Juiz de Fora (MG)

CONGREGAÇÃO EM JUIZ DE FORA (MG)

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cong.JF-MG

DIRIGENTE DA CONGREGAÇÃO


Pb Rogério Eliotério Araújo
 
 
 

ENDEREÇO DA CONGREGAÇÃO

Av. Jucelino Kubichek, 2699 – Báirro Jóquei Clube
Juiz de Fora – MG
Cep: 36085-000
 
 
HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA

 

 

Juiz de Fora é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à mesorregião da Zona da Mata e microrregião de mesmo nome, localiza-se a sudeste da capital do estado, distando desta cerca de 283 km. Sua população foi contada, no ano de 2010, em 516 247 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o quarto mais populoso de Minas Gerais e o 36º do Brasil. Em julho de 2014 sua população foi estimada em 550 710 habitantes. Ocupa uma área de 1 429,875 km², sendo que apenas 317,740 km² estão em perímetro urbano.
A sede tem uma temperatura média anual de 19,25°C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 152 509 veículos. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,778 , considerando como elevado em relação ao estado. A cidade faz parte do eixo industrial das cidades próximas à BR 040 e das próximas à BR 116.
A cidade de Juiz de Fora foi emancipada de Barbacena na década de 1850. A versão mais conhecida de sua etimologia é que o nome seja uma referência a um juiz de fora, magistrado nomeado pela Coroa Portuguesapara atuar onde não havia juiz de direito, que hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Hoje é formada pela cidade de Juiz de Fora além dos distritos de Rosário de Minas, Torreões e Sarandira, subdivididos ainda em 111 bairros. Passou a ser conhecida como "Manchester Mineira" à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado. Com a grande crise econômica de 1929, a economia dos municípios mineiros ligados à cafeicultura sofreu grande abalo e Juiz de Fora só conheceu novo período de desenvolvimento a partir da década de 1960. Sua área de influência estende-se por toda a Zona da Mata, uma pequena parte do Sul de Minas e também do Centro Fluminense.
O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Tupi Football Club, fundado em maio de 1912. Juiz de Fora também é destaque no turismo, com seus diversos atrativos culturais, naturais e arquitetônicos. Alguns dos principais são o Museu Mariano Procópio, o Cine-Theatro Central e o Parque da Lajinha. Um dos principais eventos é o Carnaval de Juiz de Fora, que teve suas origens na época de emancipação do município. No final da década de 1930, até a década de 1960, o auge do Carnaval mudou de foco e a festa nos clubes pairou sobre Juiz de Fora.
As origens de Juiz de Fora remontam a época do Ciclo do Ouro, portanto confundem-se com a história de Minas Gerais. Devido à dificuldade de acesso à região do atual município, o lugar permaneceu praticamente intocado até o século XIX. A Zona da Mata, então habitada apenas pelos índios puris e coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica (Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro. Diversos povoados surgiram às margens do Caminho Novo estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna povoado por volta de 1713.
A vila de Santo Antônio do Paraibuna surgiu no início do século XIX devido à ocupação por famílias de fazendeiros e colonos vindas da região aurífera (Ouro Preto e Mariana), e posteriormente da região das Vertentes (Barbacena e São João del-Rei). O município de Santo Antônio do Paraibuna desmembrou-se de Barbacena em 31 de maio de 1850, e elevado a Cidade do Paraibuna em 1856. Em 1865 a Cidade do Paraibuna passa a se chamar Juiz de Fora. O curioso nome de Juiz de Fora gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O juiz de fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou-se por pouco tempo em uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação dessa personagem na história local ainda são polêmicas.
Uma personalidade de grande importância no município foi o engenheiro alemão Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld (Henrique Guilherme Fernando Halfeld), que empresta seu nome a uma das principais ruas do comércio local e ao parque situado no centro da cidade, no cruzamento da mesma rua Halfeld e a Avenida Barão do Rio Branco, entre o prédio da FUNALFA (Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage) , a Câmara dos Vereadores e o Fórum da Comarca. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município, sendo considerado um de seus fundadores.

GEOGRAFIA
A área do município é de 1 429,875 km², representando 0,245% do território mineiro, 0,1554% da área da região Sudeste do Brasil e 0,0169% de todo o território brasileiro. Desse total 317,74 km² estão em perímetro urbano. É ainda o município mais extenso da Zona da Mata.
Juiz de Fora está localizada na Mesorregião da Zona da Mata e Microrregião de Juiz de Fora. O município limita-se ao norte com Santos Dumont e Ewbank da Câmara; a nordeste, com Piau e Coronel Pacheco; a leste, com Chácara e Bicas,Pequeri; a Sudeste, com Santana do Deserto; ao sul com Matias Barbosa e Belmiro Braga; a sudoeste, com Santa Bárbara do Monte Verde; a oeste, com Lima Duarte e Pedro Teixeira e a noroeste com Bias Fortes. A cidade está a aproximadamente 310 quilômetros de Belo Horizonte, a capital mineira.

RELEVO E HIDROGRAFIA
O relevo de Juiz de Fora é bem acidentado, correspondendo geomorfologicamente à Unidade Serrana da Zona da Mata, pertencente à Região Mantiqueira Setentrional. A altitude máxima é de 998 m. nas proximidades da serra dos Cocais e a mínima fica em 470 m no Rio Santo Antônio. A sede está em uma altitude de 677,2 m. Cerca de 2% do território juiz-forano é plano, 15% das terras são mares demorros e montanhas os 83% restantes o terreno é plano.
O município de Juiz de Fora está localizado na bacia do Médio Paraibuna, pertencente à bacia do rio Paraíba do Sul, e seu perímetro urbano é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões. Os principais rios que banham o município são o Paraibuna, seus afluentes rio Cágado e rio do Peixe, e os rios Monte Verde e Grão-Mogol, afluentes do rio do Peixe. O Rio Paraibuna recebe o lançamento in natura de esgotos domésticos e de efluentes industriais produzidos na cidade.
A bacia do Médio Paraibuna possui tributários com perfis longitudinais relativamente acentuados, que desembocam no rio principal com gradiente um pouco baixo. O rio Paraibuna possui declividade média bastante diferenciada ao longo de seu curso, sendo que no trecho urbano de Juiz de Fora é bastante moderada, da ordem de 1,0m/km. A última retificação de aproximadamente 30 km, na região do Distrito Industrial I, foi dimensionada de modo a compatibilizar a função regularizadora da barragem Chapéu D’Uvas, recentemente concluída. A barragem foi construída com o objetivo de amortizar enchentes e ampliar o potencial de abastecimento de água para a cidade.

CLIMA
O clima de Juiz de Fora é caracterizado tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), comchuvas concentradas no verão e temperatura média anual de 19,3 °C, sendo fevereiro o mês mais quente, com temperatura média de 22,4 °C, e julho o mais frio, com média 16,1 °C.Outono e primavera são estações de transição. A precipitação média anual é de aproximadamente 1 600 milímetros (mm), sendo agosto o mês mais seco (22,1 mm) e janeiro o mais chuvoso (287 mm). A umidade do ar é relativamente elevada, com médias entre 75 % e85 %, e o tempo aproximado de insolação é de aproximadamente 1 800 horas anuais. Não é comum a ocorrência de tempestades de granizo, contudo algumas das mais recentes aconteceram em 17 de dezembro de 2009, 13 de janeiro de 2010 e em 1º de outubro de 2010.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 2013, a menor temperatura registrada em Juiz de Fora foi de 3,1 °C em 9 de junho de 1985, e a maior atingiu 36,2 ºC em 17 de fevereiro de 1969. O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 147,4 mm em 12 de março de 2001. Outros grandes acumulados foram 144,6 mm em 7 de dezembro de 1998, 138,7 mm em 12 de fevereiro de 1995, 133,6 mm em 14 de janeiro de 1966, 129,3 mm em 25 de janeiro de 1985, 125,7 mm em 11 de março de 1981, 120,1 mm em 6 de março de 1978, 114,1 mm em 15 de janeiro de 1982, 108,2 mm em 3 de dezembro de 1968,105,8 mm em 22 de dezembro de 1983 e 105 mm em 1º de novembro de 2006. Em um mês o maior volume observado foi de 715,4 mm em janeiro de 1985.

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE
A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde destacam-se diversas espécies da fauna e flora. Em Juiz de Fora existem unidades de conservação ambiental. As principais são a Reserva Biológica Municipal do Poço D'Anta (com 277 hectares, entre os bairros São Benedito, Bom Retiro e Linhares); Reserva Biológica Municipal Santa Cândida (133 hectares, bairros Monte Castelo, São Pedro e Carlos Chagas); Parque da Lajinha (45,5 hectares, bairros Aeroporto e Teixeiras); Área de Proteção Ambiental do Krambeck (291 hectares, bairros Eldorado e Remontas) e Área de Preservação Permanente Bosque do Bairu (0,5 hectares, bairro Bairu). De acordo com a lei 9605 de 1998, mananciais, encostas e áreas de matas nativas são protegidas pela prefeitura. Outras áreas de preservação, como o Parque do Museu Mariano Procópio, possuem legislações próprias, por serem de menor porte. Outra importante unidade de conservação é o Sítio Malícia, que pertencente à maior floresta de mata atlântica urbana do país, com mais de 3,7 milhões de metros quadrados.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
Desde o começo da década de 1990 vários pontos do município, em especial a área central, vêm sofrendo com a fumaça e a poluição proveniente da grande quantidade de veículos que circulam na região e das indústrias. Desde 1993 estudos que estão sendo realizados comprovam que o nível de monóxido de carbono é elevado. Somente na Avenida Rio Branco, a principal da cidade, em 1998 já circulavam 40 mil veículos diariamente, sendo que a frota municipal naquele ano era de 115 mil veículos.

DEMOGRAFIA
Em 2010 a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 516 247 habitantes, sendo o quarto mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 360,42 habitantes por km². Segundo este mesmo censo, 47,30% da população eram homens (244 932 habitantes), 52,70% (272 940 habitantes) mulheres, 98,86% (511 973 habitantes) vivia na zona urbana e 1,14% (5 879 habitantes) na zona rural. De acordo com o IBGE, Juiz de Fora possuía 354 929 eleitores em 2004.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Juiz de Fora é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,828, sendo o nono maior de todo estado deMinas Gerais (em 853), o quadragésimo nono de toda a Região Sudeste do Brasil (em 1666 municípios) e o 145° de todo o Brasil (entre 5 507 municípios). Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,920, enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da longevidade é de 0,784 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,781 (o do Brasil é 0,723). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e todos acima da média nacional segundo o PNUD. Arenda per capita é de 13 715,11 reais, a taxa de alfabetização adulta é 95,30% e a expectativa de vida é de 72,03 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social é de 0,41, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 12,86%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 5,82%, o superior é de 19,91% e a incidência da pobreza subjetiva é de 9,45%.
No ano de 2000, a população juiz-forana era composta por 273 787 brancos (64,91%); 92 179 pardos (21,86%); 51 808 pretos (12,28%); 1 198 indígenas (0,28%); 695 amarelos (0,16%); além dos 2 103 sem declaração (0,50%).
A partir do final do século XIX, árabes instalaram-se na cidade, principalmente os sírios e libaneses, em busca de melhores condições de vida. De início forammascates, e conforme conseguiam mais recursos tornavam-se comerciantes, principalmente de tecidos. Chamam atenção atualmente as lojas de tecidos, os restaurantes típicos e as várias malharias de proprietários árabes. Até hoje, muitas lojas de tecido da Rua Marechal Deodoro pertencem a sírios e libaneses. Na década de 1970 mais árabes chegaram em busca de melhores condições de vida, atraídos pela boa adaptação econômica de seus predecessores.

RELIGIÃO
Juiz de Fora é uma cidade de tradição cristã, mas com grande diversidade de crenças, assim como no resto do país.65 As crenças convivem bem. O campo religioso da cidade é composto majoritariamente pelo catolicismo, seguido do protestantismo. Há também um forte movimento espírita-kardecista, tal como diversas religiões afro-brasileiras. Recentemente, houve o surgimento do new age, de grupos orientais e dos muçulmanos. Mais afastados da cidade, há também grupos como o do Santo Daime e do Vale do Amanhecer. Esta grande diversidade é atribuída à proximidade da cidade em relação a grandes centros urbanos, o que fortalece a circulação de ideias, costumes e crenças.