início com a proibição decretada pelo papa Gregório VII em 1074 dC. Do celibato forçado fez-se uma virtude. Nada disso havia sido introduzido nos tempos apostólicos. O Novo Testamento diz que os apóstolos e os evangelistas eram casados. É o caso de Pedro (Mt 8.14) . Importante salientar a carta de Paulo a Timóteo onde ele afirma que um ministro cristão deve ser esposo de uma só mulher (I Tm 3.1-7).

5º) É lhe dado o título de Sumo-Pontífice, título este que o próprio Pedro não almejou para si, mas que é conferido únicamente a Cristo (I Pe 5.4).

6º) Os cardeais e todo o clero se dirigem ao papa tratando-o de “Mui Santo Padre” . Jesus orando ao Pai Eterno tratou-o na mesma expressão: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me destes…” (Jo 17.11b). Só Deus é digno de tal tratamento (Mt 23.9).

7º) Enquanto o papa manda e desmanda como celebridade político-religiosa, Pedro trabalhava levando a boa semente e estava sujeito as ordens em Jerusalém como autêntico servo de Deus (At 8.14 e I Cor 9.5). Outrossim, Pedro foi um homem repreensível (Gl 2.11-14).

8º) É admirável que Pedro sendo o “Príncipe dos Apóstolos” como ensina a igreja romana, tenha sido Tiago e não ele o pastor da comunidade cristã em Jerusalém (At 15). Quanto a ordem das “colunas da Igreja” conforme escreveu Paulo em Gálatas 2.9 haveria que ser “Cefas, Tiago e João” e não “Tiago, Cefas (que é Pedro) e João”.

9º) O apóstolo Paulo não se considera inferior a Pedro ou a nenhum dos apóstolos, pelo contrário “trabalhei muito mais do que todos eles” disse Paulo (II Cor 11.5 e 15.10b).

10º) Quanto a Pedro Ter sido o fundador e o primeiro bispo da igreja em Roma, não há provas bíblicas nem históricas sobre isso. Na última carta escrita por Paulo, de Roma, dirigida a Timóteo, lemos o seguinte: “em minha primeira defesa ninguém esteve comigo, antes todos me abandonaram” (II Tm 4.16). Se Pedro estivesse em Roma seguramente não abandonaria o grande apóstolo. Na mesma epístola (v. 11) escrita uns dias antes de sua morte, Paulo diz: “só Lucas está comigo”. Estas palavras admitem uma só explicação: Pedro não estava ali. Além disso, até a Segunda metade do século II nenhum documento afirma expressamente a estada e martírio de Pedro em Roma.

COMO SURGIU O PAPADO?

(RESUMO HISTÓRICO)

Durante os primeiros três séculos da era cristã, a perseguição à Igreja verdadeira ajudou a manter a sua pureza, preservando-a de líderes maus e ambiciosos. Ser cristão naquela época significava um grande desafio e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabiam que tinham suas cabeças a prêmio, pois eram rejeitados e perseguidos pelos poderosos. Só os realmente salvos se dispunham a pagar este preço. A Igreja então, vivia “escondida nas covas e cavernas da terra” (Hb 11.38).

Quando Constantino ascendeu ao posto de imperador romano, isso pareceu ser o triunfo final do cristianismo, mas na realidade produziu resultados desastrosos dentro da Igreja. Em 312 dC, Constantino, agindo de forma diferente de seus antecessores, apoiou o cristianismo, proibiu a luta de gladiadores, e deu aos cristãos liberdade religiosa. Teodósio, seu sucessor, foi mais longe, oficializando o cristianismo como religião oficial de todo o império romano, ordenando por decreto que todos se tornassem cristãos. A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja começou, quando milhares de pessoas foram batizadas e recebidas como membros sem terem experimentando real conversão. Pagãos como eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo consigo os seus deuses. Templos foram erguidos em toda parte. A Igreja saía das catacumbas e começava a viver um novo e terrível pesadelo.

Nesse tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus, começaram a buscar cargos na Igreja como meio de obter influência social e política, ou para gozar dos privilégios e do sustento que o Estado Imperial conferia ao clero. Desta maneira o formalismo religioso e as crenças pagãs iam-se infiltrando cada vez mais na Igreja, até o nível de sua paganização.

Pedro era financeiramente pobre (At 3.6) bem diferente da riqueza e do luxo do Vaticano. Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinha o poder de Deus em sua vida, era cheio do Espírito Santo. O papa tem riquezas e é cercado pela sua corte, vive como um rei, mas não pode dizer ao coxo: “Levanta-te e anda”. Desde o ano 200 aC até o ano 376 da nossa era, os imperadores romanos haviam ocupado o posto e o título de Sumo-Pontífice da Ordem Babilônica. Dâmaso o bispo da igreja cristã em Roma foi nomeado para esse cargo no

ano 378. Uniram-se assim numa só pessoa todas as funções de um sumo sacerdote apóstata com os poderes de

um bispo cristão. Devido Roma ser a capital do império dominante, o poder eclesiástico passou a centralizar-se na pessoa do seu bispo que passou a ser chamado: Bispo dos bispos. Com o passar do tempo o bispo de Roma foi sendo revestido de autoridade destacando-se sobre os demais. O poder e a hegemonia eclesiástica do bispo de Roma apareceram em um desenvolvimento gradual, o papado foi tarefa de séculos e tropeçou com muitas vicissitudes, mas finalmente conseguiu consolidar-se de maneira suprema e absoluta, especialmente nos séculos da idade média.

Ao todo foram 263 papas, muitos deles políticos, corruptos e ambiciosos. Na atualidade o papa não exerce o poder que os papas exerceram em séculos passados quando viviam como reis e eram donos de grandes exércitos. Toda a situação política, social e religiosa é muito diferente da do passado. No entanto, a doutrina do papado continua sendo a mesma, o que nos faz pensar que, se as circunstâncias mudassem radicalmente e a favor do obscurantismo religioso, com certeza o papa voltaria a suas tropelias históricas do passado.

Os papas são obcecados por títulos! Se intitularam por conta própria de Salvatore, Deus in terris, Dei Vicarius Noster, Pontífice Maxímus, Augustos que significa digno de ser adorado, e outros superlativos que os distanciam de Cristo.

CONCLUSÃO

O papado é uma instituição de origem humana, alimentada pela ambição de poder, de autoridade e de ouro dos bispos de Roma. A história demonstra isso de modo irrefragável. O guia infalível de que o homem necessita não é o papa e sim a Bíblia. Ela nos foi dada por Deus para mostrar-nos o plano da salvação, as doutrinas essenciais à fé e o consolo e a esperança para as horas de tribulação. Ela foi escrita precisamente para nos revelar a vontade de Deus, para que , crendo em Jesus Cristo, o Filho de Deus, tenhamos vida em seu nome(Jo 20.30,31).

O vigário de Cristo na terra não é o papa e sim o Espírito Santo. Qualquer outro “sucessor” é suspeito. O papa está em Roma, mas o Espírito Santo está em toda a parte.

As igrejas evangélicas não necessitam de nenhum papa. O governo pelo qual se regem recomendado pelo Novo Testamento, é o governo democrático, sob a direção do Espírito Santo e à luz da Bíblia Sagrada. Jesus Cristo, e somente Ele deve ser o Senhor da Igreja.

Concluímos afirmando que a infalibilidade é um atributo privativo de Deus. Só Ele é infalível, e Ele não transmitiu a infalibilidade a nenhum homem. De modo que dizer que determinado indivíduo tem o atributo da infalibilidade não passa de mera pretensão.

UMA PALAVRA PARA AS FREIRAS

A igreja católica romana tem induzido consciências sensíveis especialmente do sexo feminino, escravizando-as; são milhares de moças e senhoras enclausuradas em lúgubres conventos devido a fé falsa que receberam . O livro das ex-freiras Nancy e Rosemary sobre “As freiras lésbicas” expõe com clareza a situação de muitos conventos; ninguém sabe que tipo de tratamento aquelas moças recebem! O Vaticano deveria ordenar a recuperação de suas mentes e abrir os portões devolvendo-as a sociedade. (Veja o Estado 12.11.86).

Mulheres valorosas, para viver-se uma vida santa não precisa enclausurar-se num monastério. Conventos e mosteiros não santificam a ninguém. A vida de reclusão em um claustro não é a fórmula bíblica para se alcançar a glória da santidade.

Enoque viveu em dias de extrema depravação, viveu entre pecadores, no entanto a Bíblia diz que Enoque andou com Deus (Gn 5.22). Não

somos santos por causa daqueles que estão ao nosso redor, mas por causa daquele que está em nossas vidas (Rm 8.9-16 ; I Cor 6.19,20).

Mulheres que tem o temor de Deus, consagrem suas vidas a Cristo, e não a Maria. Honrem e glorifiquem o Criador, e não a criatura. Larguem o hábito e sirvam a Deus com liberdade, honrando-0 com a enobrecedora missão de ser mulher e mãe, pois esta é a vontade de Deus para as vossas vidas.

O BATISMO Á LUZ DA BÍBLIA

A palavra batismo vem do grego Baptisma e quer dizer “Mergulhar”. É um mergulho no Corpo de Cristo. O texto bíblico que mais nos esclarece a respeito da simbologia do batismo está em Romanos 6.3,4 que diz: “Não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”

Se de fato amarmos a Jesus, com grande alegria desceremos as águas batismais, pois fazendo assim, estaremos demonstrando pública e claramente a nossa fé nEle e o nosso desejo de seguí-lo para sempre.

Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado e que agora estamos mortos para o pecado, mas vivos para com Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.”(Rm 6.11).

SIMBOLOGIA DO BATISMO

O ato de entrar-mos nas águas representa a sua morte, quando estamos submersos o seu sepultamento (que foi rápido, pois as cadeias da morte não puderam conter o Príncipe da Vida), mas quando somos levantados das águas, representando sua ressurreição, nascemos para uma nova vida de obediência e serviço a Deus.

O Batismo é , portanto, um ato simbólico da transformação que já ocorreu em nosso interior, ou seja, o Novo Nascimento ensinado por Jesus em João 3.1-8, e é realizado pelos crentes por se constituir uma ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19) que deseja que pelo batismo nós nos identifiquemos com Ele.

O batismo infantil realizado pela igreja católica anula o mandamento divino de que seja o batismo um selo de fé, de arrependimento, e de experiência pessoal.

“Quem crer e for batizado será salvo…” (Mc 16.16)

PORQUE NÃO BATIZAMOS CRIANÇAS?

Se analisar-mos a Bíblia veremos que Jesus não foi batizado por seus pais logo quando nascido, mas somente apresentado no templo para ser consagrado ao Senhor (Lc 2.22,23). Jesus batizou-se aos quase trinta anos, quando Ele próprio foi Ter com João Batista, junto ao rio Jordão (Mt 3.13).

QUEM DEVE SE BATIZAR?

Todos aqueles que já fizeram uma decisão consciente ao lado de Jesus , podem e devem se batizar. Duas condições porém são necessárias: ARREPENDIMENTO e FÉ (Mc1.15). Além de crer e se arrepender , é necessário confessar a Cristo como Salvador (Mt 10.32 ; Rm 10.9). Uma criança é óbvio, não possui maturidade para crer, não tem condições de arrependimento, muito menos de fazer uma confissão de fé ( visto que ainda não sabe falar ), portanto não devem ser batizadas. O fato do carcereiro de Filipos Ter sido batizado com toda a sua casa, não prova o contrário, uma vez que a Bíblia não registra se havia crianças ali.

A Bíblia diz: “Instrui ao menino no caminho em que ele deve andar…” (Pv 22.6). Cabe a nós, pais, instruí-los “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4b) e orar contínuamente por eles, pedindo a Deus que também possam salvar-se. Mais tarde certamente farão uma decisão ao lado do Senhor.

Um exemplo bíblico é o de Timóteo, que possuía uma fé viva herdada de sua avó Lóide e de sua mãe Eunice que o ensinaram desde a sua meninice a conhecer as sagradas letras que o fizeram sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus (II Tm 3.15).

O batismo infantil realizado pela igreja católica anula o mandamento divino de que seja o batismo um selo de fé, de arrependimento, e de experiência pessoal.

Jesus jamais batizou uma criança. Somente “abraçando os meninos, os abençoava, impondo-lhes as mãos” (Mc 10.16). Tampouco tal costume foi começado por João Batista ou por algum dos apóstolos. Se os filhos de pais crentes morrerem pequenos não morrerão “pagãos”, como dizem os católicos “porque dos tais é o reino de Deus” (Mc 10.14).

O BATISMO DEVE SER POR ASPERSÃO, EFUSÃO OU POR IMERSÃO?

Se o rito batismal devesse ser por aspersão, a palavra grega usada nas passagens bíblicas seria “Rhantixo” que significa “aspergir”. Se fosse também por efusão, a palavrinha grega seria “Okxeo” que quer dizer “derramar, entornar, efundir”. Mas o Espírito Santo, usando da língua grega, o veículo de expressão mais perfeito que jamais existiu entre os homens, escolheu as palavras “Baptizo” e “Baptisma” e sua original “Bapto” que é igual a mergulhar, imergir, submergir; pois era a que mais perfeitamente descrevia tão glorioso rito. Nunca a aspersão ou a efusão poderiam tão bem simbolizar esta grande transformação espiritual, a de passar da morte para a vida.

ORIGEM DA ASPERSÃO E DA EFUSÃO

Como podemos demonstrar por documentos da igreja primitiva, o costume universal, no princípio, era o de batizar os crentes por imersão, sendo o corpo inteiro submerso em água. Mais tarde começaram a fazer algumas excessões, para pessoas doentes, com o fim de facilitar, batizando-as por efusão. Chamavam então a isso de “batismo Klinikoi”(batismo na cama). Mas nem no século II achou este batismo plena aceitação, pois encontrou sempre contestação. Mesmo no século IX foi considerado como excepcional. Só no século XIII, com a mais extensa prática do batismo infantil, foi que o batismo por efusão ou aspersão , encontrou bom ambiente para uma aceitação mais ou menos geral. O mais forte argumento a favor da efusão foi o de ser “mais conveniente”. A Igreja havia apostatado a tal ponto que a conveniência importava mais do que o mandamento do Senhor Jesus! A igreja romana passou a adotar então oficialmente a efusão, até os dias de hoje.

CONCLUSÃO

Melancolicamente a igreja romana batiza crianças, o que não é bíblico, e tenta justificar o fato da criança não Ter feito sua própria decisão na Crisma, que é a confirmação do batismo. Ora, os fins não justificam os meios; não adianta tapar o sol com a peneira. Batismo é para novos crentes, que já renunciaram as concupiscências do mundo , recebendo Cristo como Salvador. Nem a crisma, nem a 1a comunhão, justificam o ato errôneo de se batizar crianças. Muitos pais sabem disso, mas para não contrariar alguns familiares escolhem por desobedecer a Deus, transgredindo o Seu mandamento por causa da sua tradição, o que é lamentável.

Concluo afirmando que o batismo infantil não tem valor algum diante de Deus, e que o mais correto a fazer é seguir o exemplo que Ele próprio nos deixou.

OS SANTOS

QUEM SÃO? ONDE ESTÃO? PODEM SER ADORADOS?

A palavra “santo” significa “estar separado”. Exemplo é o de Paulo que foi “…separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1). Este apóstolo escrevendo aos crentes de Corínto (I Cor 1.2),disse: “A igreja que está em Corínto aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos…”. Portanto santos, são aqueles que já foram separados do mundo de pecado e chamados para pertencerem a Jesus Cristo (Rm 1.6).

Todo aquele que já foi lavado, remido e comprado pelo precioso sangue do Cordeiro (I Pe 1.18,19), tornando-se de fato um discípulo e testemunha de Jesus, é bíblicamente considerado santo, pois em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus, foi santificado (I Cor 6.11). Já passou da morte para a vida (Jo 5.24) tornando-se um filho de Deus (Jo 1.12). Agora faz parte da comunidade dos santos e da família de Deus (Ef 2.19).

Santos não são imagens, santinhos de papel ou ídolos postos em paredes ou altares para veneração do povo. Santos somos nós, os salvos em Jesus, que servimos a Deus em espírito e em verdade.

Há 57 casos no NT, em que os crentes como uma classe, são chamados de “santos”, ex: Rm 1.7 e Col 1.2). Mas não há um único caso de o termo ser aplicado a um indivíduo para distingui-lo dos demais. Observamos nisto a simplicidade da igreja primitiva. Antes dos primeiros três séculos da Era Cristã, nenhum prefixo de “Santo” havia sido dado exclusivamente a qualquer dos servos de Deus, o termo era aplicado, como no NT , sem distinção, a todos que eram santificados por uma fé viva e verdadeira em Cristo Jesus. Só Ele , o Senhor é Santo, com S maiúsculo, e merece honra e glória, conforme disse Pedro em Atos 3.14. Porém a igreja romana não pensa assim, e tem exaltado homens e mulheres a posições de santos, sujeitos a veneração do povo. Em cada esquina um padroeiro. Auréolas de glória são postas em suas cabeças(prática pagã iniciada no século V) e o povo que não conhece Bíblia se dobra, reverenciando as imagens dos seus santos, em vez de adorar o Deus vivo e verdadeiro.

Alega também a igreja romana que todo o sacerdócio, todo o poder de santificar, promana do “santo padre”(CD2) que beatifica e torna santo a quem julgar quem mereça ser canonizado. Essa pretensão do Vaticano é a maior fraude e cheira a hipocrisia. Como a maioria dos católicos não leva a sério os dogmas da igreja, fazem chacota de tudo! Apresentam Pedro com duas grandes chaves, é o porteiro do Céu, e controla as chuvas…Santo Antônio é o santo casamenteiro, enquanto Santo Onofre é reverenciado pelos alcoólatras e assim por diante…

Todas essas baboseiras romanistas rebaixam o Cristianismo. Todo cristão autêntico é um santo, não precisa passar pelas mãos do papa para ser santificado e sim pelas mãos santas de Deus. Experiência de conversão e entrega total a Deus é que torna um homem santo.

Amigo (a) não se engane, a vontade de Deus para a sua vida é a vossa santificação (I Tes 4.3 a), pois sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14) portanto

O significado da santificação.

Essencialmente, a santificação significa um ato de Deus separando alguma coisa ou pessoa para um serviço sagrado. No Novo Testamento, a santificação significa a separação do homem do pecado e a dedicação de sua vida ao serviço de Deus, para uso do Senhor. “como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santo em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo.”

(I Pe 1.15,16).

MARIA, MÃE DE JESUS

É desagradável que Maria, a mãe de nosso Senhor, tenha chegado a constituir entre católicos romanos e cristãos evangélicos um tema de controvérsia, e, em grande medida, uma linha de divisão. As posições de ambas as confissões religiosas, com respeito a Maria, são completamente distintas. No seio do catolicismo romano, desde muitos séculos atrás, tem havido uma corrente cada vez mais forte para exaltar Maria a uma posição totalmente irreal, sem base bíblica nem histórica.

Não é verdade que nós evangélicos não gostamos de Maria, pelo contrário, temos a Mãe de Jesus em alta estima. Não a consideramos nossa mãe, mas a reconhecemos como nossa irmã em Cristo. Dizemos dela o que representa a verdade, é bom e bonito; não pode ser de outro modo. Maria é merecedora de nosso apreço e amor sinceros, e que todos procuremos modelar nossas vidas conforme o exemplo que deu: Mulher santa, piedosa, humilde, obediente até o sacrifício, conhecedora das Escrituras do Velho Testamento, cheia de fé e bela em seu caráter.

O pedestal sobre o qual descansa a verdadeira grandeza da mãe de Jesus não podemos elevá-lo mais; intentar fazê-lo seria obscurecer a esplendente auréola que ilumina a agraciada pessoa de Maria. Nenhuma luz pode ser mais brilhante para ela do que a que irradia de seu belíssimo caráter, todo humildade, modéstia e obediência; nenhuma glória poderia ser maior que a de haver levado em seu bendito seio a forma humana do Verbo Eterno: Nenhuma dita mais incomparável do que a de haver crido ela mesma em seu Filho Jesus; esta é a verdadeira grandeza de Maria.

Não há dúvidas que a Maria dos Evangelhos é muito diferente da Maria do romanismo. A desfiguraram e a desumanizaram. Ao invés de honrá-la como pretendem a envergonharam até o indizível, ao render-lhe um culto que chega a ser uma crassa idolatria com marcos de superstição. Seus adeptos estão divididos entre si, sendo que cada um crê que a Virgem de sua devoção é mais milagrosa que a dos demais. Suas incontáveis imagens são produto da inspiração do artista ou da concepção fantástica de seus admiradores. Há virgens negras, morenas e brancas, para todos os gostos. Ser mui devoto de Maria entre os romanistas é sinal de ser um bom católico; para nós, isto é antes sinal de afastamento da revelação. A fé católica gira praticamente em torno dela. Dão-lhe títulos sumamente elevados; ordens monásticas inteiras a ela consagram-se; lhe atribuem muitíssimas aparições extraordinária e uma infinidade de milagres. Suas supostas aparições são vistas por videntes que recebem suas mensagens. Para nós isso cheira a espiritismo (ver II Cor 11.14 e 2.11) .

Junto às suas imagens colocam-se candeias, bem como flores, e as levam em procissões públicas, deslocam-se de distantes lugares em sofridas romarias para fazerem votos e pagarem promessas acendendo-lhe velas. QUANTA CEGUEIRA ESPIRITUAL. Sabia?

Que três dogmas que foram definidos como artigos de fé pela igreja romana à respeito da pessoa de Maria não tem fundamento bíblico?

1º) DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO: Transcorreram-se dezoito séculos e meio para que a Imaculada Conceição ingressasse oficialmente no credo católico romano. Data: 02 de fevereiro de 1849.

2º) DOGMA DA PERPÉTUA VIRGINDADE DE MARIA “MARIA SEMPER VIRGO”: Definido como artigo de fé pelo 5º Concílio Geral celebrado em Constantinopla durante a atuação do papa Virgílio em 553, e posteriormente em 640, o Concílio Romano, presidido pelo papa Martinho I, definiu Maria como “… Sempre Virgem, que concebeu sem obra de varão e permaneceu intacta mesmo depois do parto”. Segundo esta crença, repetimos, sem fundamento, se segue que Maria viveu uma vida matrimonial fictícia e que se isolou da enobrecedora missão da maternidade tão ponderada e anelada entre as mulheres hebréias.

3º) DOGMA DA ASSUNÇÃO DE MARIA: Foi declarado a 1º de novembro de 1950, pelo papa Pio XII. Esta crença é uma derivação do dogma da perpétua virgindade e da imaculada conceição, e marca um passo a mais na tendência romanista de querer exaltar Maria a objeto de culto religioso.

Vê-se que o que de fato aconteceu com Jesus; o seu nascimento sobrenatural e sua ascensão gloriosa aos Céus (At 1.9-11) foi revertido, ou melhor dizendo “torcido” a favor de Maria SÓ ESTÁ FALTANDO A IGREJA DE ROMA DECLARAR UM NOVO DOGMA AFIRMANDO QUE MARIA MORREU NA CRUZ E RESSUSCITOU AO 3º DIA.

Este zelo cego e doentio dos católicos com relação a Maria é tão evidente que dispensa comentários.

Os Evangelhos nos apresentam uma Maria humana, santa e humilde por esforço próprio, o que reclama admiração e respeito, e não uma Maria divinizada e artificialmente sem pecado. Maria foi uma mulher normal , dona de casa, teve filhos e constituiu família como qualquer mulher na face da terra que se une a um homem em laços de matrimônio. Foi salva por Jesus pela sua fé nEle, que a redimiu, igual a todos, da condenação eterna.

Quando afirmamos que Maria teve filhos, isso causa expectação nos católicos. Em Mateus 1.25, a Bíblia diz que José não a conheceu até que desse à luz a seu filho primogênito, ou seja, a seu primeiro filho. Se Jesus tivesse sido o único filho de Maria, Ele não seria o primogênito, e sim o unigênito como vem descrito em João 3.16, à respeito de sua filiação celestial. E o termo “conhecer” usado nesta passagem é o mesmo usado em

“N.Sra. Aparecida” padroeira do Brasil

“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor”

(Sl 33.12) e não uma SENHORA !!!

Gênesis 4.1,25 com Adão e Eva, e tem o sentido de Ter relações sexuais.

Na verdade, Jesus teve irmãos , e isso não é escândalo nenhum. Só o adjunto adverbial de tempo “até” já diz tudo. Mas o povo faz confusão pensando que os irmãos de Jesus são os seus discípulos.

O certo é que sempre houve diferença entre os irmãos do Senhor e os apóstolos e discípulos.

Ex: Observe o texto de João 2.12: ” Depois disso desceu à Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos…”

Em Mateus 12.46-50 se nota também esta diferença: sua mãe e seus irmãos estão do lado de fora e o chamam, enquanto seus discípulos são os que o rodeiam.

Ainda se vê mais clara a diferença em Atos 1.13,14, quando em seguida à lista dos apóstolos, Lucas diz: ” Todos estes perseveravam unânimemente em oração com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.”

Não precisa ser mais convincente do que isso, mas a dificuldade maior com que tropeçam os católicos ao quererem provar o contrário está na afirmação de João 7.5: ” pois nem seus irmãos criam nele” Como podiam ser três deles seus apóstolos?

Recorrendo ao original grego é bom deixar bem claro que nas 15 referências aos irmãos de Jesus contidas no NT, o termo que sempre se usa é “Adelphos” para irmão, e nem uma só vez “Anepsios” no sentido de primo, nem “Sungenes”, parentes.

MARIA, MÃE DE DEUS?

Por ser Maria a mãe de Jesus, isso não quer dizer que ela é a mãe de Deus. Pense um pouco, será que Deus tem mãe? Até onde se sabe, Deus tem somente filhos. Ora, mas se Jesus é Deus(como de fato é), e Maria é a mãe de Jesus, subentendesse logo que ela é a mãe de Deus. Isso é um raciocínio lógico, e todos os católicos pensam assim. È bom usar da razão nesta hora para se saber que Jesus é filho de Maria, como homem, mas como Deus ela é que é filha dEle. Isso porque Jesus possui duas naturezas: a humana e a divina.

Em Isaías 9.6 isso fica bem claro, quando o profeta diz: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu… “. Como homem Jesus nasceu em Belém, na Judéia (Lc 2.1-7) mas o Filho não nasceu, visto que é Eterno e Pai da eternidade, mas foi dado ” Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).

Claro está que quando se fala que Maria é a mãe de Jesus está se referindo, à sua natureza humana.

Maria é chamada pelos católicos de “Nossa Senhora”, “Rainha da Paz”, “Rainha dos Céus”, “Mediadora”, “Intercessora” e “Advogada dos pecadores”. Inúmeros títulos lhe são dispensados,mas na verdade não lhe pertencem. Nós, cristãos evangélicos, não temos nenhuma senhora, por mais que os católicos queiram insistir com Maria ” Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.” (I Cor 8.6).

A promessa que Deus nos fez é a Vida Eterna (I Jo 2.25) “E a vida eterna é esta: Que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviastes.!” (I Jo 17.3). Como se vê Maria não está relacionada, porque não pode salvar. Somente Jesus tem poder para perdoar, salvar o homem e conduzí-lo à vida eterna. Mas será que Maria pode interceder? Ensina-se que sim, na igreja católica romana, por isso a chamam de Advogada nossa. Mas o testemunho e ensino da Palavra de Deus é bem diferente. Em I Jo 2.1 está escrito: ” Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e se Alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.” Em I Timóteo 2.5, o apóstolo Paulo nos declara, pelo Espírito Santo, que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem “o qual está a direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34b).

Ao atribuir-lhem o título de Rainha da Paz chocam-se novamente com a Bíblia que diz que “Jesus é a nossa paz” (Ef 2.14 a). Conforme Miquéias Jesus seria a nossa paz (Mq 5.5) e não Maria. Só Jesus pode dar paz permanente e duradoura pois é o Príncipe da Paz.

Quanto a ser coroada como Rainha dos Céus, faço minhas as palavras do profeta Jeremias, registradas no seu livro, capítulo 45 versos 16 ao 23. O que se deu no passado, no tempo de Jeremias, sucedeu-se com Paulo em Éfeso (Atos 19) com relação a “grande deusa Diana dos Efésios” , e agora é uma realidade em nossos dias no que diz respeito à Maria.

Todo ser humano tem um pai na terra e outro no céu. É óbvio que também tenha uma mãe. Só que esta mãe não é Maria, como pensam os católicos. Jesus nos apresentou um Pai, a igreja romana nos elegeu uma mãe, mas nós devemos ficar com a Bíblia. A Palavra de Deus, que é a verdade, segundo Jesus Cristo (Jo 17.17) nos afirma que a Jerusalém celestial é livre, senda ela mesma a mãe de todos nós (Gálatas 4.26), inclusive dos católicos. Esta pátria celestial nos acolherá como uma mãe acolhe no colo o seu filho( Isa 66.13), nela habitaremos para sempre ao lado do nosso Cristo e da nossa querida irmã Maria.

Se você realmente a ama, pare de adorá-la. Volte-se imediatamente para Deus adorando ao seu Filho Jesus. Ele deve ser o único Senhor da sua vida. Se Jesus for tudo para você, como Ele é tudo para mim (Cl 3.11b), estaremos um dia lá na Glória, juntos com Maria e todos os salvos, a louvar e bendizer o nome santo do Senhor. Caso contrário, você nunca a verá.

Ensina-se também na igreja católica a consagração de seus fiéis a Maria, através da reza do terço ou rosário; que deve ser rezado todos os dias em “devoção a Nossa Senhora”, e em caso de novenas, várias e repetidas vezes, sempre a mesma ladainha.

A reza da AVE MARIA foi escrita e difundida pelo papa João XXII e data do ano de 1317 dC . Interessante é que a palavra AVE era saudação dos romanos ao seu imperador; o anjo saudou Maria dizendo: SALVE! (Lc 1.28).

(Elaborado por autor desconhecido via internet)

Como melhorar a Escola Bíblica Dominical

INTRODUÇÃO

Antes de tratarmos do tema “Como Melhorar a Escola Dominical”, faremos algumas reflexões sobre a importância da ED no contexto da Educação Cristã.

A – A Escola Dominical não é uma atividade opcional, é uma atividade essencial.

Ela se confunde com a própria essência da Igreja.

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42).

“A Escola Dominical não é uma parte da igreja; é a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico.”

OBS: Enquanto as igrejas tradicionais estão repensando a ED, grande parte das igrejas pentecostais somente começaram a pensar na relevância do ensino bíblico sistemático de algumas décadas para cá.

Há algumas décadas atrás, na maioria das igrejas tradicionais, era comum o número de matriculados na ED ser superior ao número de membros da igreja. O que podemos dizer das nossas Escolas Dominicais?

B – Onde fica a ED no programa geral de nossas igrejas? Qual a sua importância?

Conceito: “A Escola Dominical conjuga os dois lados da Grande Comissão dada à Igreja (Mt 28.20; Mc 16.15). Ela evangeliza enquanto ensina.”

O cumprimento da Grande Comissão através da ED, pode ser visto em quatro etapas:

Alcançar – a ED é o instrumento que cada igreja possui para alcançar todas as faixas etárias.

Conquistar – através do testemunho e da exposição da Palavra: “…serão todos ensinados por Deus…todo aquele que do pai ouviu e aprendeu vem a mim” (Jo 6.45). A conversão é eterna quando acontece através do ensino.

Ensinar – até que ponto estamos realmente ensinando aqueles que temos conquistado?

“O ensino das doutrinas e verdades eternas da Bíblia, na Escola Dominical deve ser pedagógico e metódico como numa escola, sem contudo deixar de ser profundamente espiritual.”

Treinar – devemos treiná-los para que instruam a outros.

  1. ATRAVÉS DE UMA EFICIENTE ADMINISTRAÇÃO
  2. A administração só será eficiente se houver organização.

Organização lembra ordem, método de trabalho, estrutura, conformação, planejamento, preparo, definição de objetivos.

O crescimento sem ordem é aparente e infrutífero.

“Uma vez que a ordem penetra o universo de Deus, temos base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem. Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.”

Deus é um ser organizado: planejou a criação; a nossa redenção; a ordem das tribos; o tabernáculo; a multiplicação dos pães, etc.

A organização na Escola Dominical é extremamente necessária. Deverá estar presente em cada fase do trabalho: no planejamento, na execução do plano, e na avaliação dos resultados.

A organização da ED deve ser simples e funcional; de acordo com a realidade de cada igreja.
Razões para a organização:

  • Dividir e fixar responsabilidades;
  • Esclarecer os limites do trabalho a ser realizado;
  • Atender as necessidades das pessoas envolvidas;
  • Garantir resultados satisfatórios.
  1. ATRAVÉS DE UM PLANO DE CRESCIMENTO

A Escola Dominical deve crescer tanto em quantidade quanto em qualidade.

As escolas que estão sempre crescendo numericamente, geralmente são as que mais se preocupam com a melhoria da qualidade de ensino. Quais os passos necessários para que a Escola Dominical cresça?

1. Localizar o povo.

Os líderes da ED precisam saber onde se encontra a sua população alvo.

É necessário saber quem são e onde estão os alunos em potencial a serem matriculadas na Escola Dominical. Onde está a fonte de novos alunos?

  1. a) Lista de novos convertidos.

Muitos se convertem e não voltam mais à igreja. Precisamos buscá-los!

Os novos convertidos são como crianças recém-nascidas em Cristo; precisam ser recepcionados e identificados imediatamente após a conversão. (Ficha de identificação e triagem).

  1. b) Relação de visitantes na escola e nos cultos da igreja.
  2. c) O rol de membros da igreja.

O rol de membros é uma fonte quase inesgotável. Faça uma campanha com o lema “Cada crente um aluno”.

O número de matriculados na ED deverá ser maior que o número de crentes no rol de membros da igreja.

  1. d) A comunidade ao redor da igreja.

Faça um recenseamento. Já que o departamento crescerá, os administradores deverão pensar em que direção ele irá crescer.

Faça uma visita ás famílias e convide-as para visitar a Escola Dominical. (Organize uma classe para não crentes.)

  1. Promova uma campanha contínua de matrículas.

Existe uma ligação direta entre a matrícula e a presença na ED. Á medida que cresce a matrícula, cresce também a presença.

Para dobrar a freqüência na ED é necessário dobrar a matrícula. (Geralmente, o número de alunos que freqüentam a ED assiduamente, corresponde a metade do número de alunos matriculados.)

a) Que plano de matrícula a sua igreja usa?
® Plano de matrícula contrário ao crescimento

  • Exigência de um novo aluno assistir à classe durante certo número de domingos seguidos, antes de ser matriculado.
  • Desligar qualquer pessoa matriculada que não assista com regularidade à classe.

® Motivos justos para desligamentos: morte; transferência para outra igreja; mudança de residência que impossibilite a assistência à escola; um pedido insistente da parte do próprio aluno.

  1. b) Quando se deve matricular um novo aluno?

Imediatamente, se for esse o desejo dele. Não se deve pôr obstáculos para a efetivação da matrícula.

  1. Elabore um programa de visitação.

A visitação visa encorajar os alunos ausentes, e reintegrá-los à vida cristã.

(Todo Domingo, cada classe deve preparar uma lista de alunos ausentes e determinar quem da classe os visitará durante a semana.)

  1. Ampliar as estruturas.

Criar novos departamentos, novas classes.

  1. Providenciar espaço adequado.

Não adianta pensar em matricular novos alunos, em formar novas classes, se não existe espaço para a nova classe funcionar. Este é um dos principais problemas que explicam o pouco crescimento na maioria das Escolas Dominicais.

“A Escola Dominical crescerá enquanto houver espaço para as classes”

  1. a) Redimensionar o espaço que já possui na igreja.

Um estudo criterioso apontará o espaço não usado ou mal usado.

  1. b) Aproveitar o espaço existente nas casas próximas à igreja ou em escolas públicas ou particulares (Se for extremamente necessário).
  2. c) Realizar a Escola Dominical em dois turnos.

Algumas igrejas realizam duas Escolas Dominicais: uma pela manhã e outra à tarde. Os colégios fazem isto; porque não a igreja?

  1. d) Ampliar a construção.

A igreja que constrói espaço suficiente para a sua ED tem espaço para todas as suas necessidades.
III. ATRAVÉS DO ALISTAMENTO, FORMAÇÃO, E TREINAMENTO DE NOVOS PROFESSORES

Se a ED vai crescer em organização e providenciar espaço para novas classes, naturalmente precisará de novos professores.

Þ Como alistar novos professores? Quais os critérios de escolha? Como identificar um autêntico candidato ao magistério cristão?

VOCAÇÃO

É ideal que o professor tenha vocação para o magistério.

Vocação é a inclinação predominante para um determinado tipo de vida e de atividade, no qual o indivíduo encontra plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização.

É a tendência natural para realizar determinada atividade de modo excelente; aptidão, talento, inclinação.

A vocação floresce no próprio interior da personalidade.

De que modo se manifesta?

A vocação revela-se como um conjunto de predisposições; preferências afetivas, atitudes e ideais de cultura e de sociabilidade.

Temperamento. Temperamentos egocêntricos, fechados, incapazes de abrir e manter contatos sociais comuns com certo calor e entusiasmo, não estão preparados para a função do magistério.

Sociabilidade. A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social; este exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas.

Amor “paedagogicus”. Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios.

Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidaram deles antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória.

Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura. O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso, um leitor assíduo, com sede de novos conhecimentos, capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura.

APTIDÕES NATURAIS

É ideal que o professor seja pré-qualificado para o exercício de suas funções.

  • Saúde e equilíbrio mental;
  • Boa apresentação;
  • Órgãos de fonação, visão e audição em boas condições;
  • Boa voz: firme, agradável, convincente;
  • Linguagem fluente, clara e simples;
  • Confiança em si mesmo, com perfeito controle emocional;
  • Naturalidade e desembaraço;
  • Firmeza e perseverança;
  • Imaginação, iniciativa e liderança;
  • Habilidade de criar e manter boas relações humanas com seus alunos.

QUALIFICAÇÃO ESPIRITUAL (CHAMADA)

Em linhas gerais, o professor precisa ser um crente fiel, espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas, além de ter comprovada capacidade para ensinar.

Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4.11,12).

Como identificar os professores genuinamente chamados?

Os chamados têm esmero (dedicação): “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).

Esmero significa integralidade de tempo no ministério – estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério.

Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo.

Cristo é seu salvador pessoal; salvo-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida.

Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.

Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar.

Reconhecer a importância da sua tarefa.

Encarar o magistério cristão com seriedade. Chegará o dia em que cada professor dará contas de si mesmo a Deus (Rm 14.12;).

“Muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).

Disposição de aprender (humildade).

O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Aprendemos com os livros; com nossos alunos; aprendemos enquanto ensinamos. Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. Quando o professor não sabe uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe.

Liderança positiva.

  • Lealdade à igreja e ao pastor: na assistência aos cultos; na participação no sustento financeiro (dízimos).
  • Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja; manter-se distante dos ventos de doutrinas; eticamente correto.
  • Viver o que ensina. O professor não pode ensinar aquilo que não está disposto a obedecer. O professor deve personificar a lição.
  • O professor deve ter um lar cristão modelar.
  • Apoiar a missão e a visão da igreja local. O professor não deve usar a sala de aula para promover uma revolta contra a direção da igreja.
  • Ter como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
  • Ter como alvo a geração de novos professores a cada ano.
  1. ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS CRIATIVOS
  2. Exposição oral.

Aula expositiva ou preleção. Método tradicional usado freqüentemente em escolas de todos os níveis. O professor colocado diante do grupo expõe oralmente a matéria, falando ele só o tempo todo. É o método mais criticado, mas também o mais utilizado. O êxito ou fracasso no seu emprego dependerá da habilidade do professor.

  1. Perguntas e respostas.

É largamente utilizado por ensinadores experientes, desde os dias da antigüidade. A eficácia deste método reside no fato de que as perguntas sempre são desafiadoras. A mente, neste caso, não apenas recebe informação, mas a analisa e pondera. Existe todo um processo de reflexão, analise e avaliação que ocorre no cérebro do aluno, enquanto ele recebe a pergunta, medita nas suas implicações e verbaliza a resposta.

  1. Discussão ou debate.

O método de discussão ou debate é aquele em que um assunto ou tópico da lição é colocado para ser discutido entre os membros do grupo.

  1. Técnicas de trabalho em grupo (Dinâmica de grupo)

Por maior que seja o entusiasmo do professor em incentivar a participação ativa dos alunos, seu sucesso vai depender em última instância de saber organizar atividades que facilitem esta participação. Aí é que entram as técnicas de trabalho em grupo. Eis algumas: grupos simples com tarefa única; pergunta circular; grupos de verbalização e de observação; estudos de casos etc.

  1. MELHORANDO A COMUNICAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS

Ensinar não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação.

Ensinar não é só comunicar, mas é necessário primeiro comunicar.

  1. A importância da comunicação no processo ensino-aprendizagem.

Para que haja comunicação é necessário que se estabeleça pontes de ligação entre o comunicador e o receptor.

Toda comunicação possui três componentes básicos: intelecto, emoção vontade; em outras palavras, pensamento, sentimento e ação.

A maioria dos professores se limita a transmitir a mensagem apenas intelectualmente. Damos pouco peso aos aspectos emocional e vontades da comunicação.

Então, todas as vezes que formos dar aula, devemos responder às seguintes perguntas: o que é que sei e desejo que esses alunos saibam também? O que sinto, e desejo que eles sintam também? O que estou fazendo e quero que eles façam?

  1. Qual é o padrão ideal de comunicação e interação entre professores e alunos?
  • Comunicação unilateral;
  • Comunicação bilateral;
  • Comunicação multilateral.
  1. O processo da comunicação humana.

O processo da comunicação possui 4 elementos: Emissor, receptor, mensagem, e meio ou canal.

O emissor codifica a mensagem e emite a mensagem. O receptor recebe a mensagem, decodifica (interpreta) e responde ao seu interlocutor (retroalimentação, feed back).

  1. Principais problemas de comunicação entre professores e alunos.
  • Professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento);
  • Professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos;
  • Professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos;
  • Professor coloca tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas;
  • Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. Outros, em voz baixa e tom monótono;
  • Professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica.
  1. ATRAVÉS DO APOIO IRRESTRITO DO PASTOR
  2. Comparecendo e participando.
  3. Estimulando (A importância do estudo da Bíblia).
  4. Incentivando seus auxiliares do ministério e líderes de Departamento.
  5. Investindo na Escola Dominical.
  6. a) Recursos financeiros.

Deve a igreja destinar uma verba regular a fim de que a Escola Dominical possa funcionar sem atropelos e improvisações.

  1. b) Recursos humanos.

Compreende a reciclagem periódica do superintendente e professores.

  1. c) Recursos Técnicos.

Aquisição de material didático, mobílias adequadas e salas pedagogicamente planejadas.

Obs.: Comportamento negativo

– Permitir atividades paralelas à Escola Dominical (Atividades administrativas, tesouraria, serviço de som, afinação de instrumentos musicais, aconselhamento pastoral)

– Não investir, ou investir insuficientemente na área de educação.

A principal parcela do orçamento da igreja sempre é dirigida a outras áreas em detrimento da educacional.

CONCLUSÃO

Todo o trabalho da ED deve passar por uma avaliação periódica. Deve-se objetivar o padrão de Excelência:

  1. Como buscar o padrão de excelência?

Comparando o presente progresso (os resultados) com os alvos e objetivos previstos. A partir daí, você vai descobrir a possibilidade de melhorar e aperfeiçoar.

  1. Quais as causas do insucesso da sua Escola Dominical?
  2. Quais as causas da constante evasão de alunos?
  3. A quantidade de alunos em cada classe está dentro dos padrões ideais?
  4. A mobília e as instalações são apropriadas?
  5. O programa de abertura e encerramento da ED são extensos demais a ponto de suprimir o tempo das aulas?